sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal: semana #2



Ora bem, tendo em conta que a primeira semana não correu lá muito bem, gostava muito de vos dizer que esta semana correu sobre rodas, comigo a reflectir todos os dias... Mas não foi isso que se passou.

Esta semana consegui escrever a minha reflexão 3 dias. Apenas uma vez mais que a semana anterior. Não estou concentrada neste hábito e estou com dificuldade em praticá-lo diariamente.

Enfim, é o que é. Vamos ver como corre a próxima semana.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Livros de auto-ajuda: só para coitadinhos?


Sung Kim

Sempre houveram livros de auto-ajuda, mas parece que nos últimos tempos têm-se multiplicado nas livrarias. Também nunca foram tão criticados como actualmente. Há quem considere que só as pessoas fracas de cabeça e de espírito necessitam de livros de auto-ajuda.

Para quem me segue há algum tempo, não é novidade nenhuma que adoro livros. E sempre tive uma mente aberta para todos os tipos de livros, desde policiais a romances históricos, passando pelos livros de desenvolvimento pessoal, gosto de todos os livros que me toquem, que me abram as portas da mente, que me façam sentir e pensar. Não quer isto dizer que gosto de todos os livros, já li livros que detestei. No entanto, tenho sempre uma mente aberta.
Hoje em dia, vejo com alguma tristeza, pessoas a criticar livros (e não só) pelo título, pela capa, pelo autor, sem sequer os terem lido. Uma espécie de crítica pseudo-intelectual generalizada.

Eu gosto dos livros de auto-ajuda, a que gosto mais de chamar livros de desenvolvimento pessoal. Para mim, são como os manuais escolares. Se pegar num manual de inglês, leio, aprendo e pratico. O mesmo acontece com um livro de desenvolvimento pessoal, que me permite explorar e desenvolver todos os aspectos da minha personalidade. Não quer isto dizer que gosto de todos os livros de desenvolvimento pessoal, assim como há bons e maus manuais escolares, também existem bons e maus livros de desenvolvimento pessoal.

Sempre que vejo alguém com um livro destes, não penso "Coitado", penso "É assim mesmo, bem que gostava de trocar umas opiniões contigo".

Esta é a minha opinião claro! Gostava muito de saber a vossa, aqui nos comentários.

 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal: semana #1



Desde que comecei a praticar estes hábitos, nunca tive uma semana tão má. Comecei muito bem no dia 1 a escrever no meu diário a minha reflexão sobre o que fiz, pensei e senti. E só voltei a escrever no dia 7... Pois é, este está difícil de arrancar.

Eu até penso durante o dia o que quero escrever e no que quero reflectir, mas ao fim do dia as tarefas vão-se seguindo umas às outras e as páginas permanecem em branco.
No dia 7 ainda tentei fazer uma reflexão da semana, numa tentativa de emendar a coisa, mas senti que deixei muitas coisas de fora.

Espero conseguir praticar nesta semana que vem, tenho de tornar isto a minha prioridade se quero perceber se é um hábito útil ou não.



E a vossa semana, como correu?



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Inspiração: Ritual da reflexão


Este mês estou a praticar o Ritual da Reflexão Pessoal. E hoje deixo-vos uma inspiração de um antigo presidente de um banco de Wall Street:

"Há anos que possuo um livro de notas, onde escrevo todos os compromissos que tenho durante o dia. A minha família não conta comigo nas noites de sábado, pois sabe que eu dedico parte destas noites a exame de consciência, revisão e avaliação. Depois do jantar, despeço-me, abro o meu livro de notas e recordo todas as entrevistas, discussões e reuniões que efectuei durante a semana. Pergunto a mim próprio:
Que erros pratiquei durante este tempo?
Foi correcto o que fiz? Em que poderia ter melhorado a minha acção?
Que lições devo tirar desta experiência?

Muitas vezes, nesta revisão semanal, sinto-me bastante infeliz e espantado com os meus erros. Com o passar dos anos, estes vão tornando-se menos frequentes. Algumas vezes, depois de uma destas sessões, apetece-me dar uma palmada em mim próprio. Este sistema de auto-análise, auto-educação, ano após ano, tem-me ajudado mais do que qualquer outro sistema.
Tem ajudado a melhorar a minha capacidade em tomar decisões e tem-me auxiliado enormemente nas minhas relações sociais. Só posso recomendá-lo com muito entusiasmo."


Fontes:
  Carnegie D (1996) Como fazer amigos e influenciar pessoas. Livraria Civilização, Porto. 284 pp.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal



"Todas as noites, depois de um longo dia de trabalho produtivo, Benjamin Franklin refugiava-se num canto silencioso da sua casa e reflectia sobre esse dia. Pensava em todos os seus actos e se eles eram positivos e construtivos, ou se eram negativos, a precisarem de reparação. Percebendo claramente tudo o que fazia de errado em cada dia, ele podia tomar medidas imediatas para melhorar e avançar no caminho do auto-domínio.
Robin Sharma, O monge que vendeu o seu Ferrari


Este mês o ritual que vou praticar é o Ritual da Reflexão Pessoal. 

Já vos falei de certas alturas do ano em que paro para reflectir. Mas nunca experimentei fazer este exercício todos os dias, vai ser agora. Bem vistas as coisas, não faz sentido querer melhorar sem sequer reflectir no que fazemos diariamente. E se é muito fácil ver isto nos outros, temos sempre muitas opiniões sobre o que podem melhorar, quando chega a nós as coisas são bem mais complicadas.



Como vou praticar o ritual da reflexão pessoal?


No fim de cada dia, vou agarrar no meu diário e escrever sobre os meus pensamentos, o que fiz e reflectir sobre o que está bem e o que não está, o que pode ser melhorado.


Aqui no blog, vou contar-vos a minha evolução nesta reflexão pessoal e vou reflectir sobre os hábitos que pratico desde o início desta aventura.



Conto com a vossa companhia para reflectir?



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Como leio muitos livros sem gastar (muito) dinheiro



Como sabem este mês ando a praticar o Ritual do Conhecimento Abundante. Tenho falado nos livros que ando a ler e a estudar e até podem pensar que gasto uma pequena fortuna em livros... mas não. Aproveito é bem os recursos que tenho à minha disposição. Hoje vou contar-vos como leio muitos livros sem gastar (muito) dinheiro.



Tenho uma espécie de "clube" do livro

Tenho a sorte de pertencer a uma família que gosta muito de ler. Os meus pais sempre adquiriram muitos livros e têm estantes cheias deles, nem sei se a minha vida chegava para os ler a todos. Por isso, um dos meus recursos é a "biblioteca" dos meus pais.
A juntar a isso, somos uma família que temos por hábito oferecer livros nas datas festivas. Eu, particularmente, tento oferecer sempre um livro que seja apreciado pela pessoa que o vai receber e que eu própria ache interessante. Depois, o que acabamos por fazer é emprestar uns aos outros e trocarmos opiniões sobre os livros. O resultado é que temos o nosso próprio clube do livro.



Utilizo a biblioteca

Ainda sou do tempo em que ia com a minha irmã, requisitar livros a uma biblioteca itinerante da Gulbenkian, que não era mais que uma carrinha com livros.
Felizmente que as bibliotecas são cada vez mais e acessíveis em qualquer altura. Na zona onde vivo, tenho uma biblioteca e já fiz o cartão de leitora. De vez em quando, passo lá para ver os livros, nunca cheguei a requisitar porque tenho sempre muitos para ler.



Compro apenas os livros que me interessam

Eu tenho vários assuntos que me interessam, e para cada assunto existem milhares de livros. Para não gastar muito dinheiro em livros, a lógica que eu sigo é:
  • Sempre que quero mesmo um livro, ando ali uns tempos a "namorá-lo". Passo nas livrarias e leio a contra-capa, leio algumas passagens no interior.
  • Se decido que quero mesmo aquele livro, tento saber no meu clube do livro, se alguém já o tem e se pode emprestar.
  • Se ninguém que eu conheço o tem e eu decido que é uma boa compra, compro. Mas, mesmo aqui não me atiro logo de cabeça. Normalmente, tento comprar em segunda mão no OLX (ou outro site do género), ou espero por algumas ocasiões em que sei que há promoções, como é o caso da feira do livro e da altura do Natal em que as livrarias vendem bons livros a preços mais baixos. E até podem achar que é exagero, que comprar um livro não é o mesmo que comprar uma casa ou um carro. No entanto, eu gosto de gerir bem o meu orçamento e um euro aqui e outro ali, é onde, por vezes, se perde o controlo do dinheiro.
  • Por falar em dinheiro, é muito raro comprar um livro com o dinheiro do nosso orçamento familiar. Normalmente, utilizo o dinheiro que recebo no aniversário e no Natal, para comprar os livros que realmente quero.



E é assim que eu leio muito e gasto pouco. E vocês, têm truques para partilhar?


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Como passei o "bichinho" da leitura ao meu filho



Já lá vai o tempo em que os pais diziam aos filhos "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Nos dias de hoje já é do conhecimento geral que as crianças são fortemente motivadas pelo exemplo dos pais. Se passamos os nossos tempos livres no computador ou a ver televisão, não estamos à espera que eles se ponham a ler nos tempos livres deles.

Um dos meus desejos para o André sempre foi que ele gostasse de ler, que gostasse mesmo e não o fizesse por obrigação.
Então como consegui concretizar o meu desejo?



Dar o exemplo


Como sempre gostei de ler, não foi difícil dar o exemplo. Nos meus tempos livres é mais frequente encontrar-me a ler do que a ver televisão ou estar no computador. E ele sempre achou graça a ver os livros que eu estou a ler e a perguntar-me qual é a história.



Livros sempre acessíveis


Existem casas em que os livros estão em prateleiras muito altas, onde as crianças não chegam. Aqui em casa a maioria dos livros estão em estantes no chão. Além disso, sempre incentivei o André a mexer nos livros e a folhear, nunca lhe disse que determinado livro não era para a idade dele, deixo-o explorar.
Aliás, ele tem a própria estante com os livros dele. Mesmo quando ainda não sabia ler, de vez em quando lá os tirava todos para o chão e começava a ver as imagens.



Contar a história da noite


Este é um clássico. Já vimos em milhares de filmes os pais a lerem uma história aos filhos antes de adormecerem. E resulta.
Este é um dos rituais mais queridos cá em casa. Desde que o André era bebé que sempre lhe contei uma história antes de dormir. Agora que ele já sabe ler, os livros foram evoluindo e eu conto uma página e ele outra.



Deixá-los ler sozinhos


Desde que o André aprendeu a ler, incentivei-o sempre a ler sozinho. No início, sugeria-lhe ler nos tempos livres e agora ele próprio lê quando tem vontade. Quando anda muito calado, é fácil encontrá-lo na cama a ler.
Nunca o obriguei, nem nunca utilizei a leitura como um castigo. A leitura deve ser um prazer.



Oferecer livros que eles gostem


Existem tantos livros para crianças, que por vezes é difícil escolher. Quando vamos ao supermercado ou a uma livraria deixo-o andar a descobrir os livros e ando sempre atenta às conversas dele sobre o que gosta. Agora com 9 anos, alguns dos preferidos são O Diário de um Banana, Os Cinco e Uma aventura. É muito frequente oferecer-lhe livros, em datas especiais e não só.
Também costumamos ir, todos os anos, à feira do livro e deixo-o sempre escolher um livro para trazer para casa. 
Se quiserem descobrir bons livros para crianças recomendo o blog Planeta Zorp da Alexandra.


E por aí, também costumam oferecer livros às crianças?