sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Enfrentar os medos


"Se não te desafia, não te muda"


Todos temos os nossos medos, e o medo é uma emoção saudável que nos protege. O que já não é tão saudável, são aqueles monstros que ganham espaço na nossa mente de cada vez que recusamos fazer algo por medo, quando o medo passa a controlar a nossa vida

Eu tenho alguns medos e decidi deixar de ser limitada por eles. Para enfrentar os tais monstros, primeiro temos de os identificar, ser honestos connosco próprios e assumir que temos medo.



Quais são os meus medos?


  • Medo de conduzir

Sim, pode ser uma parvoíce para a maioria das pessoas, principalmente para quem o faz todos os dias. O meu próprio marido não entende como é que tenho medo de conduzir se o faço tão bem (palavras dele). A maior parte dos medos é irracional, visceral, não conseguimos bem explicar.
Quem me conheceu a conduzir 160 Km todos os dias para ir trabalhar, nunca ia acreditar que tenho medo.
Na verdade eu própria tenho dificuldade em explicar, mas vou tentar.

Já vos tinha dito que o meu sentido de orientação é mau, mas quando digo mau, é mesmo péssimo. Se me disserem para ir a algum lado de transportes públicos ou a pé, não tenho problemas nenhuns, consulto os percursos dos transportes, vejo mais ou menos onde é no Google Maps ou pergunto. Mas de carro a história é completamente diferente, não conheço as estradas, tenho muita dificuldade em decorar os caminhos de carro, isto adicionado a ruas de um sentido, ruas estreitas, rotundas com muitas faixas, é o suficiente para me fazer hiperventilar... literalmente. Para terem uma ideia, da minha péssima orientação, quando comprei a minha casa tive de fazer o trajecto 3 vezes, para conseguir decorar o caminho de carro (e estamos a falar de um trajecto de 10, 15 minutos no máximo).

Outro motivo para este medo é que sinto que não controlo nada quando conduzo, além da minha condução. Não controlo se o carro vai avariar, não controlo a condução dos outros, não controlo se vou ter um acidente e são tudo coisas que me limitam. Eu sei que ninguém controla nada disto, mas sinto-me indefesa e vulnerável quando vou a conduzir. Já de transportes públicos e a pé, existem inúmeras variáveis que não controlo mas nem penso nelas. É assim...



  •  Medo de me expor

 Já vos tinha falado que antes do blog, nem sequer tinha facebook. A minha presença nas redes sociais era inexistente e nem pensar em falar de sentimentos e coisas da minha vida privada na internet, sentia que me devia resguardar. No entanto, houve blogs que seguia que me ajudaram em alguns momentos mais complicados, saber que outra pessoa tinham passado pelas mesmas coisas e ver como as ultrapassaram, ajudou-me a perceber que podemos utilizar a internet e as redes sociais para fazer bem. E que esta partilha virtual, quando é feita com sinceridade, é muito enriquecedora para ambas as partes.
Nos blogs de que gosto é como se entrasse na casa das pessoas, convidada para ter conversas interessantes, sobre temas que eu gosto e de onde saio sempre a sentir-me mais inspirada e contente.

Foi quando decidi enfrentar o medo e criar este blog.



  • Medo de perder as pessoas de que gosto

Sempre tive medo de perder os meus pais, desde que andava na escola primária que me lembro de ter medo e até ter pesadelos com isto. Sei que tudo começou com o falecimento dos meus avós e eu estar na escada do prédio dos meus pais, a pensar que os próximos podiam ser eles, desde aí sempre foi um medo muito presente.



  • Medo de sair da minha zona de conforto

Este é daqueles medos muito subtis, que não me incomoda no meu dia a dia, mas que vai limitando as minhas decisões e contaminando a minha vida, quase sem dar conta. Acomodo-me no meu canto e tenho alguma resistência à mudança.


  • Medo de não conseguir

Também conhecido como medo de falhar. Sempre que estou perante um novo desafio, sinto sempre este medo e se às vezes consigo superá-lo, também é verdade que já desisti de algumas coisas antes de as fazer, com medo de não ser capaz. Na realidade, este é um falso medo porque nunca falhamos, apenas produzimos resultados. Por exemplo, imaginem que começam a jogar ténis e não têm jeito nenhum para a coisa, nem conseguem acertar com a raquete na bola. Têm duas alternativas, ou desistem à primeira a pensar que são um fracasso a jogar ténis ou continuam a tentar as vezes que forem necessárias até acertarem na bola. Podem não estar qualificados para o Estoril Open, mas pelo menos estão melhores do que quando começaram.


O que vou fazer, para enfrentar os meus medos?


Para enfrentar os nossos medos não há nada a fazer a não ser enfrentá-los. Não é nada fácil, eu que o diga, mas se não o fizermos vamos ser sempre condicionados por eles. E uma coisa simples, torna-se um bicho papão e toma conta da nossa vida.


  • Medo de conduzir

Pois vai ter mesmo de ser, não é? Vou ter de enfrentar isto de frente e conduzir. Não preciso de me ir enfiar a correr na rotunda do Marquês de Pombal em plena hora de ponta, mas posso estipular pequenos passos para ganhar confiança. Desde que li o livro que fiz alguns progressos, primeiro tive que o admitir para mim própria e depois dizê-lo em voz alta a outros. Depois, quando tive a oportunidade, enchi-me de coragem levei um carro emprestado e andei com ele uns dias, fui sozinha para uma zona calma e fui treinar, treinar as manobras, treinar a velocidade. Como só temos um carro e o Rodrigo precisa dele para trabalhar, nem sempre tenho a oportunidade de ser eu a conduzir, mas já não posso desculpar-me com isto, nem encostar-me. A partir de Janeiro, vou dar pequenos passos para superar isto, e o primeiro passo vai ser levar o André aos treinos duas vezes por semana (até me benzo).


  • Medo de me expor

Bem, superei este medo com o blog. Se estou aqui a admitir os meus medos mais profundos, mais exposta que isto, só se andar nua na rua e também não é preciso tanto, até porque está frio e levava uma multa em cima, para além de chocar os mais sensíveis.


  • Medo de perder as pessoas de que gosto

Este é daqueles medos que só ultrapassamos quando acontecem. No entanto, para deixar de me sentir obcecada por isto, houve um dia que me forcei a imaginar isto a acontecer. Senti mesmo a dor da perda, a saudade, o querer falar ou dar um xi-coração e aquela pessoa já não estar presente. Este pequeno exercício ajudou-me bastante e ainda levei o bónus de apreciar mais os momentos em que estou com as "minhas" pessoas.


  • Medo de sair da minha zona de conforto

É um medo que vou enfrentar com pequenos passos como fazer as coisas de modo diferente, em vez de fazer sempre tudo da mesma maneira. Ir por caminhos diferentes, em vez de seguir sempre o mesmo caminho. Ou seja, estar receptiva a fazer coisas diferentes e quem sabe até morar numa zona diferente.


  • Medo de não conseguir

A partir de Janeiro, já não posso recusar fazer nada com medo de não conseguir. Vou, faço e acabou. Chega de desculpas e sentir-me derrotada por nem ter tentado. Se nada resultar, pelo menos tentei.



E vocês, têm coragem de encarar os vossos medos?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Praticar o kaizen


"Se realmente queres melhorar o teu mundo exterior, quer seja ao nível da tua saúde, das tuas relações ou das tuas finanças, primeiro tens de melhorar o teu mundo interior.
Robin S. Sharma, O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari


Neste percurso de desenvolvimento pessoal, já atingi os princípios Dominar a minha mente e Seguir a minha missão. A partir do novo ano vou iniciar uma nova etapa e o patamar a atingir é praticar o kaizen.

E o que significa esta palavra engraçada Kaizen? É uma palavra japonesa que significa um constante auto-desenvolvimento e evolução, ou seja, praticarmos hábitos para nos aperfeiçoarmos. Não é um princípio onde chegamos e já está, é uma prática ao longo da nossa vida.

Para atingir este novo patamar, vou praticar os hábitos:

Ufa, já tenho com que me entreter em 2017. O hábito a praticar em Janeiro vai ser enfrentar os meus medos, conto-vos tudo no próximo post. Conto com a vossa companhia nesta etapa exigente?


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu diário (2 meses depois)



Passados 2 meses, continuo a escrever no meu diário quase todos os dias. Continuo com o meu caderno preto, que ainda tem muitas folhas em branco à espera de serem preenchidas.


Escrever o meu diário permite-me:

  • Sentir uma gratidão que me enche o peito
Continuo a escrever tudo o que quero agradecer em cada dia e cada dia tenho mais coisas a agradecer. É uma das coisas que mais gosto no meu diário, e quando leio dias passados, sou novamente transportada para pequenos momentos e sentimentos.


  • Escrever sobre os meus pensamentos e projectos
É o que eu chamo de escrita livre. Abro o diário e, sem nada premeditado, desato a escrever. É também uma das coisas que mais gosto. 
Permite-me alinhar o meu pensamento; permite-me desabafar; permite-me ver que, por vezes, tenho uma visão distorcida da realidade... No fundo permite conhecer-me melhor.


  • Reflectir sobre os meus pequenos progressos
Quando estou focada numa prioridade ou objectivo, quase todos os dias avalio pequenos passos que dei para atingir o objectivo. Além disso, reflicto sobre pequenos progressos no meu comportamento.


  • Recordar particularidades do André
Esta é uma das coisas que mais gosto de reler. Quando tenho coisas engraçadas que o André disse ou fez, escrevo. E um diário de apenas dois meses, já está recheado de coisas dele que me fazem rir e sorrir. São pequenos tesouros que iam acabar esquecidos.



O que quero acrescentar?


Tenho poucas colagens, quero colar fotos de determinados momentos e cartões de restaurante ou pequenos papéis que me façam recordar determinado momento daquele dia.

A partir de Janeiro, vou-me focar mais nas prioridades e objectivos e o diário vai permitir-me organizar tudo melhor.



E vocês, já têm o vosso diário?



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Como anda a correr o oil pulling (3 meses depois)



Este foi um dos hábitos mais popular. Muitos de vocês praticaram comigo e perguntam-me muitas vezes se é um hábito que aconselho.

Partilhei os benefícios desta técnica, os benefícios e outros usos para o óleo de coco, mostrei-vos uma forma de saberem se têm mau hálito (sem perguntar a ninguém) e partilhei os meus resultados ao longo do mês.

Pois bem, 3 meses depois do início, continuo a praticar oil pulling (já sem o aparelho) e continuo a gostar bastante. Os resultados que consigo quantificar são:

  • controlo da placa bacteriana;
  • sensação de boca fresca e limpa ao longo do dia;
  • dentes mais brancos;
  • prevenção de lesões no interior da boca (nunca mais tive aftas);
  • prevenção de cáries (nenhuma nestes 3 meses);
  • eliminação do sangramento das gengivas;
  • a boca não anda tão seca durante o dia.

É um hábito que recomendo e é tão simples que qualquer um pode fazer. Podes saber como começar aqui.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O meu propósito



Há 4 meses iniciei a busca do meu propósito, li um livro, vi vídeos e quando cheguei ao final do mês não consegui fazer uma conclusão decente para a minha busca.

O problema foi que sempre associei o propósito a um trabalho, a uma profissão. Mas o propósito não é isso, isso é até bastante limitador. Por exemplo, vamos imaginar que eu trabalho numa livraria e acho que isso é o meu propósito, então só ia estar em sintonia quando estivesse na livraria a trabalhar. Quando estivesse em casa, quando estivesse com a minha família e amigos, não estaria a viver o meu propósito.
Começou a fazer mais sentido, para mim, ver que o propósito é aquela qualquer coisa que está na base de tudo o que somos e fazemos. Pode ser um talento para criar empatia com as pessoas, pode ser um jeito especial para escutar os outros, pode ser sermos positivos, pode ser fazermos os outros rir...

Tive de mudar a minha visão, para perceber que o meu propósito é cuidar. Começou por ser cuidar de mim e da minha família. Mas sentia que me faltava dar mais à comunidade, quando por "coincidência" me convidaram para fazer voluntariado numa biblioteca que não ia funcionar, porque não tinha pessoas. E foi neste momento que senti o tal "tchanaaaaan", como se todas as peças encaixassem finalmente. 

Como a vida não é uma coisa estática e está sempre em mudança, não vou ficar a fazer isto o resto da vida, mas só o facto de me sentir completa a cuidar e a ajudar os outros, permite-me evoluir e sentir-me em sintonia com o Universo.

E quem sabe se um dia a minha profissão me permite viver esse propósito de cuidar e ajudar.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Como anda a correr a minha visualização? (5 meses depois)




Há 5 meses praticava a visualização após a meditação, actualmente continuo a praticar, mas em vez de ser numa altura específica do dia, visualizo várias vezes ao dia.

Continuo a ter dificuldade em libertar-me dos meus limites, mas isso não me impede de continuar a tentar.

Depois destes meses todos a visualizar os meus dentes, esta semana vou tirar o aparelho... finalmente!

Deixei de desperdiçar os meus poderes de visualização nas embalagens de leite, porque as ditas embalagens passaram a ter apenas uma tampa que basta desenroscar.

Com o meu livro dos sonhos, tem sido mais fácil visualizar os meus objectivos e o que quero. Continuo a ter muita dificuldade em definir objectivos a longo prazo e a visualizar o que quero ser, mas passo a passo vou conseguindo.

Quando alguma coisa está a correr "mal", visualizo o pior que pode acontecer e isso permite-me relaxar e não ter medo. É como se aceitasse interiormente o que pode acontecer e descontrair a partir daí, em vez de remar contra a maré.

Continuo a visualizar o meu dia e como quero que corra e continuo a gostar bastante do resultado.

E é isto quanto à visualização, ninguém diria que seria tão difícil libertar-me dos meus próprios limites, mas se não praticar vou andar sempre presa.



sábado, 10 de dezembro de 2016

Como construo a minha agenda ideal: semanalmente



Já vos tinha falado da minha agenda e como organizo o meu mês, hoje vou mostrar-vos como organizo a minha semana.

No fim de cada semana preparo a semana seguinte e já experimentei vários modos mas o que sigo agora é o que resulta melhor comigo e não demoro nem 5 minutos a fazer isto.

Em duas páginas coloco todos os dias da semana.


 Em cada dia tenho:

  • Menu

Assim consigo planear as nossas refeições para a semana toda e basta-me ir ao supermercado uma vez por semana.
Planear o menu semanal também me permite fazer uma alimentação mais saudável e variada.

  • To Do

Nesta secção coloco todos os compromissos, marcações e tarefas que tenho para esse dia, bem como os respectivos horários.

Aqui coloco o dinheiro que eu e o Rodrigo gastamos em cada dia, tudo o que seja pago com dinheiro e não com multibanco. É uma grande ajuda para perceber onde gastamos o dinheiro e para fazer o orçamento doméstico.

  • Goals

Aqui decido os objectivos que quero cumprir nesta semana e espalho as diferentes tarefas ao longo de cada dia da semana, para os conseguir atingir.
No fim de cada semana sigo a mesma chave que vos tinha dito aqui.

Como gosto muito de citações, coloco sempre uma citação para me inspirar durante a semana.


E é assim que me organizo semanalmente. E vocês, têm alguns truques para se organizarem?


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu pensamento oposto? (6 meses depois)



Este é um dos hábitos que mais alterou os meus dias. Em vez de estar focada nas dificuldades da vida, foco-me nas oportunidades. 
Aquele vídeo que partilhei convosco de como transformar um mau dia, continua a ser a minha inspiração. E a frase "Qual é a oportunidade aqui?" foi dita vezes sem conta, nestes 6 meses. Continuo a olhar-me ao espelho e a gostar cada vez mais da imagem reflectida e continuo a repetir a frase "tenho todo o tempo do mundo", principalmente nos dias mais cheios de coisas para fazer. Continuo a pintar com lápis de cor e a escrever. Não tenho de fazer nenhum esforço para praticar isto, já faz parte da minha maneira de ser e bastou apenas um mês para incorporar este hábito.

Bem vistas as coisas, desde que comecei a crescer cá dentro, há muito poucas coisas que me chateiem. Coisas  e coisinhas que acontecem e que antes me tiravam do sério e me deixavam irritada, agora nem me afectam. 

A minha tolerância aumentou e a minha paz de espírito também.

E às vezes ponho-me a observar as pessoas à minha volta e as conversas e há tantas coisas e coisinhas a chateá-las, a dominar a vida e a pessoa que são, que sinto compaixão e vejo como evoluí neste tempo. Por exemplo, ontem estava numa sala de espera, à espera de entrar para uma consulta e uma senhora a falar com outra, dos contratempos todos que já tinha tido naquela clínica e os confrontos com as funcionárias, com frases do tipo "A mim, vocês não me fazem de parva" e "Vocês não me conhecem, nem queiram conhecer...", e pronto, sinto pena de não terem paz de espírito e alimentarem-se destes conflitos.
 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Como anda a correr a minha meditação? (7 meses depois)


   

"Todos os problemas da humanidade resultam da incapacidade do Homem em se sentar sozinho e em silêncio numa sala."
Blaise Pascal


A última vez que falei sobre a meditação, andava a praticar durante 5 minutos. Actualmente pratico quase todos os dias, durante 20 minutos.

Continuo a utilizar almofadas para ficar mais confortável, mas noto que os meus joelhos já ficam mais em baixo, quase a tocar o chão. Com a prática, a posição é cada vez mais confortável e não interfere com a meditação. Antes estava sempre consciente que as pernas e as costas me doíam e isso interferia. Agora posso esquecer-me do meu corpo e deixar-me levar.

Continuo a pôr o cronómetro do tempo no telemóvel, para não ter de me preocupar se já passou muito ou pouco tempo.

Também vos tinha dito que se praticar a meditação na mesma altura do dia, é mais fácil. No meu caso é de manhã, depois do exercício e antes do pequeno-almoço. Adoro esses 20 minutos de paz, em que apenas tenho de me deixar estar.

Se me pedissem para escolher apenas um hábito, de todos os hábitos que comecei a praticar, escolhia este. Não consigo traduzir muito bem em palavras o que a meditação me proporciona, é como se tivesse descoberto um lugar dentro de mim onde existe sempre calma, serenidade, contentamento. Independentemente das circunstâncias em que me encontro e do caos à minha volta.

Penso que a meditação será diferente para todos, mas se puderem experimentar de forma consistente, ou seja, a maioria dos dias, vejam até onde ela vos leva.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu pensamento positivo (8 meses depois)?



Nem acredito que já faz 8 meses desde que comecei a praticar o primeiro hábito do meu desenvolvimento pessoal. Comecei em Abril com o pensamento positivo.

Antes de iniciar este percurso, os meus pensamentos andavam à solta, nunca pensei em estar consciente do que se passava cá dentro e muito menos que tinha o poder de o alterar. Na verdade, desde que iniciei este percurso, dou-me cada vez mais conta de que nós é que somos responsáveis pelos nossos pensamentos e pela nossa vida.
Antes de iniciar este caminho sempre fui uma preocupada nata, preocupava-me com tudo, com o que acontecia e não acontecia, vivia limitada com medos e preocupações.

Desde que comecei a estar consciente dos meus pensamentos e a esforçar-me por manter os pensamentos negativos lá fora, que a minha cabeça está bem mais leve. Não me deixo contaminar por pessoas negativas. De facto, até tenho uma imagem mental bem engraçada para isso. Sabem aquelas pessoas que estão sempre a falar de desgraças, mortes, notícias negativas... Pois, eu deixo-as falar e imagino que estou dentro de uma bola de sabão, é a minha bolha. Assim que começam a falar disso, eu penso "Carla, bolha" e imagino o que elas dizem a tocar na bolha e a não conseguir entrar e pronto. É um bocado infantil, eu sei, mas fiz as pazes com a criança que há em mim, e comigo funciona.

É claro que continuam a haver dias menos bons, em que não consigo alterar o meu pensamento. Nesses dias deixo-me estar, só a observar. Sem julgar, sem gritar e sem desesperar. Deixo que passem, até conseguir estar positiva outra vez. O que importa é que esses dias são cada vez menos e com menos impacto na minha vida.


E vocês, continuam a pensar positivo?

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Definir objectivos: Conclusão



Durante este mês andei a definir os meus objectivos. Comecei por definir as áreas da minha vida, depois por definir a prioridade dessas áreas e, por último, definir os meus objectivos.



A minha opinião sobre definir objectivos?


Durante este mês deparei-me com algumas das minhas limitações, nomeadamente pensar a longo prazo e definir objectivos com clareza. Como vos disse, é um assunto que eu tenho de estudar melhor, mas avancei na mesma. Construí o meu livro de sonhos e é aí que tenho escrito os meus objectivos. Também reparei que as prioridades estão sempre a mudar, o que é a minha prioridade num dia, noutro já não é. E a vida está em constante alteração, por isso é que é importante termos as prioridades e objectivos bem definidos para não nos deixarmos levar nas voltas e reviravoltas da vida e chegarmos ao fim de um ano e sentirmos que estamos no mesmo sítio. Que estamos parados. E ficamos admirados como é que passou um ano, 365 dias, e parece que não avançámos nada.



Vou continuar a praticar o hábito de definir objectivos?


Sim, apesar de não ser uma coisa fácil para mim, sinto que é importante. Este mês foi importante para perceber que afinal não posso querer fazer tudo de uma vez, mas posso fazer uma coisa de cada vez e atingir pequenos marcos, que se transformam em grandes objectivos e levam a uma maior satisfação em todas as áreas da minha vida.


E vocês, conseguiram definir objectivos?



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Como utilizo o mês de Dezembro para reflectir



Existem dois momentos durante o ano em que costumo reflectir. Reflectir sobre o que sou, o que quero, o caminho que percorri e que quero percorrer. Reflectir sobre os meus hábitos e rotinas e analisar o que serve e o que não serve. Esses dois momentos são o meu aniversário e o mês de Dezembro. 

Durante o mês de Dezembro, ando sempre mais introspectiva. É um mês em que a partilha em família é muito importante e é um balanço de como correu o ano e como quero que corra o próximo. Como este ano, construí o meu diário e ando a construir o meu livro de sonhos, este balanço é mais fácil de fazer.

Aqui no blog vou arrumar a casa para entrarmos bem no ano novo. Vou contar-vos tudo sobre os hábitos que tenho praticado desde o início até agora e vou continuar a mostrar como me organizo na minha agenda, e quem sabe se vocês não se animam para construir a vossa própria agenda em 2017.

Agora quero saber se vocês também costumam reflectir em alguma altura específica do ano, ou nem pensam nisso?

 

sábado, 19 de novembro de 2016

Passo #3: Quais são os teus sonhos?



Agora que já definimos as áreas e as prioridades da nossa vida, chegou o momento de definir os objectivos. E alguns já devem estar a pensar "Ai Carla, enganaste-te no título do post", mas não, não me enganei, porque os nossos objectivos vão estar definidos no livro de sonhos. Vou explicar tudo.

Comprei um caderno A4 com capa verde, que é a cor da esperança, e vou construir um livro de sonhos. Tenho vontade de fazer isto desde que li o livro que impulsionou tudo isto, e agora chegou o momento.



Como construir um livro de sonhos?

Comecei por numerar todas as páginas e dividi o caderno em:

 

Índice

 Esta parte não precisa de grandes explicações, preciso do índice para saber onde está cada assunto.


Sonhos

Aqui vou colocar todos os meus sonhos, mesmo aqueles que me possam parecer absurdos. Aqui é a secção de sonhar sem limites e sem regras. Pode ser fazer uma viagem no Expresso do Oriente, ter uma casa no Norte, outra no Algarve, outra em Tróia... Estão a ver a ideia? É tudo o que gostamos. Pode ser um sonho vosso ganhar o euromilhões, é aqui que devem escrever esse sonho.


Desejos

Nesta secção vão estar todos os meus desejos/esperanças, sem especificar. Ou seja, sabem aqueles desejos de termos muita saúde, sermos felizes, termos uma família feliz... Vão estar todos aqui.


Objectivos em todas as áreas

Depois de termos definido as áreas, chegou a hora de definir todos os objectivos que queremos atingir, em cada uma delas. Sinto que tenho de aprender mais sobre este tema, no entanto, se estiver à espera de estar completamente preparada vou procrastinar eternamente, e mais vale uma pequena acção do que não agir.

Os objectivos são tudo o que nós queremos concretizar. Pode ser perder peso, cultivar as nossas amizades, sermos bons pais... Cada um de nós tem um conjunto de coisas que quer atingir antes de morrer, este é o sítio certo para escrever o que queremos. 

Para definirmos um objectivo, este tem de ter algumas regras, se não nunca vamos conseguir atingi-lo... e vamos ficar frustrados... e largamos tudo. As regras são muito simples:
  • Tem de ser exequível: Se eu definir o objectivo de ser cantora profissional neste momento, nunca vou atingir esse objectivo, porque não tenho esse talento e não é uma coisa que eu queira. Podem definir todos os objectivos que quiserem, desde que sejam exequíveis.
  • Tem de ser específico: Imaginem que o vosso objectivo é perder peso. Na área da saúde, em vez de escreverem simplesmente perder peso, coloquem antes "Perder 10 Kg" ou ainda melhor "Pesar (o vosso peso saudável) Kg". Quanto mais específico for, mais conseguem atingir esse objectivo.
  • Têm que definir um prazo razoável para o concretizarem: No exemplo anterior, de perder 10 Kg, se estipularem atingir esse objectivo daqui a uma semana, já sabem que não vão conseguir sem comprometer gravemente a vossa saúde. Por isso estipulem um prazo razoável.
Depois de definir os meus objectivos em cada área, vou colar imagens de pessoas e coisas que me inspiram nessas áreas.
Para já é só isto, assim que aprender mais sobre objectivos e como atingi-los, conto-vos tudo.


Pontos fortes

No meu livro dos sonhos, vão estar enumerados os meus pontos fortes, aquilo em que sou boa. Esta parte é importante para mim, porque tenho tendência a desvalorizar os meus talentos. E sim, todos nós temos talentos e coisas em que somos bons, mas parece que vivemos numa sociedade em que é feio afirmarmos que somos bons em determinada área, sob a pena de sermos vistos como convencidos. Se têm dúvidas sobre quais os vossos pontos fortes, perguntem a pessoas da vossa confiança, aquelas que sabem que vão ser sinceras. Eu já perguntei a algumas pessoas e fiquei surpreendida com o que disseram, descobri vários pontos fortes que me tinham escapado.

   

Pontos fracos

Depois de enumerarmos os pontos fortes, enumeramos também os fracos. Não se trata de masoquismo, e sim de conhecer as nossas capacidades e superar algumas limitações. Por exemplo, um dos meus pontos fracos é a falta de orientação, é mesmo muito má, mas isso não quer dizer que eu não me esforce por melhorar. 



E é isto sobre o meu livro de sonhos e definir objectivos. E vocês, ficaram com vontade de ter o vosso livro de sonhos?



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Passo #2: Quais são as tuas prioridades?




Depois de termos definido as áreas da nossa vida, vamos ordená-las por prioridades. É claro que eu comecei a olhar para elas e achei que todas eram prioritárias, e que ia colocar tudo em primeiro lugar, mas não pode ser. Segui então um método que aprendi no livro Tu Consegues! e que vou partilhar convosco.



Importância


Peguei nas áreas e coloquei-as por ordem (da mais relevante para a menos relevante)

Saúde
Relação comigo própria
Maternidade
Amor
Família e amigos
Propósito
Finanças
Espiritualidade
Hobbies e vida social
Empresa
Casa



Qual a pior coisa que pode acontecer?


Para confirmar que era mesmo aquela a ordem, comparei uma a uma utilizando o seguinte exercício "Se eu não puser energia nenhuma nesta área no próximo ano, qual é que seria a pior coisa que poderia acontecer?"

O objectivo é criar cenários pessimistas, mas plausíveis. Como diz a autora, pensar no pior que pode acontecer, mas dentro do razoável e dá como exemplo que, não vale a pena pensar que a pior coisa que nos pode acontecer na área da saúde é cair-nos um piano em cima, porque não é um cenário muito plausível. Mas, pode acontecer aumentarmos de peso, ou sentirmo-nos exaustos e sem energia, ou voltarmos a ter uma crise de gastrite.

Depois comparei os piores cenários possíveis para cada uma das áreas que queria reordenar, tendo o pensamento "Qual é que não pode mesmo acontecer".
Neste passo vão ficar a saber o que é realmente prioritário e é natural que a ordem inicial sofra algumas alterações e fiquem com uma ordem mais alinhada com a verdade.



Nada satisfeito ou muito satisfeito


Depois classifiquei a minha satisfação pessoal em cada uma das áreas. Numa escala de 0 (nada satisfeita) a 10 (completamente satisfeita).

Depois de as classificar, fiquei com as minhas prioridades definidas e só faz sentido passar à segunda prioridade quando a primeira estiver com um nível de satisfação de 8, 9 ou 10. O mesmo para a terceira prioridade em relação às duas primeiras e assim sucessivamente.

Cheguei então a uma ordem que me parece mais real, e aqui a ordem já é do que tenho de tratar primeiro, e não do que é mais importante para mim.

Propósito
Empresa
Maternidade
Amor
Relação comigo própria
Hobbies e vida social
Finanças
Espiritualidade
Família e amigos
Casa
Saúde


Como vêem a saúde que é muito importante para mim, e que comecei por colocar em primeiro lugar, passou para último, porque o meu grau de satisfação nesta área é de 10. Como está estável, passou para último, para me concentrar nas áreas em que não estou satisfeita.



Preparados para descobrir as vossas prioridades?


Fontes:
Areias J (2016) Tu Consegues. Lua de papel, Alfragide. 207 pp.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Passo #1: Quais são as áreas da tua vida?




Não adianta de nada pôr-me a definir objectivos à toa, sem primeiro definir as áreas da minha vida. Depois de reflectir algum tempo sobre isto, até nem são poucas.
Peguei no meu diário e coloquei todas as áreas de que me lembrei e sem nenhuma ordem de prioridade.

  • Saúde: alimentação, exercício, hábitos de sono, saúde em geral
  • Finanças: rendimentos, poupanças, estabilidade financeira, investimentos, orçamento doméstico
  • Propósito: voluntariado, cuidar
  • Amor: relação amorosa, paixão
  • Família e amigos: família alargada, amigos do peito
  • Hobbies e vida social: tempos livres, entretenimento
  • Relação comigo própria: bem-estar físico e emocional, autoconfiança, tempo para mim e para me mimar
  • Espiritualidade: os meus valores, o que acredito, a minha ligação com o Universo
  • Casa: gestão da casa, decoração, limpezas, manutenção
  • Maternidade: actividades com o André, valores que lhe quero transmitir
  • Empresa: negócio

Podem acrescentar ou retirar áreas, o que importa é que no fim sintam que todos os aspectos da vossa vida têm um lugar definido. Peguem no vosso diário, ou numa folha de papel e escrevam todas as áreas.



O que elas representam para ti?


Depois das áreas definidas, peguei em cada uma e escrevi o que essa área representa para mim e o que quero fazer. Por exemplo, a área de saúde é muito importante para mim devido a algumas complicações que tive no passado, por isso o meu lema é prevenir e ser saudável. Escrevi coisas que quero continuar a fazer, como ter um estilo de vida saudável contemplando a alimentação, o exercício e hábitos de sono e acrescentei algumas coisas que quero experimentar, como yoga.

Ainda não estou a definir objectivos claros, apenas a reflectir sobre o que quero fazer em cada área, uma espécie de brainstorming.


O passo #2 vai ser definir a prioridade que cada área tem na minha vida.



E vocês, têm várias áreas na vossa vida, ou agrupam tudo?


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Definir objectivos



"Prioridades e objectivos claramente definidos para todos os aspectos da tua vida desempenharão um papel semelhante ao do farol, dando-te orientação e um porto de abrigo quando o mar está revolto.
Robin Sharma, O monge que vendeu o seu Ferrari 


Costumo revelar o hábito que vou praticar uns dias antes do início do mês, para que quem quiser acompanhar-me se possa preparar. Mas, estava com dificuldade em decidir praticar este hábito. Na verdade, desde que iniciei o meu crescimento interior que andava desejosa e receosa, ao mesmo tempo, para praticar isto. Desejosa porque tenho a necessidade de definir prioridades e objectivos para me poder focar e não andar dispersa a querer fazer tudo. Receosa porque acho sempre que ainda não estou preparada, porque ainda quero ler alguns livros sobre este assunto, para me preparar melhor. 
Cheguei à conclusão que ando a empurrar com a barriga, a arranjar desculpas para procrastinar. E decidi que Novembro vai ser o mês em que vou, finalmente, definir objectivos. 

Na minha vida profissional já trabalhei por objectivos durante vários anos e tornei-me bastante boa a fazê-lo. No entanto, a minha experiência com definir objectivos e atingi-los na minha vida pessoal é quase inexistente. Até aqui limitei-me a algumas resoluções e desejos de ano novo.

Não sei se vos acontece o mesmo, mas eu estou sempre a fazer coisas, a realizar tarefas, a pôr projectos em prática e quero fazer tudo e não consigo, claro, e sinto-me frustrada. O objectivo é deixar de fazer as coisas aleatoriamente ao definir prioridades e objectivos claros e consistentes com a pessoa que somos, em todas as áreas da nossa vida.



 Como vou praticar o hábito de definir objectivos?





Conto com a vossa companhia para definir objectivos?



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Escrever um diário: conclusão




Como vem sendo hábito, quando chego ao fim do mês partilho convosco a minha conclusão sobre o hábito que pratiquei durante esse mês.

Em Outubro andei a construir um diário e muitos de vocês acompanharam-me nesta jornada e estão a escrever o vosso próprio diário. Nunca me hei-de cansar de mostrar a minha gratidão pela vossa companhia.



Como correu a construção do meu diário?


Como tirei alguns dias para carregar baterias, não vos acompanhei tanto quanto gostaria, nem escrevi todos os dias no meu diário. No entanto, tenho progredido bastante desde que comprei um simples caderno preto.

Comecei por escrever a minha gratidão e verifiquei que todos os dias surgem coisas novas para agradecer. Parece uma série de pequenas dádivas que vão aumentando de dia para dia. Até agora, ao escrever isto, fico pasmada com a quantidade de pequenas/grandes bênçãos que tenho nos meus dias e na minha vida, que me passavam completamente ao lado antes de as escrever e sentir essa gratidão no meu interior.

Acrescentei o que aprendi ou o que me inspirou em cada dia e achei curioso o facto de andar a processar informação durante vários dias. Por exemplo, ao ver um vídeo inspirador escrevo sobre o que aprendi nesse dia. No entanto, acontece-me continuar a processar o que vi e a ter mais coisas a acrescentar nos dias seguintes e sempre que me lembro desse vídeo.

Entretanto, fui fazendo colagens de pequenas recordações do meu dia-a-dia, uma parte da embalagem de um chá que bebi numa tarde numa esplanada à beira rio. Imagens de viagens de carro que fiz durante este mês. Pequenos papéis de artesãos de uma feira medieval... E cada vez que folheio o meu diário, praticamente todos os dias, ao ver estas recordações surgem-me as emoções e os sentimentos que senti naquele momento.

Sempre que precisei de processar emoções, sentimentos e pensamentos escrevi livremente e esta é uma das coisas que me dá mais prazer no meu diário. Sem nada premeditado, escrevo sobre o que sinto e penso e isso leva-me por caminhos que nunca imaginaria antes de começar a escrever e permite-me aprender e tomar conclusões que não conseguiria fazer de outra forma. Além de me permitir ver tudo mais claro.

Também acrescentei pequenos diálogos que vou tendo com o André e que acho piada, ou coisas que ele faz. Sabem aquele sentimento, quando nos juntamos em família e os nossos pais ou irmãos contam coisas que dizíamos e fazíamos quando éramos pequenos? Eu quero ter isso do André. Desde que ele nasceu que tenho essas coisas dispersas nas minhas agendas, mas agora têm lugar marcado no meu diário.



A minha opinião sobre escrever um diário, após praticar?


Este foi um hábito que queria praticar há muito tempo, e agora que estou a construir o meu diário, estou a adorar a experiência.
São raros os dias em que não leio o que escrevi, que não vejo as imagens que colei. Proporciona-me momentos de reflexão, prazer, alegria, aprendizagem, gratidão, inspiração e tantas outras coisas.



Vou continuar a escrever no meu diário?


Sem dúvida nenhuma. Tenho a visão que partilhei convosco e vou continuar a acrescentar coisas que quero "gravar" na minha vida.



E vocês, têm vontade de iniciar/continuar o vosso próprio diário?






sábado, 29 de outubro de 2016

Inspiração para escreveres o teu próprio diário


No vídeo que se segue, está a visão que eu quero para o meu diário. Não é propriamente o que ele diz sobre escrever um diário, que é importante, é a forma apaixonada como fala sobre este assunto que dá vontade de ter uma montanha de diários.

A tradução possível logo a seguir.




"Olá, é o Robin Sharma, bem-vindo a esta sessão.

Esta sessão chama-se 'Desconstrução do diário'.

Estes dias ando tão fascinado a desconstruir as peças principais dos meus pensamentos, da minha vida, das minhas observações, que quero realmente que penses nesta palavra 'desconstrução'.

Se geres um negócio pergunta-te a ti mesmo 'Como posso desconstruir o sucesso do meu negócio?'.
Se és um atleta profissional (...) pergunta-te a ti mesmo 'Como posso desconstruir a melhor performance que tive este ano?'. 
Se és um professor, pergunta-te a ti próprio 'No meu melhor dia em frente à minha turma, deixa-me desconstruir o que fiz, o que comi, o que pensei, como me comportei para ter esse resultado?'
Quanto mais desconstruires as coisas...
Se fores a uma conferência e disseres 'Uau, foi fantástica', desconstrói porque foi tão fantástica. Porque com maior clareza, podes fazer mais disso.

Espero estar a fazer sentido, mas é esta a ideia... Eu quero que penses sobre desconstruir as coisas que resultam para ti e depois desconstruir as coisas que não resultam para ti.
Digamos que fizeste uma apresentação no escritório para os teus colegas e não correu muito bem. Não faz mal, falhar é o preço de ser lendário. Mas, queres aprender mais sobre isto. Um falhanço é apenas um falhanço se permitires que se torne um falhanço em vez do ponto de partida para o teu melhor... Então se a apresentação não correu bem, deves tirar tempo para reflectir profundamente, ou meditar ou escrever no diário para desconstruir o que aconteceu e para envolveres as tuas células cerebrais no que queres fazer da próxima vez.

O que realmente me traz a esta sessão: Desconstrução do diário.

Tu sabes (...) o quanto eu acredito na ferramenta de escrever no diário. Muito disto vem de um livro que eu li em tempos chamado 'The Artist's Way', que foi um livro muito popular há alguns anos, e ela fala sobre páginas matinais. Julia Cameron é a autora desse livro para dar os créditos devidos ao seu trabalho.
Então criei este ritual todas as manhãs, sim às 5 da manhã, ou algures entre as 5 e as 6 da manhã, em que estou a escrever. Ou num avião que descola. (...) tenho o meu diário e começo a escrever. Esta é uma dica para aqueles que costumam viajar muito de avião (...).

Desconstrui o acto de escrever no diário em 7 passos chave ou 7 razões principais para escrever um diário, com grande humildade e com grande paixão... porque vou realmente desafiar-te, com todo o respeito, a instalar este hábito de escrever no diário. Então, vou partilhar estas 7 razões porque te encorajo a escrever um diário e esta é a minha desconstrução.


1. Escrever um diário organiza os teus pensamentos.

A primeira razão para escreveres no diário e a razão mais importante, é que organiza o teu pensamento.

Se perguntares à maioria das pessoas (...) 'Quais são as tuas 5 principais visões' ou 'Quais são os teus 5 principais objectivos para este ano?' ou 'Como queres que a tua vida seja?' ou 'Quais são as 5 coisas que te fazem mais feliz?' ou 'Quais são as 3 comidas que alimentam a tua energia?' ou 'Quais são as 7 pessoas que mais gostavas de conhecer para passares o nível em que jogas e poderes apoderar-te do teu nicho de trabalho?'. Elas vão responder 'Hmmm, é uma óptima questão. Eu não sei.'
O ponto é simplesmente este: Pensamentos vagos conduzem a produção vaga. Vou dizer novamente porque é tão importante: Pensamentos vagos conduzem a produção vaga. Então a clareza traz mestria.

Assim a primeira razão para escrever no diário é escrever sobre o teu dia, escrever sobre as tuas ambições, escrever sobre o que acabaste de aprender com aquela grande conversa... Eu tive uma conversa inspiradora com um amigo há uns dias e depois disso sentei-me, por provavelmente 3 horas, com o meu diário preto e escrevi. Eu penso que foram 23 pontos de aprendizagem que recebi dessa conversa inspiradora. Isso organiza o meu pensamento e traz grandes níveis de clareza. Com melhor clareza podes tomar melhores decisões na tua vida profissional e pessoal. E com melhores decisões vais ver melhores escolhas.

Então a primeira razão porque te encorajo a escrever no diário é organizar o teu pensamento.


2. Escrever no diário alimenta a esperança

A segunda razão é que alimenta a esperança.

Podes estar a passar por tempos muito dolorosos, podes ter perdido um ente querido, podes ter perdido o trabalho, podes estar a enfrentar um dos muitos inevitáveis desapontamentos da vida, a adversidade é uma oportunidade para ser melhor.
Assim, talvez estejas a sofrer agora e ao escrever no diário sobre o que queres que aconteça... Eu chamo-lhe um modelo pré-performance... Escreve 'Isto é o que eu quero que aconteça na minha vida amorosa'; 'Isto é o que eu quero que aconteça na minha saúde', 'Perdi aquela oportunidade de trabalho/promoção, isto é o que eu quero que aconteça'.
A própria natureza vai começar a treinar o teu cérebro para algo maior... e melhor... e mais elevado... e mais bonito. E ao fazeres isto estimulas a tua confiança e enches-te de inspiração e esperança.

E tu sabes isto, a confiança é o que realmente nos move. As pessoas dizem que é ser brilhante, mas eu conheço muitos bilionários que não são as pessoas mais brilhantes da sala, e digo isto com todo o respeito, mas são os mais confiantes.
Dêem-me persistência em vez de inteligência... sempre. São os que têm fome que vencem e não necessariamente os mais talentosos.

Então a segunda razão para escrever o diário é que vai encher-te de esperança.


3. Escrever no diário permite-te repetir e reviver as tuas experiências favoritas

Eu estive em Barcelona há um mês aproximadamente. Estive com o meu grupo icónico, é um grupo exclusivo, pequeno, de alguns empreendedores e titãs da indústria, a que eu faço coaching. Então, estávamos num dos dois dias de sessão em Barcelona, como costumamos fazer frequentemente e eu levei-os ao meu restaurante preferido daquela cidade. Levei-os a um sítio (e vocês têm de comer neste sítio, por favor, antes de terminarem a vossa vida) chama-se Cal Xim e é num sítio que se chama Panadés que é a quarenta ou quarenta e cinco minutos da maravilhosa cidade de Barcelona. E em Panadés produzem Cava que é o equivalente espanhol do champanhe (...).
E quando conduzíamos, eu e os meus ícones, o sol estava a pôr-se e havia uma brisa suave a dançar por entre as árvores desta pequena vila e o dono do restaurante estava cá fora e as suas duas crianças estavam a brincar. Ele deu-me um grande abraço, como os catalães dão, e fomos para o andar de baixo (...) e tivemos uma refeição épica... e a comida foi mágica... e a experiência com os meus membros icónicos foi inesquecível.
Na manhã seguinte acordei em Barcelona e escrevi sobre isso no meu diário. Escrevi sobre isso para deixar que a experiência infundisse o meu coração, não só a minha mente, mas o meu coração. Eu queria assimilar o que eu experienciei naquele restaurante ao nível do coração, ao nível emocional e visceral para se tornar um saber sentido no meu corpo. Sim eu sou apaixonado por boa comida e sim eu sou apaixonado por aquele restaurante... Claro que não ganho nada em partilhá-lo.

A tua vida é especial mesmo que atravesses um período difícil. Ao escreveres no teu diário sobre as coisas boas da tua vida, as bênçãos, o pôr-do-sol, as boas refeições, os teus restaurantes preferidos, aquele livro maravilhoso que acabaste de ler, aquela conversa que acabaste de ter na paragem de autocarro ou com o condutor de táxi, vai permitir-te reviver a experiência. E podes fazer isso em qualquer altura que queiras reviver aquela experiência e sentir os mesmos sentimentos.

Se fizeres isto, vais passar a viver a vida quase como um milagre. Cada dia torna-se este milagre inacreditável.


4. Escrever no diário imprime gratidão incondicional

A gratidão é um músculo. Vou repetir novamente porque é tão importante 'a gratidão é um músculo'. Quanto mais fores ao ginásio de enumerares as tuas bênçãos, mais forte fica o músculo da gratidão interna.

Podes dizer 'Sabes Robin, tu ensinas liderança aos afortunados, tu ensinas um desempenho de topo a atletas de elite, porque estás a falar sobre gratidão?'.
Se olhares para o trabalho dos psicólogos mais conceituados, eles usam o termo: gratidão intencional. E o que eles descobriram foi que as pessoas mais felizes são aquelas que reservam algum tempo para celebrar intencionalmente a gratidão. E as pessoas felizes fazem grandes coisas, as pessoas felizes são as mais criativas, as pessoas felizes são as menos tóxicas, as pessoas felizes são as melhores empreendedoras ou líderes de equipa dentro das organizações, as pessoas felizes têm aquela 'fricção' (grit - termo da Angela Lee Duckworth, para aquele sentimento das pessoas que mais fazem).

Então a questão é todos os dias colocares no teu diário... tirares tempo para registar 'dez coisas que são as maiores da minha vida', 'dez coisas que adorava focar-me'.
Sabes pode ser 'eu tenho duas pernas', se és abençoado em ter duas pernas. Pode ser 'eu tenho boa visão', num mundo em que muitas pessoas sofrem de glaucoma. Pode ser teres um rendimento, num mundo onde uma grande percentagem de pessoas vive com dois dólares por dia. Se tens comida na tua barriga, és um ser humano abençoado. Se tens um tecto sobre a tua cabeça, és uma pessoa muito afortunada.
O termo psicológico 'adaptação hedónica'... Sabes tens um carro novo e adoras o carro novo até se tornar o teu normal. Compras uma casa ou tens um tecto sobre a tua cabeça se fores sem-abrigo e tomas isso como garantido, é a adaptação hedónica. É um instinto de sobrevivência que temos para lutar. E como lutas contra tomares as coisas por garantidas, a adaptação hedónica... é transmitires gratidão.

Eu estou a escrever, quase todos os dias no meu diário, sobre o que estou grato. Os meus entes queridos, eu tenho uma família extraordinária, que eu adoro. Eu sou abençoado por fazer estes podcasts, sou abençoado em fazer estas sessões que são úteis a tantas pessoas. Eu sou abençoado por ser uma influência no facebook para milhões de pessoas que visitam a minha página todos os dias. Sou abençoado por ter uma óptima saúde. Sou abençoado por fazer o trabalho que amo. Sou abençoado por comer óptima comida que me faz feliz. Sou abençoado por ter uma casa cheia de livros, uma casa cheia de grande material de aprendizagem... E uma casa que te inspira, é uma casa bonita, mesmo que seja apenas um apartamento com apenas um quarto (...).
Sabes, existe uma imagem que vi no outro dia, de uns estudantes africanos que estão a ler debaixo dos candeeiros da rua... Sabes, eles não têm electricidade nas suas casas, então eles juntam-se todos ao serão por baixo dos candeeiros de rua... na rua, para poderem ler... É o quanto eles querem aprender. Isso comove-me, mesmo estando a partilhar isto contigo hoje.
E provavelmente estás num sítio onde tens electricidade na tua casa e podes ler todas as noites, tiras o tempo para o celebrar?

Escrever no diário é uma óptima forma de te focares em todas as bênçãos. E imagina que tomas estas coisas e realmente as aprecias visceralmente... Ia ser tão significativo para ti e ias sentir-te tão diferente mesmo que estejas a passar por um momento de desapontamento na tua vida.


5. Escrever no diário ajuda-te a processar e libertar as emoções de baixa energia

Se estás a passar por um daqueles momentos difíceis e que são inevitáveis. A vida é uma série de estações e vais ter momentos no topo da montanha e vais ter momentos no vale.

Eu passei por momentos que nem podes imaginar. Passei por momentos em que fui atacado, onde as pessoas tentavam derrubar-me, onde uma pessoa muito próxima lhe chamava uma história de horror (...) e eu perseverei durante esses tempos difíceis a fazer o que podia humanamente para abrir o meu coração, para me ensinar o perdão, para me ensinar a fé, para me ensinar o amor... Para compreender que os meus 'inimigos' (e eu não tenho inimigos), aquelas pessoas que tentaram magoar-me e destruir-me, estavam também a ajudar-me a tornar-me um ser humano mais profundo, mais forte e mais ágil que é ainda mais útil para ti. Faz-me pensar naquele fabuloso provérbio mexicano 'Eles tentaram enterrar-nos, eles não sabiam que éramos sementes'.
E durante os meus tempos na escuridão, quando estava perdido e magoado, onde as pessoas tentaram destruir-me, uma das coisas que me salvou foi o meu diário. Alguns dias escrevia durante horas e processava a mágoa e processava o desapontamento e escrevia sobre a minha confusão.

Esta é a chave, e qualquer grande psicólogo te dirá, e qualquer grande filósofo te dirá, se não libertares e substituíres a dor, o desapontamento e a raiva pelo perdão, a liberdade e o amor, vais suprimir e reprimir essas emoções de baixa energia... E se fizeres isso vais ser amargo dez anos mais tarde, se fizeres isso nunca vais perdoar, se fizeres isso vais levar as pessoas que tentaram destruir-te contigo para o resto da tua vida. Não vais ser criativo, não vais ser produtivo, não vais estar 'em fogo', não vais ser um mestre no teu ofício porque estás preso no que aconteceu há anos atrás.

E escrever no diário é uma ferramenta fantástica para avançares durante esses tempos difíceis, quer durem uma semana, quer durem cinco anos ou quer durem uma década. Nelson Mandela esteve em Robben Island durante 27 anos, queres falar de heróis?


6. Aprendizagem exponencialmente sustentável

Ao escreveres o que aprendeste no teu diário, aceleras dramaticamente a aprendizagem, a efectividade e a sustentabilidade do que aprendeste.

Então se estiveste agora numa grande conferência, ou estiveste num óptimo curso online, ou acabaste de ler um grande livro... Digamos que tiveste uma óptima conversa com o teu mentor ou com um estranho durante o almoço, durante uma chávena de chá... Antes de ir dormir agarra no teu diário e escreve 'Isto foi o que aprendi', 'Aqui estão os sete pontos', 'Aqui estão os cinquenta pontos'. Isso vai calibrar as tuas inspirações. Porquê? Vai tornar-se profundo no teu pensamento, vai ficar dentro de ti e, como sabes, são as tuas crenças que conduzem o teu comportamento. O teu rendimento e o teu impacto reflectem sempre a tua auto-identidade. Assim, ao aprenderes e integrares a aprendizagem para te tornares esta força da natureza e este ser humano de mais valor, vais corresponder no teu nicho de trabalho, vais corresponder na paixão, vais corresponder na energia, vais corresponder na excelência pelo que vais tornar-te imparável no teu ofício, no que escolheste fazer.

Espero que estejas a gostar desta sessão. Eu estou cheio de paixão, obviamente. Eu adoro escrever no diário e quero que tu também o faças, que experiencies, para que tenhas os benefícios na tua vida, que é o meu grande desejo para ti.


7. Escrever no diário permite-te registar a tua vida notável

Não existem pessoas extra hoje no planeta. Não interessa se és bilionário, um varredor de ruas, um chef, um realizador, um carpinteiro, um funcionário, um astronauta ou um cientista... Foste construído para a excepcionalidade. E a tua vida é colorida, a tua vida é suposto ser rica, é suposto ser bela e os tempos difíceis vão servir-te... Os tempos difíceis, os tempos de dor e frustração constroem o teu carácter, tornam-te mais receptivo, aprofundam-te, trazem mais textura, beleza e sabor para a tua vida, se decidires abraçá-los desse modo.

E vai haver momentos em que estás no topo da montanha, guarda-os, são tempos gloriosos que te são destinados. Mas, escreve tudo isso... Escrever os teus diários é a tua autobiografia e espero que chegues ao fim da tua vida e talvez tenhas 127 anos de idade e olhes para esse monte de diários e vás relê-los e leias sobre as tuas aprendizagens, leias sobre as tuas lições, leias sobre o que deste, leias sobre os teus percursos, leias sobre as tuas vitórias, leias sobre quem influenciaste, as pessoas que amas, as pessoas que inspiraste, os tempos de confusão e um sorriso surge no teu rosto porque te apercebes que viveste a vida de uma forma bela e significativa. Eu realmente espero que na última hora do teu último dia, enquanto folheias os teus diários, rodeado daqueles que te amam, seja o que te surge na mente e no coração.

Muito obrigado por estares comigo."





quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Parar para poder avançar




Estive uns tempos ausente como repararam, mas já estou de volta. 
Quero agradecer as vossas mensagens de apoio e encorajamento, é o melhor de tudo.

De vez em quando sinto necessidade de abrandar, ou mesmo parar, para conseguir avançar. Tenho necessidade de sair da rotina, das obrigações, das tarefas, das redes sociais e até do blog. Este tempo de pausa permite-me um momento de introspecção para perceber o caminho que percorri e o caminho que quero percorrer. É um meio que tenho de atingir algum equilíbrio.
Se andar sempre no meio da minha rotina diária, sou engolida por tantas obrigações, tarefas e horários a cumprir e perco o foco e escapa-me o essencial.

Quando tiro algum tempo para sair da rotina, simplifico a minha vida. Deixo de fazer o que já não faz sentido e reforço o que me faz bem. Estes dias permiti-me não ter horários, comer o que me apeteceu, ir dormir quando me apeteceu, não fazer exercício, não praticar os hábitos que costumo praticar.

Foi uma pausa para perceber como quero que seja a minha vida e o meu dia-a-dia. Manter o que me faz bem e deixar o que já não faz sentido. Também percebi que não quero publicar posts só para dizer que mantenho a frequência de postagens aqui no blog. Quero escrever aqui quando me sinto inspirada e não vir "encher chouriços".

Percebi que todos os hábitos que tenho praticado desde o início, me fazem muito bem e que o meu estilo de vida saudável ajuda-me a ser saudável, enérgica e bem disposta. Mesmo que faça uma pausa de tudo isto durante uns dias, é bom retomar tudo aquilo que gosto de fazer e parece que encontro prazer redobrado quando volto.

Agora que estou de volta, já ando a preparar uma inspiração para escreverem o vosso próprio diário. Conto-vos tudo no próximo post.



E vocês, também sentem necessidade de abrandar de vez em quando?