quarta-feira, 30 de março de 2016

Pensamento positivo


"Todos nós temos o poder de determinar o que vamos pensar a qualquer momento.
Robin S. Sharma, O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari 


Dizem que pela nossa mente passam 60.000 pensamentos por dia, é muita coisa para uma só cabeça. Mas o que mais me chocou foi saber que 95% desses pensamentos são uma repetição do dia anterior. Parece que andamos num labirinto mental de que não conseguimos sair.


Como vou praticar o hábito de pensar positivo?


Começa já no dia 1 de Abril, e a prática vai consistir basicamente em estar mais consciente dos meus pensamentos. Como a mente só consegue concentrar-se num pensamento de cada vez, ao tomarmos consciência do pensamento que se instalou é mais fácil reforçar o pensamento se for positivo e alterá-lo se for negativo.

Vou usar uma analogia presente em alguns livros, que eu acho que funciona muito bem.
Imaginem que a vossa mente é como um jardim. Se for igual ao meu jardim, existem muitas ervas daninhas (medos, preocupações, ansiedade com o futuro, inquietações com o passado...), misturadas com as plantas bonitas e benéficas (amor por nós e pelos outros, aproveitar o momento presente, serenidade e tranquilidade, alegria...).
A partir de agora só queremos plantas boas e benéficas no nosso jardim, as ervas daninhas vão ser postas fora dos portões e não aceitamos ervas daninhas de terceiros, apenas plantas boas e benéficas.

Nós é que temos o poder de escolher como reagir às situações e de escolher o que deixamos entrar no nosso jardim.

É claro que não vamos estar à espera de ser tudo um mar de rosas e até parecer que vivemos ao lado da Alice no País das Maravilhas. Vão haver dias mais complicados que outros, falei aqui sobre os dias +, +/- e -, mas o objectivo é que os dias - sejam cada vez menos e os dias + cada vez mais.


O que podem esperar aqui no blog?


  • Este mês vou partilhar periodicamente dicas e inspirações para pensarmos mais positivo. 
  • Semanalmente vou fazer um ponto de situação de como está a correr o meu pensamento positivo.
  • No final do mês vou concluir se é um hábito a manter ou não.
  • Ah e de vez em quando vou falar dos hábitos que já fazem parte do meu dia-a-dia.


Conto com a vossa companhia, vamos pensar positivo?


Fontes:
Chopra D (2009) Poder, liberdade e graça.Albatroz, Porto. 183 pp.
Loreau D (2009) A arte da simplicidade. Bizâncio, Lisboa. 254 pp.
Sharma RS (1997) O monge que vendeu o seu Ferrari. (sic) idea y creación editorial, Espanha. 217 pp.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Como registo os meus hábitos


Na minha agenda, todos os meses tenho uma página onde vou seguindo os meus hábitos, os que estou a incorporar e os que já fazem parte do meu dia a dia.

Como sigo os meus hábitos?


Antes de começar o mês, faço uma tabela como esta e coloco os hábitos que quero seguir.

Se for um hábito que só implica fazer ou não fazer, como por exemplo fazer uma caminhada, pinto o quadradinho se fiz e deixo em branco se não fiz.

Se for um hábito que posso quantificar, marco +, +/- ou -. 
Por exemplo, para o hábito de pensar positivo, se naquele dia:
  • Consegui ter apenas pensamentos positivos, marco +
  • Tive alguns pensamentos negativos mas consegui alterá-los para positivos, marco +/-
  • Tive pensamentos negativos e não consegui alterá-los, marco -

No fim do mês fico com qualquer coisa como isto:


Vantagens de registar os hábitos

Fazer o registo dos meus hábitos, permite-me:

Saber quantos dias pratiquei. Lembram-se que são necessários 21 dias para incorporar um hábito na nossa rotina, como falei aqui? Assim tenho uma ideia se pratiquei no mínimo 21 dias e no máximo todos os dias do mês.

Avaliar como correu. Nos hábitos que posso quantificar (+, +/-, -), vejo logo a quantidade de cada um e já sei se tenho de melhorar a prática daquele hábito ou não.

Concluir se é um hábito a manter. Se for um hábito que estou a iniciar, ao ver os dois passos anteriores no final do mês, ajuda-me a concluir se quero continuar a praticar aquele hábito. 

Por exemplo, no hábito de pensar positivo, quando chegar ao fim do mês vejo a quantidade de dias em que estive consciente dos meus pensamentos, vejo se a maioria dos dias foi positiva, negativa ou +/-, analiso se melhorou ou não a minha vida e decido se é um hábito a manter.

E vocês? Utilizam agenda? Costumam registar os vossos hábitos? 

sexta-feira, 25 de março de 2016

4 Razões para fazer pão em casa + Extra: Receita de pão de centeio integral



4 Razões para fazer pão em casa


1. Podemos escolher ingredientes de qualidade (principalmente as farinhas): 
Um dos problemas dos pães que compramos é não sabermos a qualidade dos ingredientes utilizados, mesmo quando escolhemos pães integrais que à partida não levam farinha refinada. Ao seleccionarmos ingredientes de qualidade, obtemos pão de qualidade.

2. Nós é que determinamos o teor de sal:
Apesar de haver uma lei desde 2009, que estabelece o teor máximo de sal, alguns pães continuam acima desse limite

3. Podemos deixar o pão a fermentar lentamente por várias horas, o que permite:

  • Neutralizar os anti-nutrientes como o ácido fítico e inibidores enzimáticos (naturalmente presentes nos grãos de cereais para assegurarem que a germinação só acontece em condições óptimas)
  • Aumentar a concentração de vitaminas
  • Pré-digerir os taninos, açúcares complexos, gluten e outras substâncias de digestão difícil, o que torna mais fácil a digestão e absorção pelo nosso organismo
Eu deixo a fermentar à temperatura ambiente durante uma tarde, aproximadamente 6-7 horas.

4. Em vez de comermos um pão que contém: 

Água, farinha de centeio (T170 e T70 (60%)), farinha de trigo (T65), levedura, sal, farinha de malte, melhorante (farinha de trigo, emulsionante: E481, correctores de acidez: E170, E341; farinha de malte de trigo, enzimas, e agente de tratamento de farinha: E300), glúten de trigo e conservantes (propionato de cálcio e ácido sórbico). Contém Trigo, Centeio. Pode conter vestígios de Ovos, Sementes de sésamo, Mostarda, Tremoço, Soja, Leite, Peixe.
Ingredientes de um Pão de centeio à venda no supermercado 

Comemos um pão com: Água, farinha de centeio integral, farinha de trigo integral, levedura fresca e sal


Deixo aqui uma receita para quem se quiser aventurar, dá trabalho mas vale bem a pena.


Receita de pão de centeio integral

Cá em casa uma vez por semana, mais ou menos, faço pão de centeio integral. Um dos poucos pães que posso comer. Os meus homens (marido e filho) adoram. Então acabadinho de fazer com manteiga a derreter por cima é uma delícia.

A receita que uso foi adaptada do livro "Massas e Doces" da Bimby, andei a fazer alterações graduais até chegar a um resultado que me satisfizesse. Fica um pão com côdea estaladiça e miolo macio. 

Mas não pensem que é como esses pães de compra (pão branco, bimbos e afins) que é preciso comer umas 10 fatias para nos sentirmos satisfeitos... Não! Este pão é muito saciante e guloso. O Rodrigo (marido) diz que é um pão "à homem".

Como utilizo metade do cubo de fermento de padeiro para um pão, aproveito e faço 2 pães.


1. Massa de levedura antes de fermentar; 2. Massa de levedura antes de fermentar (vista de lado); 3. Massa de levedura após 2 h de fermentação; 4. Massa de levedura após 2 h de fermentação; 5. Massa do pão após amassar; 6. Pão antes de fermentar; 7. Pão com 2 h de fermentação; 8. Pão com 7 h de fermentação; 9. Pão já pronto, depois de sair do forno

Versão Bimby

Ingredientes para a levedura:

  • 100 g de água
  • 10 g de fermento de padeiro
  • 100 g de farinha de trigo integral

Preparação da levedura:

  1. Coloca-se a água (de preferência filtrada) e o fermento no copo da bimby e mistura-se 1 min / 37ºC / vel. 2
  2. Junta-se a farinha integral e mistura-se 10 seg / vel 3
  3. Coloca-se a mistura num recipiente com tampa (de preferência de vidro) e deixa-se dobrar de volume. Eu costumo enrolar no interior de uma manta polar, para ajudar a fermentação, e deixo ficar por 2 ou 3 horas

Ingredientes para o pão:

  • 250 g de água
  • Massa de levedura feita no passo anterior
  • 1 colher (de chá) de sal
  • 390 g de farinha de centeio integral
  • 50 g de farinha de trigo integral

Preparação do pão:

  1. Colocar a água e o sal no copo da bimby (sem lavar) e misturar durante 1 min / 37ºC / vel.1.
  2. Juntar a massa de levedura, feita anteriormente, mais 200 g de farinha de centeio e misturar durante 5 seg / vel 6.
  3. Juntar as restantes farinhas (50 g de trigo integral e 190 g de farinha de centeio integral) e misturar durante 2 min / vel. espiga.
  4. Retirar a massa do copo e colocar no tabuleiro de ir ao forno forrado com tapete de silicone ou papel vegetal, polvilhado de farinha.
  5. Dar a forma desejada ao pão e fazer uns cortes com a tesoura.
  6. Deixar dobrar de volume à temperatura ambiente.
  7. Colocar no forno pré-aquecido a 180ºC, durante 40 a 45 minutos, com um recipiente com água.


Versão Tradicional (meter as mãos na massa)

Ingredientes para a levedura:

  • 100 g de água
  • 10 g de fermento de padeiro
  • 100 g de farinha de trigo integral

Preparação da levedura:

  1. Num recipiente (de preferência de vidro) dissolver o fermento em água morna, com a ajuda de uma colher de pau
  2. Juntar a farinha integral e misturar até a massa se soltar da tigela
  3. Tapar o recipiente com uma tampa ou com um pano e deixa-se dobrar de volume. Eu costumo enrolar no interior de uma manta polar, para ajudar a fermentação, e deixo ficar por 2 ou 3 horas

Ingredientes para o pão:

  • 250 g de água morna
  • Massa de levedura feita no passo anterior
  • 1 colher (de chá) de sal
  • 390 g de farinha de centeio integral
  • 50 g de farinha de trigo integral


Preparação do pão:

  1. Colocar a água e o sal num recipiente (de preferência de vidro ou loiça) e misturar até dissolver o sal.
  2. Juntar a massa de levedura, feita anteriormente, mais 200 g de farinha de centeio e misturar até estar tudo bem ligado.
  3. Sobre uma bancada colocar as restantes farinhas (50 g de trigo integral e 190 g de farinha de centeio integral) e misturar com a massa de levedura feita no passo anterior. Amassar bem a massa, até estar tudo bem incorporado.
  4. Colocar no tabuleiro de ir ao forno forrado com tapete de silicone ou papel vegetal, polvilhado de farinha.
  5. Dar a forma desejada ao pão e fazer uns cortes com a tesoura.
  6. Deixar dobrar de volume à temperatura ambiente (normalmente deixo a fermentar durante uma tarde, 6 a 7 horas, mais ou menos).
  7. Colocar no forno pré-aquecido a 180ºC, durante 40 a 45 minutos, com um recipiente com água.
Bom apetite!

Fontes:
Feldman A. Notícia Absurda: Unicamp Cria Pão Mais Nutritivo do Brasil Disponível em: <http://www.medicinadoestilodevida.com.br/pao/>. Acesso em : 24/03/2016

Plácido A, Paíga P, Carrelhas H, Delerue-Matos C, Oliveira M. Sal no pão: monitorização dos teores de sódio em massa de pão, antes e após cozedura. Disponível em: <http://www.aphort.com/img_upload/poster-pao.pdf>. Acesso em: 24/03/2016

Treuille E, Ferrigno U (1998) Pão. Civilização Editores, Porto. 167 pp

quinta-feira, 24 de março de 2016

Domina a tua mente


Créditos

" Meu amigo, dizeres que não tens tempo para melhorar os teus pensamentos e a tua vida é como dizer que não tens tempo para meter gasolina, porque estás demasiado ocupado a conduzir. Vais acabar por sofrer as consequências.
Robin S. Sharma, O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari 


Aqui, expliquei como decidi iniciar o meu caminho de desenvolvimento pessoal.

O primeiro patamar a atingir é dominar a nossa mente. Ora, isto não é fácil por si só. Não basta dizer "Domina a tua mente!" e ela fica dominada. E se a vossa mente for como a minha, que adora:
  • Complicar o que é simples; 
  • Ver tudo de todos os ângulos, os que existem e os que não existem, antes de tomar uma decisão; 
  • Preocupar-se com o que ainda não aconteceu e provavelmente nem vai acontecer;
  • Remoer situações do passado, vezes sem conta;
  • Convencer-me a não correr riscos para não falhar...
Temos muito trabalho a fazer para lhe mostrar que quem manda, a partir de agora, somos nós.

Por isso, vamos praticar os hábitos para a dominar:

Vou começar o pensamento positivo já em Abril. Juntem-se a mim!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Como resolvi iniciar o meu desenvolvimento pessoal?

Sabem quando lêem o livro certo, na altura certa? Aconteceu-me com este livro.


Depois de passar por uma altura complicada no ano passado, andava à procura nem sabia muito bem do quê. Podes saber mais sobre mim aqui.

Confesso que comecei a ler este livro com algum cepticismo. Pensei: "Sim, sim, mais um livro em que o protagonista sofre alguma contrariedade, vai fazer um retiro e vê a luz."

O que me surpreendeu foi o livro ensinar realmente ferramentas úteis e simples que qualquer pessoa podia pôr em prática. Os princípios não são novos, existem em muitos outros livros, mas aqui estão todos reunidos e expostos de uma maneira prática. Inspirou-me de tal forma que comecei o meu próprio caminho de desenvolvimento pessoal.

É este o livro que serve de fio condutor aos hábitos de desenvolvimento pessoal que quero pôr em prática.

Do que trata?

Ora aqui vi-me com uma dificuldade. Eu não gosto que me contem partes de um livro antes de o ler, acho que me estraga a descoberta do mesmo. Por isso se fores como eu, não leias o que se segue e lê o livro se puderes.

Para quem ainda não leu e não se importa de saber o contexto muito resumido, aqui vai:

O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari é uma fábula espiritual sobre um advogado (Julian Mantle) bem sucedido que vive rodeado de poder e dinheiro. 
Após envolver-nos na jornada de Julian, na procura de uma vida com mais significado, o livro centra-se em ensinar 7 princípios fundamentais para a auto liderança, responsabilidade pessoal e esclarecimento espiritual.

É como se estes 7 princípios fossem patamares onde queremos chegar e os degraus fossem os hábitos que vamos pôr em prática para atingir os patamares. Os sete princípios são:

3. Pratica o kaizen (auto-melhoramento)
4. Vive uma vida disciplinada
5. Respeita o teu tempo
6. Serve os outros altruisticamente
7. Vive no presente

Agora vem a parte divertida, pôr os hábitos em prática.



terça-feira, 22 de março de 2016

O que é isso do hábito e como ponho em prática?



Sabem quando temos muito boas intenções que depois não conseguimos pôr em prática?

Ou é porque queremos fazer mais exercício, ou começar a ter uma alimentação mais saudável, ou beber mais água, ou meditar... e por aí fora. E depois não passamos disso mesmo, da intenção.

Dizem que para incorporarmos um hábito nas nossas vidas, temos de o praticar durante 21 dias consecutivos. Por exemplo, se quisermos passar a comer 3 peças de fruta por dia, vamos fazê-lo durante 21 dias e passa a fazer parte da nossa rotina, no mês seguinte já estamos a comer 3 peças de fruta sem ter de pensar nisso.

Como eu ponho em prática?

Em vez de praticar durante 21 dias, pratico durante um mês inteiro. Porque:
- é mais fácil praticar durante um mês e no mês seguinte passar para o hábito seguinte;
- ao fim de semana muitas vezes tiro folga e assim os restantes dias do mês "compensam" os meus retiros semanais.

Quantos hábitos ponho em prática?

Um hábito de cada vez...

No decorrer do mês, ponho em prática um hábito de desenvolvimento pessoal e às vezes outro hábito mais simples que quero começar, como por exemplo beber água quente com limão, em jejum.

Podem incorporar 3 ou 4 hábitos por mês, mais não, para não perderem o foco necessário.

E depois?

Depois de praticar o hábito durante o mês, vejo se o hábito se adequa ou não. E não, não vale decidir que não se adequa antes de o praticar. É claro que aqui prevalece o bom senso, não me vou atirar a um poço, só porque me dizem que me vou sentir muito fresquinha. Selecciono os hábitos que quero praticar e adapto-os à minha vida e às minhas circunstâncias.

Assim, após o mês de experiência se o hábito se adequar, passa a fazer parte da minha rotina.
E agora dizem: "Ah... então se não se adequar, andei a praticar um mês para nada." Não! Ao construirmos o nosso caminho, vamos aprender a conhecermo-nos. Se não pusermos nada em prática, vamos ficar no ponto onde estamos e não evoluímos. Ao colocarmos um hábito de lado porque não se adequa a nós, estamos a conhecermo-nos melhor e a viver uma vida mais simples, porque as nossas vidas passam a ter só os hábitos que se adequam e que funcionam.


Agora isto é suposto ser divertido, nada de stresses nem de obsessões. Por exemplo, se não conseguirmos praticar durante 1, 2 ou 3 dias, porque a vida tinha outros planos, praticamos no 4º dia.

O lema é: Fazer o melhor que pudermos, com o que temos.

Fontes:
Loreau D (2009) A arte da simplicidade. Bizâncio, Lisboa. 254 pp.

segunda-feira, 21 de março de 2016

À procura do equilíbrio


Gostava de vos dizer que encontrei o sentido da vida, ou que tenho a resposta para todos os problemas, ou que sou perfeita... Mas estou bem longe disso tudo.

Se há uma coisa que aprendi foi que ando sempre à procura de um equilíbrio em tudo o que faço e até no que sou. Acho que todos procuramos o mesmo, no entanto, o que às vezes é difícil de perceber é que o nosso equilíbrio é diferente do das outras pessoas. Temos tendência a compararmo-nos com os outros e muitas das vezes comparamos a nossa pior fase lunar com a fase solar mais radiante dos outros e sentimo-nos mal.


  • Se por um lado tenho vontade de estar com os meus e rir até me doer a barriga, por outro gosto de estar no meu canto sossegada. 
  • Se por um lado gosto de pôr em prática muitos projectos e tarefas, por outro gosto de estar sentada no sofá a ver filmes e as minhas séries preferidas. 
  • Se por um lado gosto de ter a casa limpa, por outro não gosto de a andar sempre a limpar. 
  • Se por um lado gosto de me arranjar e maquilhar e andar de saltos altos, por outro gosto de andar de ténis e roupa de treinar e sem nada na cara a não ser creme hidratante. 
  • Se por um lado me sinto adulta e confiante, às vezes sinto-me uma criança assustada com medo. 
  • Se por um lado faço o melhor que posso e sei para ser uma boa mãe, por outro ando a lutar com as minhas próprias inseguranças e incertezas.

Nem mesmo posso colar rótulos em mim e dizer-vos que sou vegetariana, ou sigo a dieta do paleolítico, embora incorpore tudo isto para ter uma alimentação mais saudável. E às vezes só me apetece comer bolos e sobremesas e tudo o que tenha açúcar.

Por tudo isto e mais, podem ver que não encontrei o sentido da vida, nem tenho respostas para todos os problemas, nem sou perfeita...

Mas decidi partilhar o meu caminho nesta procura, os meus hábitos para viver uma vida mais completa de corpo, mente e alma.