segunda-feira, 30 de maio de 2016

Semana #4: Como correu a meditação




Esta foi a última semana de meditação, ou melhor a última semana em que pratiquei meditação durante 5 minutos. Para o próximo mês além de praticar o pensamento oposto, vou praticar 10 minutos de meditação.

Nesta última semana consegui meditar todos os dias e reparei que se o fizer sempre na mesma altura do dia consigo estar mais calma durante os 5 minutos. É como se a mente já soubesse que é altura de estar em silêncio e fosse mais fácil. Eu escolhi a manhã, quando ainda estão todos a dormir e tudo está silencioso, é o meu oásis de calma.

Continuo a utilizar as almofadas, porque me ajudam a estar numa posição confortável como tinha falado aqui.

Existem dias em que a minha mente continua obcecada pelo "coiso" de contar o tempo. É mesmo assim que ela pensa "o coiso do tempo já devia ter tocado".  E eu já estou mais treinada em deixá-la "falar" e concentrar-me na respiração. Tenho a impressão que se não cronometrasse o tempo estava a olhar para o relógio de minuto a minuto para ver se já tinha passado o tempo.

Também notei que quando estou a meditar, se conseguir colocar-me na posição para além de mim, ou seja, para além do meu corpo e da minha mente, consigo mais silêncio dentro de mim. É um pouco difícil de explicar, mas é como se em vez de ser eu, fosse apenas uma observadora silenciosa de mim própria. Deixo-me estar apenas a ver sem pensar, sem julgar, sem nada. Nem sempre consigo estar nesse lugar, mas quando consigo é mesmo bom.


E a vossa meditação como tem corrido?






sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pensamento oposto



"Cada vez que se começar a inquietar, a sentir-se perdida, sozinha, deprimida, cheia de rancor, negativa ou em cólera, pegue num livro interessante, ponha uma roupa diferente e faça o que estiver ao seu alcance para tornar o lugar onde está mais alegre: flores, música, incenso, uma vela perfumada."
Dominique Loreau, A Arte da Simplicidade


Já incorporei o hábito do pensamento positivo e estou actualmente a praticar a meditação, em Junho vou praticar o hábito do pensamento oposto.

Este hábito é muito parecido com o pensamento positivo, mas requer ainda mais atenção aos pensamentos que passam na nossa mente e a capacidade de os substituir.


Mas antes um pequeno parêntesis...


Todos nós temos emoções e normalmente classificamo-las como positivas ou negativas consoante nos fazem sentir. A emoção em si não é positiva nem negativa é o nosso sentimento e pensamento que a classifica de "boa" ou "má". Todas as emoções que sentimos fazem parte de nós e é bom que as sintamos.

Por exemplo, se estivermos à beira de um precipício sentimos medo, e esse sentimento protege-nos. Se não sentíssemos medo saltávamos do precipício e era o the end do nosso filme.

O que eu quero dizer é que com o pensamento positivo e o pensamento oposto não é suposto deixarmos de sentir as emoções "más", vamos continuar a senti-las e é bom que assim seja, não devemos reprimir o que sentimos senão não evoluímos nem aprendemos. 

O que eu pretendo ao praticar o pensamento positivo e oposto é não me deixar afundar nos pensamentos negativos e permanecer numa espiral descendente durante dias seguidos. Assim, continuo a sentir todas as emoções sem as disfarçar, mas já tenho ferramentas para as ultrapassar.


Como praticar o pensamento oposto


A mente só consegue reter um pensamento de cada vez. Se tentarem pensar na cor da vossa cozinha e na cor da camisola que têm vestida, só conseguem fazê-lo alternadamente. Tendo isto em consideração, conseguimos criar um padrão mental positivo. 

Como fazer:

1. Ter a noção que estamos a ter pensamentos pouco inspiradores
2. Substituir esses pensamentos por outros mais alegres 

Exemplos:

  • Se estivermos a ter pensamentos de preocupação, substituímos por pensamentos de gratidão;
  • Se estivermos a ter pensamentos de medo, substituímos por pensamentos de amor...
Percebem a ideia? 


Auto-conhecimento


É necessário conhecermo-nos a nós próprios para detectar os pensamentos e saber como os substituir, façam o que resultar convosco.

Por exemplo, quando tenho uma coisa que me chateia, não a varro para debaixo do tapete como se não existisse. Escrevo sobre o que penso e o que sinto sobre isso para criar uma distância entre mim e a situação e depois de processar isso sinto-me mais leve, em vez de andar dias e dias a matutar sobre o assunto.
No entanto, escrever pode não ser a vossa onda... e está tudo bem... convém é que saibam o que resulta convosco, pode ser desabafar com alguém, ouvir música e dançar, vale tudo desde que funcione.


Conto com a vossa companhia. Vamos praticar o pensamento oposto?



 Fontes:
Sharma RS (1997) O monge que vendeu o seu Ferrari. (sic) idea y creación editorial, Espanha. 217 pp. 



quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cuscuz com legumes




Depois dos excessos das férias (alimentares e não só), esta semana voltei à minha alimentação saudável. E o meu corpo já reclamava uma melhoria de alimentação.

Esta é uma receita adaptada do livro do Dr. Feldman, e que eu gosto muito de fazer quando os dias começam a aquecer. Normalmente uso o que tenho cá em casa e fica sempre bom.

Eu costumo utilizar cuscuz de trigo integral biológico, que compro no Celeiro, mas podem utilizar de espelta e evitam o glúten. 
As medidas da chávena são para uma chávena de chá.

Deixo-vos aqui a receita.


Receita de cuscuz com legumes

 

Porções: 3 pessoas

Dificuldade: Fácil (Muito fácil)

Ingredientes:

  • 2 chávenas de cuscuz
  • 1 colher de açafrão em pó
  • 3 chávenas de água a ferver
  • 1 colher (sopa) de azeite (utilizo extravirgem)
  • 2 chávenas de tomates cortados (com casca e sementes)
  • 2 chávenas de ervilhas cozidas
  • 2 colheres de sopa de alcaparras cortadas
  • 1 ou 2 chávenas de brócolos cozidos e cortados
  • 2 talos de aipo cortados
  • 1/2 chávena de salsa picada
  • Sal e pimenta qb
  • Ervas que tenham (eu pus hortelã, mas pode ser mangericão por exemplo)

 

Preparação:

  1. Cozer os brócolos e as ervilhas (de preferência a vapor) e reservar
  2. Cortar os outros ingredientes e reservar
  3. Colocar o cuscuz e o açafrão num recipiente que possa ser tapado (de preferência de vidro) e acrescentar a água a ferver, tapando imediatamente
  4. Deixar o cuscuz repousar durante 10 minutos
  5. Ao retirar a tampa, juntar o azeite e soltar os grãos com um garfo
  6. Num tabuleiro colocar o cuscuz, adicionar os tomates, as ervilhas, as alcaparras, os brócolos, o aipo, a salsa, o sal, a pimenta e as ervas
  7. Misturar bem e servir.

BOM APETITE

NOTA:

Podem utilizar azeitonas, cebolinho, o que quiserem e tiverem em casa.

Como se come frio/morno é ideal para levar para o trabalho ou até para a praia.





segunda-feira, 23 de maio de 2016

Como anda a correr a minha meditação?



Estou de volta!!! 
Senti muitas saudades vossas e deste cantinho. Alguns de vocês sentiram a minha falta aqui, e demonstraram-no pelas mensagens que enviaram e pessoalmente, aqueles com quem tive o prazer de falar. Muito obrigada pelo vosso carinho, eu também estava com saudades!

Mas chega de lamechices, vou dizer-vos como correu a minha meditação até agora.


Semana 1


Fiz todos os dias mas esqueci-me sempre das almofadas, excepto num dia. Reparei que tendo eu muito pouca elasticidade as almofadas ajudam bastante a ter uma posição correcta durante os 5 minutos, caso contrário tenho de estar sempre a mexer-me para uma posição mais confortável e que não faça doer as costas e as pernas.
Esta primeira semana tive a mente sempre a barafustar, principalmente no primeiro dia. Eu queria concentrar-me na respiração e só pensava "Já passaram 5 minutos" ou "O cronómetro do tempo está avariado, é impossível ainda não terem passado 5 minutos". Sim a minha mente consegue dificultar o que é simples e ser mesmo chata, por vezes. Eu tentei não lhe ligar nenhuma, mas só consegui isso mais para o fim da semana. Nos últimos dois dias senti a mente mais calada.


Semana 2


Também consegui fazer todos os dias, já sentada nas almofadas. Excepto em dois dias que fiz fora de casa, sem cronómetro e sem almofadas.
Notei que já tinha mais facilidade em concentrar-me na respiração, a minha mente deu-me tréguas e já não esteve tão barulhenta. No entanto, ainda tive alguma dificuldade em deixar os pensamentos passarem pela cabeça sem ir atrás deles.


Semana 3


Fiz todos os dias menos dois, este fim de semana que passou. 
Tive maior facilidade em clarear a mente e senti que apenas estes 5 minutos por dia me proporcionam um momento de calma e serenidade no meio da agitação do dia-a-dia. Senti isto principalmente nos 2 dias em que não meditei. Parece que esses dias passaram a correr e os acontecimentos sucederam-se uns aos outros e eu não tive aquele oásis de calma. Mesmo durante o dia reparei que ando muito mais serena e calma. Coisas que me fariam passar no passado, agora passam sem me incomodar, concentro-me na respiração e pronto!


E vocês têm conseguido meditar? Como é que está a correr? Já sabem que gosto muito de saber de vocês!




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os meus planos para as férias




Nos últimos anos tenho reparado que parece ser requisito para umas boas férias ir para outros lugares, de preferência paradisíacos. É claro que é sempre bom conhecer lugares novos, mas para serem umas boas férias é fundamental viajar?

Às vezes começo a reparar nas pessoas que trabalham o ano inteiro e têm férias em Agosto. Passam o ano inteiro a resmungar com o trânsito, com stress, com horários. E depois nas férias optam pelo Algarve em Agosto e continuam no meio do trânsito para ir para a praia e vir, com stress e alguns até definem horários. E quando chegam ao primeiro dia de trabalho pós-férias ainda se sentem mais cansados do que quando foram e mais stressados porque estão a começar um ano de trabalho e as férias já terminaram.

Até a pergunta "Onde vais passar férias?" no local de trabalho, parece que se tornou um torneio para ver quem tem o melhor destino e consequentemente umas melhores férias.

Faça chuva ou faça sol. Seja em casa, na cidade, no campo ou na praia. Seja em Portugal ou no estrangeiro. As férias servem para sair da rotina de todos os dias. Uma espécie de pausa para respirar fundo antes de enfrentar mais um ano de trabalho.

Lembro-me das minhas férias de Verão quando era criança, não os 3 meses de férias, mas os dias de férias com os meus pais. Eram férias passadas em casa com idas à praia de manhã, vínhamos almoçar a casa ou fazíamos um piquenique num pinhal qualquer perto da praia. Muito raramente íamos passar férias ao Norte a casa dos meus avós. E não penso "Ah nunca íamos a lado nenhum!". As minhas recordações das férias em criança são poder estar com os meus pais durante todo o dia; dias intermináveis em que podia brincar e estar em casa; dias calmos e serenos.

Para quem não pode viajar é perfeitamente possível passar umas óptimas férias em casa. Não ter que acordar com despertador, ter tempo para fazer as coisas de que se gosta e para as quais não se tem muito tempo nos dias de trabalho, fazer o que apetece em cada dia, desfrutar da companhia dos que amamos seja família, amigos ou animais de estimação. Basta ter esses dias onde paramos e respiramos para serem umas boas férias.

Tudo isto para vos dizer que vou estar de férias e não vou aparecer tanto por aqui. Nas minhas férias gosto de sair da rotina e estar no meio da natureza sem tecnologias. Gosto de me sentir livre, sem obrigações.

Os meus únicos planos para estas férias são desfrutar da companhia dos que amo... mais nada, só isso basta para serem umas óptimas férias!




quarta-feira, 4 de maio de 2016

Quatro benefícios da meditação (cientificamente comprovados)




No geral sabemos que a meditação nos deixa mais calmos, mas quais serão mesmo os seus benefícios? Fui à procura de estudos científicos que comprovassem os benefícios da meditação. Se alguém precisava de motivos para meditar, aqui estão eles:


1. Fortalece o cérebro ... literalmente


Estudos feitos na Universidade da Califórnia (UCLA) indicam que meditar durante anos: 
  • torna o cérebro mais espesso;
  • fortalece conexões entre as células cerebrais;
  • leva a um maior número de dobras no córtex cerebral o que pode acelerar o processamento de informação

Com a idade, a massa cinzenta do cérebro tende a diminuir. No entanto, estudos efectuados no Departamento de Ciências Psiquiátricas e Comportamentais da Universidade Emory, de Atlanta mostraram que aquela diminuição de massa cinzenta não se verifica em pessoas que praticam meditação, o que levou os investigadores a sugerir que a prática da meditação pode ter efeitos neuroprotectores e reduzir o declínio cognitivo normal associado à idade.


2. Reduz o risco de acidentes vasculares cerebrais


Testes levados a cabo pelo Instituto de Medicina e Prevenção Natural, da Universidade Maharishi de Fairfield indicam que um programa de meditação reduz significativamente o risco de mortalidade, enfarte do miocárdio e trombose em doentes com doenças coronárias.

Estas mudanças estão associadas com baixas pressões sanguíneas e factores de stress psicossociais, o que levou aquele Instituto a concluir que a prática da meditação pode ser útil do ponto de vista clínico como uma prevenção secundária da doença cardiovascular.


3. Diminui a ansiedade


Num artigo publicado na revista Psychology Today, a doutora Rebecca Gladding explica que quanto mais se meditar melhor o cérebro funciona, indicando que a meditação pode moldar o cérebro diminuindo as ligações neurais com o nosso centro do medo e criando novas ligações neurais, o que se traduz em diminuição dos sentimentos de ansiedade que se tornam inúteis.

A mesma doutora alerta que para manter os benefícios da meditação, a prática da meditação deve ser continuada porque o cérebro pode facilmente voltar aos velhos hábitos.


4. Melhora as emoções


Segundo a Drª Gaelle Desbordes, investigadora do Hospital de Massachusetts e da Universidade de Boston, a meditação afecta as funções do cérebro muito depois do acto da meditação ter ocorrido. Demonstrou que as pessoas que meditam mostram mais compaixão pelos outros.

Um grupo de investigadores da Universidade de Medicina de Harvard estudou os efeitos da meditação na retenção de informação, e concluiram que a meditação Mindfulness melhora numerosas faculdades mentais nos seus praticantes, incluindo a habilidade de rapidamente se lembrarem e incorporarem novos factos.



 Fontes:

Novas evidências indicam que a meditação fortalece o cérebro. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/03/120315_meditacao_cerebro_mv.shtml>. Acesso em: 03/05/2016.


Schneider RH et al. (2012) Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes. American Heart Association. Disponível em: <http://circoutcomes.ahajournals.org/content/5/6/750.abstract>. Acesso em: 03/05/2016


Pagnoni G, Cekic M  (2007) Age effects on gray matter volume and attentional performance in Zen meditation. Neurobiology of Aging. 28:1623-1627. Disponível em: <http://www.headspacebook.com/resources/journal-age%20effects%20on%20gray%20matter%20in%20zen%20meditation.pdf>


Pedersen T (2013) Meditation's effects on emotion shown to persist. Disponível em: <http://psychcentral.com/news/2013/06/23/meditations-effects-on-emotion-shown-to-persist/56372.html>. Acesso em: 03/05/2016





domingo, 1 de maio de 2016

Inspiração para meditar #1


Começa hoje o mês da meditação!

Eu já meditei e vocês?

Para vos inspirar deixo-vos um vídeo que é uma espécie de transição entre o pensamento positivo e a meditação.