sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Enfrentar os medos


"Se não te desafia, não te muda"


Todos temos os nossos medos, e o medo é uma emoção saudável que nos protege. O que já não é tão saudável, são aqueles monstros que ganham espaço na nossa mente de cada vez que recusamos fazer algo por medo, quando o medo passa a controlar a nossa vida

Eu tenho alguns medos e decidi deixar de ser limitada por eles. Para enfrentar os tais monstros, primeiro temos de os identificar, ser honestos connosco próprios e assumir que temos medo.



Quais são os meus medos?


  • Medo de conduzir

Sim, pode ser uma parvoíce para a maioria das pessoas, principalmente para quem o faz todos os dias. O meu próprio marido não entende como é que tenho medo de conduzir se o faço tão bem (palavras dele). A maior parte dos medos é irracional, visceral, não conseguimos bem explicar.
Quem me conheceu a conduzir 160 Km todos os dias para ir trabalhar, nunca ia acreditar que tenho medo.
Na verdade eu própria tenho dificuldade em explicar, mas vou tentar.

Já vos tinha dito que o meu sentido de orientação é mau, mas quando digo mau, é mesmo péssimo. Se me disserem para ir a algum lado de transportes públicos ou a pé, não tenho problemas nenhuns, consulto os percursos dos transportes, vejo mais ou menos onde é no Google Maps ou pergunto. Mas de carro a história é completamente diferente, não conheço as estradas, tenho muita dificuldade em decorar os caminhos de carro, isto adicionado a ruas de um sentido, ruas estreitas, rotundas com muitas faixas, é o suficiente para me fazer hiperventilar... literalmente. Para terem uma ideia, da minha péssima orientação, quando comprei a minha casa tive de fazer o trajecto 3 vezes, para conseguir decorar o caminho de carro (e estamos a falar de um trajecto de 10, 15 minutos no máximo).

Outro motivo para este medo é que sinto que não controlo nada quando conduzo, além da minha condução. Não controlo se o carro vai avariar, não controlo a condução dos outros, não controlo se vou ter um acidente e são tudo coisas que me limitam. Eu sei que ninguém controla nada disto, mas sinto-me indefesa e vulnerável quando vou a conduzir. Já de transportes públicos e a pé, existem inúmeras variáveis que não controlo mas nem penso nelas. É assim...



  •  Medo de me expor

 Já vos tinha falado que antes do blog, nem sequer tinha facebook. A minha presença nas redes sociais era inexistente e nem pensar em falar de sentimentos e coisas da minha vida privada na internet, sentia que me devia resguardar. No entanto, houve blogs que seguia que me ajudaram em alguns momentos mais complicados, saber que outra pessoa tinham passado pelas mesmas coisas e ver como as ultrapassaram, ajudou-me a perceber que podemos utilizar a internet e as redes sociais para fazer bem. E que esta partilha virtual, quando é feita com sinceridade, é muito enriquecedora para ambas as partes.
Nos blogs de que gosto é como se entrasse na casa das pessoas, convidada para ter conversas interessantes, sobre temas que eu gosto e de onde saio sempre a sentir-me mais inspirada e contente.

Foi quando decidi enfrentar o medo e criar este blog.



  • Medo de perder as pessoas de que gosto

Sempre tive medo de perder os meus pais, desde que andava na escola primária que me lembro de ter medo e até ter pesadelos com isto. Sei que tudo começou com o falecimento dos meus avós e eu estar na escada do prédio dos meus pais, a pensar que os próximos podiam ser eles, desde aí sempre foi um medo muito presente.



  • Medo de sair da minha zona de conforto

Este é daqueles medos muito subtis, que não me incomoda no meu dia a dia, mas que vai limitando as minhas decisões e contaminando a minha vida, quase sem dar conta. Acomodo-me no meu canto e tenho alguma resistência à mudança.


  • Medo de não conseguir

Também conhecido como medo de falhar. Sempre que estou perante um novo desafio, sinto sempre este medo e se às vezes consigo superá-lo, também é verdade que já desisti de algumas coisas antes de as fazer, com medo de não ser capaz. Na realidade, este é um falso medo porque nunca falhamos, apenas produzimos resultados. Por exemplo, imaginem que começam a jogar ténis e não têm jeito nenhum para a coisa, nem conseguem acertar com a raquete na bola. Têm duas alternativas, ou desistem à primeira a pensar que são um fracasso a jogar ténis ou continuam a tentar as vezes que forem necessárias até acertarem na bola. Podem não estar qualificados para o Estoril Open, mas pelo menos estão melhores do que quando começaram.


O que vou fazer, para enfrentar os meus medos?


Para enfrentar os nossos medos não há nada a fazer a não ser enfrentá-los. Não é nada fácil, eu que o diga, mas se não o fizermos vamos ser sempre condicionados por eles. E uma coisa simples, torna-se um bicho papão e toma conta da nossa vida.


  • Medo de conduzir

Pois vai ter mesmo de ser, não é? Vou ter de enfrentar isto de frente e conduzir. Não preciso de me ir enfiar a correr na rotunda do Marquês de Pombal em plena hora de ponta, mas posso estipular pequenos passos para ganhar confiança. Desde que li o livro que fiz alguns progressos, primeiro tive que o admitir para mim própria e depois dizê-lo em voz alta a outros. Depois, quando tive a oportunidade, enchi-me de coragem levei um carro emprestado e andei com ele uns dias, fui sozinha para uma zona calma e fui treinar, treinar as manobras, treinar a velocidade. Como só temos um carro e o Rodrigo precisa dele para trabalhar, nem sempre tenho a oportunidade de ser eu a conduzir, mas já não posso desculpar-me com isto, nem encostar-me. A partir de Janeiro, vou dar pequenos passos para superar isto, e o primeiro passo vai ser levar o André aos treinos duas vezes por semana (até me benzo).


  • Medo de me expor

Bem, superei este medo com o blog. Se estou aqui a admitir os meus medos mais profundos, mais exposta que isto, só se andar nua na rua e também não é preciso tanto, até porque está frio e levava uma multa em cima, para além de chocar os mais sensíveis.


  • Medo de perder as pessoas de que gosto

Este é daqueles medos que só ultrapassamos quando acontecem. No entanto, para deixar de me sentir obcecada por isto, houve um dia que me forcei a imaginar isto a acontecer. Senti mesmo a dor da perda, a saudade, o querer falar ou dar um xi-coração e aquela pessoa já não estar presente. Este pequeno exercício ajudou-me bastante e ainda levei o bónus de apreciar mais os momentos em que estou com as "minhas" pessoas.


  • Medo de sair da minha zona de conforto

É um medo que vou enfrentar com pequenos passos como fazer as coisas de modo diferente, em vez de fazer sempre tudo da mesma maneira. Ir por caminhos diferentes, em vez de seguir sempre o mesmo caminho. Ou seja, estar receptiva a fazer coisas diferentes e quem sabe até morar numa zona diferente.


  • Medo de não conseguir

A partir de Janeiro, já não posso recusar fazer nada com medo de não conseguir. Vou, faço e acabou. Chega de desculpas e sentir-me derrotada por nem ter tentado. Se nada resultar, pelo menos tentei.



E vocês, têm coragem de encarar os vossos medos?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Praticar o kaizen


"Se realmente queres melhorar o teu mundo exterior, quer seja ao nível da tua saúde, das tuas relações ou das tuas finanças, primeiro tens de melhorar o teu mundo interior.
Robin S. Sharma, O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari


Neste percurso de desenvolvimento pessoal, já atingi os princípios Dominar a minha mente e Seguir a minha missão. A partir do novo ano vou iniciar uma nova etapa e o patamar a atingir é praticar o kaizen.

E o que significa esta palavra engraçada Kaizen? É uma palavra japonesa que significa um constante auto-desenvolvimento e evolução, ou seja, praticarmos hábitos para nos aperfeiçoarmos. Não é um princípio onde chegamos e já está, é uma prática ao longo da nossa vida.

Para atingir este novo patamar, vou praticar os hábitos:

Ufa, já tenho com que me entreter em 2017. O hábito a praticar em Janeiro vai ser enfrentar os meus medos, conto-vos tudo no próximo post. Conto com a vossa companhia nesta etapa exigente?


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu diário (2 meses depois)



Passados 2 meses, continuo a escrever no meu diário quase todos os dias. Continuo com o meu caderno preto, que ainda tem muitas folhas em branco à espera de serem preenchidas.


Escrever o meu diário permite-me:

  • Sentir uma gratidão que me enche o peito
Continuo a escrever tudo o que quero agradecer em cada dia e cada dia tenho mais coisas a agradecer. É uma das coisas que mais gosto no meu diário, e quando leio dias passados, sou novamente transportada para pequenos momentos e sentimentos.


  • Escrever sobre os meus pensamentos e projectos
É o que eu chamo de escrita livre. Abro o diário e, sem nada premeditado, desato a escrever. É também uma das coisas que mais gosto. 
Permite-me alinhar o meu pensamento; permite-me desabafar; permite-me ver que, por vezes, tenho uma visão distorcida da realidade... No fundo permite conhecer-me melhor.


  • Reflectir sobre os meus pequenos progressos
Quando estou focada numa prioridade ou objectivo, quase todos os dias avalio pequenos passos que dei para atingir o objectivo. Além disso, reflicto sobre pequenos progressos no meu comportamento.


  • Recordar particularidades do André
Esta é uma das coisas que mais gosto de reler. Quando tenho coisas engraçadas que o André disse ou fez, escrevo. E um diário de apenas dois meses, já está recheado de coisas dele que me fazem rir e sorrir. São pequenos tesouros que iam acabar esquecidos.



O que quero acrescentar?


Tenho poucas colagens, quero colar fotos de determinados momentos e cartões de restaurante ou pequenos papéis que me façam recordar determinado momento daquele dia.

A partir de Janeiro, vou-me focar mais nas prioridades e objectivos e o diário vai permitir-me organizar tudo melhor.



E vocês, já têm o vosso diário?



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Como anda a correr o oil pulling (3 meses depois)



Este foi um dos hábitos mais popular. Muitos de vocês praticaram comigo e perguntam-me muitas vezes se é um hábito que aconselho.

Partilhei os benefícios desta técnica, os benefícios e outros usos para o óleo de coco, mostrei-vos uma forma de saberem se têm mau hálito (sem perguntar a ninguém) e partilhei os meus resultados ao longo do mês.

Pois bem, 3 meses depois do início, continuo a praticar oil pulling (já sem o aparelho) e continuo a gostar bastante. Os resultados que consigo quantificar são:

  • controlo da placa bacteriana;
  • sensação de boca fresca e limpa ao longo do dia;
  • dentes mais brancos;
  • prevenção de lesões no interior da boca (nunca mais tive aftas);
  • prevenção de cáries (nenhuma nestes 3 meses);
  • eliminação do sangramento das gengivas;
  • a boca não anda tão seca durante o dia.

É um hábito que recomendo e é tão simples que qualquer um pode fazer. Podes saber como começar aqui.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O meu propósito



Há 4 meses iniciei a busca do meu propósito, li um livro, vi vídeos e quando cheguei ao final do mês não consegui fazer uma conclusão decente para a minha busca.

O problema foi que sempre associei o propósito a um trabalho, a uma profissão. Mas o propósito não é isso, isso é até bastante limitador. Por exemplo, vamos imaginar que eu trabalho numa livraria e acho que isso é o meu propósito, então só ia estar em sintonia quando estivesse na livraria a trabalhar. Quando estivesse em casa, quando estivesse com a minha família e amigos, não estaria a viver o meu propósito.
Começou a fazer mais sentido, para mim, ver que o propósito é aquela qualquer coisa que está na base de tudo o que somos e fazemos. Pode ser um talento para criar empatia com as pessoas, pode ser um jeito especial para escutar os outros, pode ser sermos positivos, pode ser fazermos os outros rir...

Tive de mudar a minha visão, para perceber que o meu propósito é cuidar. Começou por ser cuidar de mim e da minha família. Mas sentia que me faltava dar mais à comunidade, quando por "coincidência" me convidaram para fazer voluntariado numa biblioteca que não ia funcionar, porque não tinha pessoas. E foi neste momento que senti o tal "tchanaaaaan", como se todas as peças encaixassem finalmente. 

Como a vida não é uma coisa estática e está sempre em mudança, não vou ficar a fazer isto o resto da vida, mas só o facto de me sentir completa a cuidar e a ajudar os outros, permite-me evoluir e sentir-me em sintonia com o Universo.

E quem sabe se um dia a minha profissão me permite viver esse propósito de cuidar e ajudar.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Como anda a correr a minha visualização? (5 meses depois)




Há 5 meses praticava a visualização após a meditação, actualmente continuo a praticar, mas em vez de ser numa altura específica do dia, visualizo várias vezes ao dia.

Continuo a ter dificuldade em libertar-me dos meus limites, mas isso não me impede de continuar a tentar.

Depois destes meses todos a visualizar os meus dentes, esta semana vou tirar o aparelho... finalmente!

Deixei de desperdiçar os meus poderes de visualização nas embalagens de leite, porque as ditas embalagens passaram a ter apenas uma tampa que basta desenroscar.

Com o meu livro dos sonhos, tem sido mais fácil visualizar os meus objectivos e o que quero. Continuo a ter muita dificuldade em definir objectivos a longo prazo e a visualizar o que quero ser, mas passo a passo vou conseguindo.

Quando alguma coisa está a correr "mal", visualizo o pior que pode acontecer e isso permite-me relaxar e não ter medo. É como se aceitasse interiormente o que pode acontecer e descontrair a partir daí, em vez de remar contra a maré.

Continuo a visualizar o meu dia e como quero que corra e continuo a gostar bastante do resultado.

E é isto quanto à visualização, ninguém diria que seria tão difícil libertar-me dos meus próprios limites, mas se não praticar vou andar sempre presa.



sábado, 10 de dezembro de 2016

Como construo a minha agenda ideal: semanalmente



Já vos tinha falado da minha agenda e como organizo o meu mês, hoje vou mostrar-vos como organizo a minha semana.

No fim de cada semana preparo a semana seguinte e já experimentei vários modos mas o que sigo agora é o que resulta melhor comigo e não demoro nem 5 minutos a fazer isto.

Em duas páginas coloco todos os dias da semana.


 Em cada dia tenho:

  • Menu

Assim consigo planear as nossas refeições para a semana toda e basta-me ir ao supermercado uma vez por semana.
Planear o menu semanal também me permite fazer uma alimentação mais saudável e variada.

  • To Do

Nesta secção coloco todos os compromissos, marcações e tarefas que tenho para esse dia, bem como os respectivos horários.

Aqui coloco o dinheiro que eu e o Rodrigo gastamos em cada dia, tudo o que seja pago com dinheiro e não com multibanco. É uma grande ajuda para perceber onde gastamos o dinheiro e para fazer o orçamento doméstico.

  • Goals

Aqui decido os objectivos que quero cumprir nesta semana e espalho as diferentes tarefas ao longo de cada dia da semana, para os conseguir atingir.
No fim de cada semana sigo a mesma chave que vos tinha dito aqui.

Como gosto muito de citações, coloco sempre uma citação para me inspirar durante a semana.


E é assim que me organizo semanalmente. E vocês, têm alguns truques para se organizarem?


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu pensamento oposto? (6 meses depois)



Este é um dos hábitos que mais alterou os meus dias. Em vez de estar focada nas dificuldades da vida, foco-me nas oportunidades. 
Aquele vídeo que partilhei convosco de como transformar um mau dia, continua a ser a minha inspiração. E a frase "Qual é a oportunidade aqui?" foi dita vezes sem conta, nestes 6 meses. Continuo a olhar-me ao espelho e a gostar cada vez mais da imagem reflectida e continuo a repetir a frase "tenho todo o tempo do mundo", principalmente nos dias mais cheios de coisas para fazer. Continuo a pintar com lápis de cor e a escrever. Não tenho de fazer nenhum esforço para praticar isto, já faz parte da minha maneira de ser e bastou apenas um mês para incorporar este hábito.

Bem vistas as coisas, desde que comecei a crescer cá dentro, há muito poucas coisas que me chateiem. Coisas  e coisinhas que acontecem e que antes me tiravam do sério e me deixavam irritada, agora nem me afectam. 

A minha tolerância aumentou e a minha paz de espírito também.

E às vezes ponho-me a observar as pessoas à minha volta e as conversas e há tantas coisas e coisinhas a chateá-las, a dominar a vida e a pessoa que são, que sinto compaixão e vejo como evoluí neste tempo. Por exemplo, ontem estava numa sala de espera, à espera de entrar para uma consulta e uma senhora a falar com outra, dos contratempos todos que já tinha tido naquela clínica e os confrontos com as funcionárias, com frases do tipo "A mim, vocês não me fazem de parva" e "Vocês não me conhecem, nem queiram conhecer...", e pronto, sinto pena de não terem paz de espírito e alimentarem-se destes conflitos.
 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Como anda a correr a minha meditação? (7 meses depois)


   

"Todos os problemas da humanidade resultam da incapacidade do Homem em se sentar sozinho e em silêncio numa sala."
Blaise Pascal


A última vez que falei sobre a meditação, andava a praticar durante 5 minutos. Actualmente pratico quase todos os dias, durante 20 minutos.

Continuo a utilizar almofadas para ficar mais confortável, mas noto que os meus joelhos já ficam mais em baixo, quase a tocar o chão. Com a prática, a posição é cada vez mais confortável e não interfere com a meditação. Antes estava sempre consciente que as pernas e as costas me doíam e isso interferia. Agora posso esquecer-me do meu corpo e deixar-me levar.

Continuo a pôr o cronómetro do tempo no telemóvel, para não ter de me preocupar se já passou muito ou pouco tempo.

Também vos tinha dito que se praticar a meditação na mesma altura do dia, é mais fácil. No meu caso é de manhã, depois do exercício e antes do pequeno-almoço. Adoro esses 20 minutos de paz, em que apenas tenho de me deixar estar.

Se me pedissem para escolher apenas um hábito, de todos os hábitos que comecei a praticar, escolhia este. Não consigo traduzir muito bem em palavras o que a meditação me proporciona, é como se tivesse descoberto um lugar dentro de mim onde existe sempre calma, serenidade, contentamento. Independentemente das circunstâncias em que me encontro e do caos à minha volta.

Penso que a meditação será diferente para todos, mas se puderem experimentar de forma consistente, ou seja, a maioria dos dias, vejam até onde ela vos leva.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Como anda a correr o meu pensamento positivo (8 meses depois)?



Nem acredito que já faz 8 meses desde que comecei a praticar o primeiro hábito do meu desenvolvimento pessoal. Comecei em Abril com o pensamento positivo.

Antes de iniciar este percurso, os meus pensamentos andavam à solta, nunca pensei em estar consciente do que se passava cá dentro e muito menos que tinha o poder de o alterar. Na verdade, desde que iniciei este percurso, dou-me cada vez mais conta de que nós é que somos responsáveis pelos nossos pensamentos e pela nossa vida.
Antes de iniciar este caminho sempre fui uma preocupada nata, preocupava-me com tudo, com o que acontecia e não acontecia, vivia limitada com medos e preocupações.

Desde que comecei a estar consciente dos meus pensamentos e a esforçar-me por manter os pensamentos negativos lá fora, que a minha cabeça está bem mais leve. Não me deixo contaminar por pessoas negativas. De facto, até tenho uma imagem mental bem engraçada para isso. Sabem aquelas pessoas que estão sempre a falar de desgraças, mortes, notícias negativas... Pois, eu deixo-as falar e imagino que estou dentro de uma bola de sabão, é a minha bolha. Assim que começam a falar disso, eu penso "Carla, bolha" e imagino o que elas dizem a tocar na bolha e a não conseguir entrar e pronto. É um bocado infantil, eu sei, mas fiz as pazes com a criança que há em mim, e comigo funciona.

É claro que continuam a haver dias menos bons, em que não consigo alterar o meu pensamento. Nesses dias deixo-me estar, só a observar. Sem julgar, sem gritar e sem desesperar. Deixo que passem, até conseguir estar positiva outra vez. O que importa é que esses dias são cada vez menos e com menos impacto na minha vida.


E vocês, continuam a pensar positivo?