quinta-feira, 30 de junho de 2016

Visualização


"Tudo o que somos é o resultado do que pensámos. A mente é tudo. Tornamo-nos no que pensamos.
Buddha 


Já pratiquei o pensamento positivo, a meditação e o pensamento oposto. Todos estes hábitos já fazem parte da minha rotina. Para terminar este conjunto de hábitos para dominar a mente, em Julho vou praticar a meditação durante 15 minutos e a visualização.



Como vou praticar a visualização


A nossa mente funciona por imagens e não por palavras. Se vos disser "Não penses na cor do teu cabelo", o que vos vem logo à ideia é o vosso cabelo. 

Eu sempre achei estas coisas muito esotéricas, sem realidade prática. Até começar a compreender e pôr eu própria em prática. 

Vocês vão-se rir, mas até aqui tenho utilizado a visualização para abrir pacotes de leite. Sabem as embalagens de leite Vigor que depois da rolha, têm uma argola de plástico para puxar a tampa que sela a embalagem nova? Eu puxava a argola, ficava com ela na mão e tinha de cortar a tampa com uma faca isto acontecia-me quase sempre. Fartei-me destas aberturas "fáceis" e comecei a treinar a visualização, fecho os olhos, seguro a argola e imagino a embalagem aberta ao mesmo tempo que puxo e pronto tenho sucesso em 95% das vezes.

Mas agora que vou praticar isto "à séria", está na altura de visualizar ideais mais elevados. Assim, depois da minha meditação vou deixar-me estar sentada nas almofadas e vou visualizar o que quero visualizar nesse dia.

Durante o mês de Julho, vou contar-vos tudo e espero poder inspirar-vos nos vossos ideais.


Vamos visualizar?





Pensamento oposto: Conclusão





Como correu o mês do pensamento oposto?


Gostei muito de praticar este hábito, achei mais fácil de praticar do que o pensamento positivo.

Durante este mês contei-vos como correu o meu pensamento oposto semanalmente (semana 1, 2, 3 e 4). O meu objectivo foi demonstrar, na medida do possível, como pratiquei e como isso alterou os meus dias.


A minha opinião sobre o pensamento oposto após praticá-lo


O pensamento oposto é mais fácil de praticar que o pensamento positivo. No entanto, ao praticar primeiro o pensamento positivo vai abrir o caminho a essa facilidade. Como se o pensamento oposto fosse a continuação do pensamento positivo. Tendo em conta que a mente só consegue reter um pensamento de cada vez, basta substituir um pensamento mau por outro bom et voilà estamos a praticar o pensamento oposto.

Se no início do pensamento positivo tive de fazer algum esforço porque não estava habituada a reparar no que passava pela minha cabeça durante o dia, dia após dia. Agora já é muito mais fácil, o que também torna mais fácil, substituir pensamentos maus por bons.

Como referi, o meu objectivo não é viver no país das maravilhas e varrer a negatividade para debaixo do tapete e sim estar consciente da negatividade e escolher ser positiva. É como se começasse a sentir-me completa.
No passado vivia na negatividade e quando estava feliz, sentia medo dessa felicidade. Podia bem aplicar aquele ditado "Ri-te, ri-te, que logo choras". Era uma felicidade com gosto amargo. Agora não, agora vivo a sentir-me feliz e a conseguir lidar com as situações boas ou más que acontecem. Deixei de me afundar em preocupações, medos, ressentimentos e ansiedade.


Vou continuar a praticar o pensamento oposto?


SIM. Sem dúvida. Quando olho para trás e vejo tantos dias de preocupações, agonia, medo com coisas que nunca chegaram a acontecer, sinto que foram momentos desperdiçados. Agora estou disposta a viver e a sentir-me grata.


E os vossos hábitos, como têm estado a correr?





quarta-feira, 29 de junho de 2016

Semana #4: Como correu o pensamento oposto



" Tem pensamentos bonitos e não haverá lugar para os feios.
Joyce Meyer

Esta semana consegui novamente + nos meus quadradinhos.

Continuo a praticar as técnicas que aprendi desde a primeira semana e isso praticamente não deixa espaço livre para os pensamentos maus.
Assim que noto que estou a ter algum pensamento mau, seja de preocupação, ansiedade, medo... altero esse pensamento para o seu oposto ou então sigo aquelas técnicas.

Nesta semana também me tornei mais receptiva no campo social. Normalmente, gosto de estar no meu canto e interajo com as pessoas mais próximas. Esta semana, abri as minhas portas ao mundo e deixei-me ir ao sabor das oportunidades:

  • Aceitei o desafio da minha amiga Lia e levámos os nossos pequenos a uma aula de yoga para crianças ao ar livre e nós (pais) também praticámos. Gostaram as crianças e os pais. Passámos o resto do dia juntos e foi um daqueles dias perfeitos. Boa comida, boa conversa, boa companhia, os miúdos fartaram-se de brincar e nós com eles, até jogámos jogos de tabuleiro.


  • Ontem a tia Sofia, desafiou-me para levar o André ao cinema e eu deixei-o ir. Podíamos ir os três, mas achei que eles deviam ir sem mim. Lá foram os dois, com direito a comer pipocas e tudo o que eles quisessem. No fim vieram jantar e tive outra vez momentos de boa companhia e de boa conversa.


Amanhã vou concluir se o pensamento oposto é um hábito a manter ou não.

E a vossa semana, como correu?




quarta-feira, 22 de junho de 2016

Semana #3: Como correu o pensamento oposto




" Tem pensamentos bonitos e não haverá lugar para os feios.
Joyce Meyer

Esta semana tive todos os dias + nos meus quadradinhos.

Ando a ficar bem treinada nas técnicas que comecei a utilizar na primeira semana, e dou por mim a fazer aquilo quase automaticamente.

Nesta semana destaco os seguintes momentos de pensamento oposto:

No Domingo, o Rodrigo sugeriu irmos até à praia de manhã. Eu não gosto muito de ir à praia ao Domingo porque é muita gente, é muito trânsito, é muita dificuldade em arranjar estacionamento...enfim. Mas, em vez de dizer logo que não ou ir contrariada, pensei "Qual é a oportunidade aqui?".
Em vez de me focar em todas aquelas coisas negativas, foquei-me em ir carregar energias à beira mar, em dar caminhadas na areia, em sentir o sol e estarmos todos juntos. Nem me importei com as pessoas, com o trânsito, nem com a falta de estacionamento.
Esta frase tem mudado mesmo os meus dias.


Sabem aqueles dias em que temos tudo planeado, as coisas que queremos fazer, quando as vamos fazer e depois chega a vida e troca tudo de pernas para o ar e já não conseguimos fazer nada do que queríamos. Estes dias punham-me doida no passado. 
Mas esta semana, quando tive um dia assim e senti-me muito pouco produtiva, enumerei mentalmente tudo o que tinha feito, que não tinha sido nada pouco, e deixei de me culpar e de me stressar. 
É que eu tenho um problema, sou muito exigente comigo, demasiado até. Sou muito tolerante com os outros, consigo arranjar justificações para tudo e mais alguma coisa para os outros... Mas, quando sou eu, consigo ser muito inflexível.
Então com o pensamento oposto, ando a treinar a tolerância comigo da mesma forma que o faço com os outros. Sabem aquele velho ditado "Trata os outros como gostavas que te tratassem a ti"? No meu caso devia ser "Trata-te a ti mesma como tratas os outros". Pois... é uma coisa que ando a treinar.


E o vosso pensamento oposto? Têm conseguido praticar?




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Como ando a ensinar o meu filho a cozinhar


"Se ao educares uma criança te surpreenderes com a sua falta de habilidade, tenta escrever com a mão esquerda. Recordo que toda ela é uma mão esquerda."
Anónimo




Quem me conhece sabe que não gosto de me expor nas redes sociais. Muito menos o meu filho. Há coisas que gosto de guardar para mim e gosto de preservar a minha intimidade. Chamem-me careta, ou o que quiserem, mas é assim que eu sou.
Esta foi uma das razões porque andei tão indecisa em iniciar um blog onde me exponho, mas não fazia muito sentido falar dos hábitos que vou praticando sem o real motivo que me levou a isso, como expliquei aqui. Assim como não fazia sentido falar superficialmente do percurso que tenho feito, quando o faço com toda a minha energia e entrega. Também começou a não fazer sentido falar dos meus hábitos e deixar de fora uma das partes mais importantes da minha vida que é ser mãe e então decidi que se é para fazer então que seja na totalidade e não andar com medo de falar disto ou daquilo, ou de mostrar mais ou menos a minha vida.

Aproveitei as férias do André para o ensinar a cozinhar. É uma das recordações de infância mais queridas que eu tenho, o meu pai a ensinar-me a cozinhar. Começou por me ensinar a fazer bolos, depois a descascar batatas e depois a confeccionar receitas completas. Às vezes telefonava-me e dizia para cozer o esparguete para o jantar e outras coisas mais simples para adiantar. Foi daí que me veio o gosto de cozinhar. 

É isto que eu quero ensinar ao André, o gosto de cozinhar, o gosto de saborear comidas feitas por nós, partilhar com ele segredos de família para que ele possa depois ensinar aos filhos dele (se os tiver). Ele tem agora 8 anos e desde que ele nasceu sempre tentei ensiná-lo o melhor que sei para que ele seja autónomo. É claro que exige de mim muita calma e paciência porque tenho de o ver a falhar várias vezes até acertar e conseguir fazer.

Ele sempre gostou de me ajudar na cozinha, já descascava cenouras, cebolas e alhos. Mas agora começou a ser a sério. Veio para a cozinha, pôs um avental e ensinei-o a cortar com a faca e a fazer uma receita do início ao fim. Ele anda tão entusiasmado que acorda mais cedo com a excitação de fazer o almoço e anda todo orgulhoso a dizer a toda a gente o que é que já faz na cozinha.




A mim falha-me uma batida de coração sempre que vejo aquela faca a aproximar-se dos dedos. Mas acho que isso representa bem o que é ser mãe/pai, ensinamo-los, damos-lhe as ferramentas e esperamos que tudo corra pelo melhor.

A primeira receita feita pelo André: Bacalhau com pumpernickel (uma espécie de bacalhau com broa numa versão saudável) com batatas a murro. Ficou uma delícia e ele é que fez tudo, eu só ensinei e ajudei.






quarta-feira, 15 de junho de 2016

Semana #2: Como correu o pensamento oposto



Tem pensamentos bonitos e não haverá lugar para os feios."
Joyce Meyer

Esta semana de pensamento oposto resultou em:
  • 6 dias +
  • 1 dia -



Dia -


Foi um dia em que fiz muitas tarefas físicas e cheguei ao fim do dia mesmo exausta, foi um daqueles dias em que não via a hora de me deitar na minha caminha e dormir. 
Quando ao fim do dia depois de tudo feito, o Rodrigo me pergunta se não quero fazer as malas para irmos sem destino no dia seguinte, só me apeteceu chorar. Não quis saber do pensamento positivo nem do pensamento oposto, disse que não ia fazer malas nenhumas e fui-me deitar.



Dias +


Tirando aquele pequeno deslize ali de cima, os restantes dias consegui praticar o pensamento oposto. Utilizei as técnicas que já tinha utilizado na semana anterior e como passei dois dias num parque de campismo, foram dois dias férteis em pensamento oposto... Passo a explicar:

Sempre gostei do ambiente dos parques de campismo, quando era criança acampava com os meus pais e em adolescente e adulta acampei algumas vezes com amigos. E sempre que estou num parque de campismo sinto as mesmas sensações de quando era pequena, andar à vontade de calções, top e bikini; andar ao ar livre no meio dos pinheiros; comer grelhados e por aí fora. 
Mas o que eu gosto mesmo é de ter que me desenrascar com aquilo que tenho na altura, longe das comodidades que tenho em casa, ali é viver com o que há e tentar viver com o mínimo. É desse pensamento de me desenrascar que eu gosto. 
E quando chego a casa, não há como não me sentir grata pelo espaço, pelas comodidades... é como passar de viver com o mínimo para passar a viver em abundância.



E o vosso pensamento oposto está a ir ou nem por isso?



terça-feira, 14 de junho de 2016

Dica para pensamento oposto #2: Espelho, espelho meu...



"Os Chineses definem a imagem da seguinte maneira: existem três espelhos que formam o reflexo de uma pessoa. O primeiro é como tu te vês a ti próprio, o segundo é como os outros te vêem e o terceiro espelho reflecte a verdade.
Robin Sharma, O Monge que Vendeu o seu Ferrari 


Quantas vezes nos olhamos ao espelho e nos focamos logo nas coisas que não gostamos. Parece que os nossos olhos são instantaneamente atraídos para aqueles odiados pneus que se instalaram na nossa barriga, já para não falar da maldita celulite que parece ter morada vitalícia nas nossas coxas e traseiro e até mesmo aquelas manchas na pele que já nem sabemos muito bem quando apareceram. Conheço mesmo pessoas que deixaram de se ver ao espelho e fogem a sete pés da sua imagem reflectida.

Cada vez mais somos bombardeados com imagens de corpos ditos perfeitos, nas revistas, televisão e redes sociais... São poucas as marcas que exibem anúncios de corpos reais, como é o caso da Dove. E quando nos vemos ao espelho, em vez de nos apreciarmos como somos, apenas vemos os anos-luz que estamos daquela modelo, capa de revista, esquecendo-nos da produção inteira por trás daquela fotografia.

Eu dei-me conta disto e passei a ver-me ao espelho na totalidade. Em vez de me concentrar nos aspectos que não gosto, passei a ver o meu corpo como um todo, e comecei a gostar de mim como sou. Com as minhas qualidades e defeitos. 
Comecei a olhar com olhos de ver e a sentir-me grata pelas minhas pernas saudáveis que me permitem andar pelo mundo, pelos meus braços que me permitem abraçar as pessoas que amo e fazer tantas coisas no meu dia-a-dia, pela minha barriga que me permitiu conceber uma vida dentro de mim, pela minha cara com todas as marcas deixadas por dias de sol, por momentos menos bons em que chorei, por momentos felizes em que ri até me doer a barriga. Tudo isto faz parte de mim e eu gosto de mim como sou, de tudo o que passei para chegar aqui e ter esta imagem no espelho. E quanto mais me olho ao espelho, mais motivos encontro para me sentir grata.

Só a partir do momento em que começamos a gostar de nós é possível começar a fazer escolhas saudáveis para nos sentirmos bem, seja através da alimentação, exercício ou até mesmo coisas que nos façam felizes e quanto mais felizes e saudáveis nos sentimos, mais gostamos de nós, como um ciclo que não acaba.

Hoje depois do banho, olha-te ao espelho e vê o teu corpo com olhos de ver. Vê a pessoa única e magnífica que és e gosta de ti. 



sábado, 11 de junho de 2016

Sugestão dos leitores #5


Para este fim de semana alargado, deixo-vos a sugestão da Lia Caetano para apreciarmos a nossa vida:



Já sabem que podem sempre mandar as vossas sugestões para os meus contactos, as melhores têm lugar marcado aqui.




quarta-feira, 8 de junho de 2016

Semana #1: Como correu o pensamento oposto



" Tem pensamentos bonitos e não haverá lugar para os feios."
Joyce Meyer


Esta primeira semana de pensamento oposto correu muito bem. Correu tão bem que considerei todos os dias + nos meus quadradinhos.


Qual é a oportunidade aqui?


Quando as coisas não correram como estava à espera ou como tinha planeado, a primeira coisa em que pensava era "Qual é a oportunidade aqui?" como aprendi aqui. E apenas esta simples frase, evitou-me muito mau humor e maus dias.


Concentração no resultado


Esta semana que passou também recomecei as minhas limpezas de Primavera e em vez de pensar no gigantesco frete que me esperava, concentrei-me em fazer pequenas tarefas todos os dias e concentrei-me no resultado final, a casa limpa, arejada e arrumada.
Tendo em conta que queria ter feito isto o ano passado e não pude por motivos de saúde, este ano sinto-me mesmo grata por estar saudável e conseguir fazer as minhas coisas.



Tenho todo o tempo do mundo


Durante esta semana em vez de me atropelar no meio de tanta coisa para fazer e tentar fazer tudo ao mesmo tempo, o que normalmente só resulta em stress e pouca eficácia. Respirei fundo e pensei "tenho todo o tempo do mundo", fiz as tarefas de forma eficaz e só quando terminei uma é que passei para a seguinte. Ou seja, fiz uma tarefa de cada vez e cheguei ao fim de cada dia muito mais calma e com energia.
No dia da criança, planeei fazer as tarefas antes do André sair da escola e quando ele saiu desliguei das tarefas e aproveitámos o dia em família, sem culpas nem remorsos, só desfrutar destes pequenos momentos em que estamos todos juntos e felizes.


Acho mesmo que correu bastante bem esta primeira semana de pensamento oposto.

E vocês? Têm conseguido praticar o pensamento oposto?



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dica para pensamento oposto #1: O que é que gostavam de fazer quando eram pequenos?



Quando era pequena, perguntavam-me vezes sem conta "O que queres ser quando fores grande?". Nunca tive uma resposta à altura.

Mas agora que já somos "grandes" o que importa perguntar é o que é que gostamos de fazer? Quais são as coisas que fazemos nos nossos tempos livres que nos dão prazer?

É importante que nos dias em que nos sentimos desmotivados, ou nos dias em que temos tanto stress que não conseguimos respirar fundo, nos conheçamos bem ao ponto de saber o que fazer para nos sentirmos melhor. É muito importante este auto-conhecimento, para praticarmos o pensamento oposto.

Quando éramos crianças gostávamos de fazer tantas coisas com o nosso tempo. Agora que somos adultos só pensamos que não temos tempo.

Vamos pensar nas coisas que gostávamos de fazer quando éramos crianças. Pode ser:

  • pintar com lápis de cor, 
  • fazer puzzles, 
  • escrever, 
  • ler, 
  • cantar, 
  • dançar, 
  • jogar à bola, 
  • jogar jogos de tabuleiro ou jogos de rua, 
  • fazer bolinhas de sabão, 
  • brincar com lego ou playmobil... 


Tirem algum tempo para pensar e escolham o que mais gostavam de fazer e voltem a fazê-lo. Seja sozinhos, com a vossa cara metade, com os vossos filhos, amigos ou familiares. Ao fazermos novamente essas coisas sentimos um contentamento interior.

Pensem nas coisas que gostavam de fazer quando eram pequenos e nas que gostam de fazer agora e façam-nas. Vejam comédias, brinquem com os vossos filhos, vejam o mundo pelo olhar deles, onde é tudo novo e mágico.

Não podemos estar sempre a fazer tarefas e coisas urgentes, devemos ter tempo de lazer para equilibrar os nossos dias. Devemos ter as responsabilidades de adultos mas também o tempo de lazer para equilibrar os pratos da balança.

E vocês o que é que gostavam de fazer quando eram pequenos?



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Inspiração para pensamento oposto #1: Como transformar um mau dia


Hoje é o primeiro dia do Pensamento Oposto e vamos aprender com quem sabe transformar um dia mau em um dia melhor.

Tenho evitado pôr vídeos que não tenham legendas aqui no blog, porque sei que alguns não percebem muito de inglês e além disso este é um blog em português. 
Mas às vezes, há vídeos realmente muito bons que não têm tradução para português. Vai daí, hoje resolvi colocar um vídeo em inglês mas traduzi-o eu própria, para que todos possamos aprender.

Aviso já que não sou nenhuma mestre da tradução, mas acho que dá para perceber, que era o objectivo.

Espero que gostem!




"Olá, é o Robin Sharma, bem-vindo a esta Sessão.

Esta Sessão é sobre Como Transformar um Mau Dia.

Então...Há algumas semanas estava a ter um dia desafiador e através do que estava a fazer e através do que aprendi a fazer, em termos da minha psicologia, da minha vida emocional, da minha vida física e da minha vida espiritual, eu modifiquei as coisas.

Uma das primeiras coisas que te convido a pensar é o que eu chamo: A Questão da Grande Mudança, que é "Qual é a oportunidade aqui?"

Assim, se estás a ter um mau dia hoje, começa por te perguntar a ti próprio como ponto de partida "Qual é a oportunidade aqui?".
Porque o teu cérebro vai para onde vive o teu foco e ao perguntares a ti próprio as questões certas começas a treinar o teu cérebro para se focar em coisas novas. E ao te perguntares a ti próprio esta questão de mudança que é "Qual é a oportunidade aqui?", seja um cliente difícil; seja teres discutido com uma pessoa de que gostas; talvez tenhas acordado exausto. Começa a focar o teu cérebro em possibilidade vs. problema.

O que eu quero fazer é oferecer-te algumas tácticas que eu uso para dares esse salto e passar de um dia difícil, de um dia duro, para estares no teu melhor novamente.


1ª Táctica: A Saudação das Boas Notícias

Então, o que muitas vezes fazemos é: não nos estarmos realmente a sentir bem ou a sentirmo-nos desencorajados, a nossa energia está em baixo e podemos estar cheios de stress. E alguém nos pergunta 'Como é que estás?', e nós deitamos tudo cá para fora para cima dessa pessoa, porque estamos mal ou a sofrer.

A Saudação das Boas Notícias é simplesmente lembrares-te de cada vez que encontras outro ser humano é uma oportunidade de fazeres aquela pessoa sentir-se melhor e ao fazeres isso, tu próprio vais sentir-te melhor.
Quando és simpático, ou entusiasta, ou optimista com outra pessoa, não só aumentas (de acordo com a ciência) os seus níveis de dopamina (que é o seu neurotransmissor para sentir-se bem) e aumentas a sua serotonina, como também aumentas os teus níveis no processo. Assim, sendo simpático, ou amigável com alguém através da Saudação das Boas Notícias, fizeste um favor à outra pessoa e a ti também.


2ª Táctica: Gratidão

Então estás a ter um dia difícil, sentes-te desencorajado, só queres fugir para casa e ir dormir. Lembra-te que a gratidão é o antídoto do medo, a gratidão é o reverso da frustração.

Então tudo o que tens a fazer é lembrares-te desta questão "Quais são as coisas boas da minha vida?". Podes até pegar num pedaço de papel e fazer uma lista de gratidão com 10 coisas.
"Sabes que mais, eu continuo a ter um telhado sobre a minha cabeça"; "Eu continuo a ter comida"; "Num mundo em que metade da humanidade sobrevive com 2 dólares por dia, eu continuo a fazer dinheiro e tenho prosperidade"; podes dizer "Eu posso ver este céu azul e este pôr-do-sol" ou "Eu posso beber este óptimo café"; "Eu continuo a ter um trabalho, num mundo onde existe tanto desemprego"; "Eu ainda tenho pessoas que gostam de mim ou um trabalho para onde posso ir todos os dias".

Assim, a 2ª táctica é gratidão intencional e isso começa a alterar o teu estado mental e a alterar as tuas emoções e a libertar estes neurotransmissores que fazem bem e te ajudam a sentires-te melhor.


3ª Táctica: Toque

Os seres humanos, numa dimensão psicológica e emocional, são mudados através do toque. É por isso que se mostrou que a massagem faz libertar oxitocina, que nos faz sentir melhor.

Assim, a 3ª táctica é ter uma massagem, se puderes ter uma massagem. A 3ª táctica é dar um abraço ou receber um abraço, se puderes ter um abraço. A 3ª táctica é dar um 'high-five' ou um passou-bem ou o que for que traga o toque de volta para os teus dias. Obviamente através dos meios apropriados. Talvez seja de uma pessoa de que gostas, talvez seja do teu filho, vai dar-lhe um abraço e aperta esse abraço e fá-lo coração com coração para realmente sentires a conexão com o teu filho. 

Novamente, faz aquela pessoa sentir-se bem e faz-te sentir melhor.



4ª Táctica: Movimento

E a última maneira de realmente dares o salto de um dia desencorajador ou de um dia mau para um dia em que realmente te re-conectas com o que é mais importante na tua vida e sentes-te feliz e sentes-te inspirado, é o movimento.

E sabemos isto ao irmos dar uma corrida quando o que menos nos apetece é ir dar uma corrida, ou ires dar uma caminhada pela natureza através dos bosques para pores o teu sangue a circular, vai oxigenar-te pelo que vais ter mais energia, vai libertar dopamina, vai libertar BDNF (Factor Neurotrófico Derivado do Cérebro), que é tão bom para o teu cérebro, na realidade demonstrou-se que recalibra e regenera as células cerebrais que foram danificadas pelo stress.

Mas o movimento é totalmente um transformador em termos de um dia difícil, ele faz-te sentir bem e tu sabes isto "Tu sentes-te sempre melhor depois do exercício do que te sentias antes." Então porque não instalar a disciplina e o hábito do movimento em cada um dos teus dias.

E um ponto bónus, só porque gosto de ti é, se realmente acreditas que o movimento e o exercício são fantásticos porque é que só os fazes uma vez?



4ª Táctica Bónus: Segunda Ronda de Exercício

Faz o teu exercício de manhã, isso garante um melhor dia e depois faz um segundo exercício após o teu dia de trabalho. Pode ser nadar, pode ser uma caminhada (que eu adoro fazer, enquanto ouço audiobooks e podcasts), pode ser alguns abdominais ou algumas flexões durante 20 minutos, pode ser apenas escapar no fim do teu dia para que quando chegues a casa o teu estado mental, emocional, espiritual e físico esteja fundamentalmente diferente.


Como sempre espero que te tenha prestado um serviço, espero que tenhas gostado desta sessão que é tudo sobre tornar os teus dias difíceis em dias magníficos.

(...)"