sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal: semana #2



Ora bem, tendo em conta que a primeira semana não correu lá muito bem, gostava muito de vos dizer que esta semana correu sobre rodas, comigo a reflectir todos os dias... Mas não foi isso que se passou.

Esta semana consegui escrever a minha reflexão 3 dias. Apenas uma vez mais que a semana anterior. Não estou concentrada neste hábito e estou com dificuldade em praticá-lo diariamente.

Enfim, é o que é. Vamos ver como corre a próxima semana.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Livros de auto-ajuda: só para coitadinhos?


Sung Kim

Sempre houveram livros de auto-ajuda, mas parece que nos últimos tempos têm-se multiplicado nas livrarias. Também nunca foram tão criticados como actualmente. Há quem considere que só as pessoas fracas de cabeça e de espírito necessitam de livros de auto-ajuda.

Para quem me segue há algum tempo, não é novidade nenhuma que adoro livros. E sempre tive uma mente aberta para todos os tipos de livros, desde policiais a romances históricos, passando pelos livros de desenvolvimento pessoal, gosto de todos os livros que me toquem, que me abram as portas da mente, que me façam sentir e pensar. Não quer isto dizer que gosto de todos os livros, já li livros que detestei. No entanto, tenho sempre uma mente aberta.
Hoje em dia, vejo com alguma tristeza, pessoas a criticar livros (e não só) pelo título, pela capa, pelo autor, sem sequer os terem lido. Uma espécie de crítica pseudo-intelectual generalizada.

Eu gosto dos livros de auto-ajuda, a que gosto mais de chamar livros de desenvolvimento pessoal. Para mim, são como os manuais escolares. Se pegar num manual de inglês, leio, aprendo e pratico. O mesmo acontece com um livro de desenvolvimento pessoal, que me permite explorar e desenvolver todos os aspectos da minha personalidade. Não quer isto dizer que gosto de todos os livros de desenvolvimento pessoal, assim como há bons e maus manuais escolares, também existem bons e maus livros de desenvolvimento pessoal.

Sempre que vejo alguém com um livro destes, não penso "Coitado", penso "É assim mesmo, bem que gostava de trocar umas opiniões contigo".

Esta é a minha opinião claro! Gostava muito de saber a vossa, aqui nos comentários.

 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal: semana #1



Desde que comecei a praticar estes hábitos, nunca tive uma semana tão má. Comecei muito bem no dia 1 a escrever no meu diário a minha reflexão sobre o que fiz, pensei e senti. E só voltei a escrever no dia 7... Pois é, este está difícil de arrancar.

Eu até penso durante o dia o que quero escrever e no que quero reflectir, mas ao fim do dia as tarefas vão-se seguindo umas às outras e as páginas permanecem em branco.
No dia 7 ainda tentei fazer uma reflexão da semana, numa tentativa de emendar a coisa, mas senti que deixei muitas coisas de fora.

Espero conseguir praticar nesta semana que vem, tenho de tornar isto a minha prioridade se quero perceber se é um hábito útil ou não.



E a vossa semana, como correu?



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Inspiração: Ritual da reflexão


Este mês estou a praticar o Ritual da Reflexão Pessoal. E hoje deixo-vos uma inspiração de um antigo presidente de um banco de Wall Street:

"Há anos que possuo um livro de notas, onde escrevo todos os compromissos que tenho durante o dia. A minha família não conta comigo nas noites de sábado, pois sabe que eu dedico parte destas noites a exame de consciência, revisão e avaliação. Depois do jantar, despeço-me, abro o meu livro de notas e recordo todas as entrevistas, discussões e reuniões que efectuei durante a semana. Pergunto a mim próprio:
Que erros pratiquei durante este tempo?
Foi correcto o que fiz? Em que poderia ter melhorado a minha acção?
Que lições devo tirar desta experiência?

Muitas vezes, nesta revisão semanal, sinto-me bastante infeliz e espantado com os meus erros. Com o passar dos anos, estes vão tornando-se menos frequentes. Algumas vezes, depois de uma destas sessões, apetece-me dar uma palmada em mim próprio. Este sistema de auto-análise, auto-educação, ano após ano, tem-me ajudado mais do que qualquer outro sistema.
Tem ajudado a melhorar a minha capacidade em tomar decisões e tem-me auxiliado enormemente nas minhas relações sociais. Só posso recomendá-lo com muito entusiasmo."


Fontes:
  Carnegie D (1996) Como fazer amigos e influenciar pessoas. Livraria Civilização, Porto. 284 pp.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ritual da reflexão pessoal



"Todas as noites, depois de um longo dia de trabalho produtivo, Benjamin Franklin refugiava-se num canto silencioso da sua casa e reflectia sobre esse dia. Pensava em todos os seus actos e se eles eram positivos e construtivos, ou se eram negativos, a precisarem de reparação. Percebendo claramente tudo o que fazia de errado em cada dia, ele podia tomar medidas imediatas para melhorar e avançar no caminho do auto-domínio.
Robin Sharma, O monge que vendeu o seu Ferrari


Este mês o ritual que vou praticar é o Ritual da Reflexão Pessoal. 

Já vos falei de certas alturas do ano em que paro para reflectir. Mas nunca experimentei fazer este exercício todos os dias, vai ser agora. Bem vistas as coisas, não faz sentido querer melhorar sem sequer reflectir no que fazemos diariamente. E se é muito fácil ver isto nos outros, temos sempre muitas opiniões sobre o que podem melhorar, quando chega a nós as coisas são bem mais complicadas.



Como vou praticar o ritual da reflexão pessoal?


No fim de cada dia, vou agarrar no meu diário e escrever sobre os meus pensamentos, o que fiz e reflectir sobre o que está bem e o que não está, o que pode ser melhorado.


Aqui no blog, vou contar-vos a minha evolução nesta reflexão pessoal e vou reflectir sobre os hábitos que pratico desde o início desta aventura.



Conto com a vossa companhia para reflectir?



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Como leio muitos livros sem gastar (muito) dinheiro



Como sabem este mês ando a praticar o Ritual do Conhecimento Abundante. Tenho falado nos livros que ando a ler e a estudar e até podem pensar que gasto uma pequena fortuna em livros... mas não. Aproveito é bem os recursos que tenho à minha disposição. Hoje vou contar-vos como leio muitos livros sem gastar (muito) dinheiro.



Tenho uma espécie de "clube" do livro

Tenho a sorte de pertencer a uma família que gosta muito de ler. Os meus pais sempre adquiriram muitos livros e têm estantes cheias deles, nem sei se a minha vida chegava para os ler a todos. Por isso, um dos meus recursos é a "biblioteca" dos meus pais.
A juntar a isso, somos uma família que temos por hábito oferecer livros nas datas festivas. Eu, particularmente, tento oferecer sempre um livro que seja apreciado pela pessoa que o vai receber e que eu própria ache interessante. Depois, o que acabamos por fazer é emprestar uns aos outros e trocarmos opiniões sobre os livros. O resultado é que temos o nosso próprio clube do livro.



Utilizo a biblioteca

Ainda sou do tempo em que ia com a minha irmã, requisitar livros a uma biblioteca itinerante da Gulbenkian, que não era mais que uma carrinha com livros.
Felizmente que as bibliotecas são cada vez mais e acessíveis em qualquer altura. Na zona onde vivo, tenho uma biblioteca e já fiz o cartão de leitora. De vez em quando, passo lá para ver os livros, nunca cheguei a requisitar porque tenho sempre muitos para ler.



Compro apenas os livros que me interessam

Eu tenho vários assuntos que me interessam, e para cada assunto existem milhares de livros. Para não gastar muito dinheiro em livros, a lógica que eu sigo é:
  • Sempre que quero mesmo um livro, ando ali uns tempos a "namorá-lo". Passo nas livrarias e leio a contra-capa, leio algumas passagens no interior.
  • Se decido que quero mesmo aquele livro, tento saber no meu clube do livro, se alguém já o tem e se pode emprestar.
  • Se ninguém que eu conheço o tem e eu decido que é uma boa compra, compro. Mas, mesmo aqui não me atiro logo de cabeça. Normalmente, tento comprar em segunda mão no OLX (ou outro site do género), ou espero por algumas ocasiões em que sei que há promoções, como é o caso da feira do livro e da altura do Natal em que as livrarias vendem bons livros a preços mais baixos. E até podem achar que é exagero, que comprar um livro não é o mesmo que comprar uma casa ou um carro. No entanto, eu gosto de gerir bem o meu orçamento e um euro aqui e outro ali, é onde, por vezes, se perde o controlo do dinheiro.
  • Por falar em dinheiro, é muito raro comprar um livro com o dinheiro do nosso orçamento familiar. Normalmente, utilizo o dinheiro que recebo no aniversário e no Natal, para comprar os livros que realmente quero.



E é assim que eu leio muito e gasto pouco. E vocês, têm truques para partilhar?


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Como passei o "bichinho" da leitura ao meu filho



Já lá vai o tempo em que os pais diziam aos filhos "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Nos dias de hoje já é do conhecimento geral que as crianças são fortemente motivadas pelo exemplo dos pais. Se passamos os nossos tempos livres no computador ou a ver televisão, não estamos à espera que eles se ponham a ler nos tempos livres deles.

Um dos meus desejos para o André sempre foi que ele gostasse de ler, que gostasse mesmo e não o fizesse por obrigação.
Então como consegui concretizar o meu desejo?



Dar o exemplo


Como sempre gostei de ler, não foi difícil dar o exemplo. Nos meus tempos livres é mais frequente encontrar-me a ler do que a ver televisão ou estar no computador. E ele sempre achou graça a ver os livros que eu estou a ler e a perguntar-me qual é a história.



Livros sempre acessíveis


Existem casas em que os livros estão em prateleiras muito altas, onde as crianças não chegam. Aqui em casa a maioria dos livros estão em estantes no chão. Além disso, sempre incentivei o André a mexer nos livros e a folhear, nunca lhe disse que determinado livro não era para a idade dele, deixo-o explorar.
Aliás, ele tem a própria estante com os livros dele. Mesmo quando ainda não sabia ler, de vez em quando lá os tirava todos para o chão e começava a ver as imagens.



Contar a história da noite


Este é um clássico. Já vimos em milhares de filmes os pais a lerem uma história aos filhos antes de adormecerem. E resulta.
Este é um dos rituais mais queridos cá em casa. Desde que o André era bebé que sempre lhe contei uma história antes de dormir. Agora que ele já sabe ler, os livros foram evoluindo e eu conto uma página e ele outra.



Deixá-los ler sozinhos


Desde que o André aprendeu a ler, incentivei-o sempre a ler sozinho. No início, sugeria-lhe ler nos tempos livres e agora ele próprio lê quando tem vontade. Quando anda muito calado, é fácil encontrá-lo na cama a ler.
Nunca o obriguei, nem nunca utilizei a leitura como um castigo. A leitura deve ser um prazer.



Oferecer livros que eles gostem


Existem tantos livros para crianças, que por vezes é difícil escolher. Quando vamos ao supermercado ou a uma livraria deixo-o andar a descobrir os livros e ando sempre atenta às conversas dele sobre o que gosta. Agora com 9 anos, alguns dos preferidos são O Diário de um Banana, Os Cinco e Uma aventura. É muito frequente oferecer-lhe livros, em datas especiais e não só.
Também costumamos ir, todos os anos, à feira do livro e deixo-o sempre escolher um livro para trazer para casa. 
Se quiserem descobrir bons livros para crianças recomendo o blog Planeta Zorp da Alexandra.


E por aí, também costumam oferecer livros às crianças?






sábado, 13 de maio de 2017

Como leio vários livros ao mesmo tempo




Depois de tantos livros lidos, sou da opinião que os livros não se devem ler todos da mesma maneira e existem alturas do dia em que se devem ler. Existem livros para ler como se não houvesse amanhã, tal é o entusiasmo com a história. Existem livros que são para ser apreciados com todo o tempo do mundo, demorando-nos nas palavras para melhor interiorizar a mensagem. Existem livros tão ricos em ensinamentos que só ler não chega e temos necessidade de sublinhar e estudar mais aprofundadamente. E depois existem livros para ler sem preocupações, deixarmo-nos apenas envolver pela história.

Houve uma altura em que lia apenas um livro de cada vez, só quando terminava de ler um é que começava outro. Mas, existem tantos livros que quero ler, e tantos assuntos diferentes, que sentia que demorava uma eternidade e agora o que faço é ler livros diferentes consoante a minha vontade.



Então como consigo ler vários livros?

 


Começo logo de manhã a estudar um livro do meu interesse, durante a minha hora zen. Neste momento estou a terminar "Como fazer amigos e influenciar pessoas", de Dale Carnegie. Apenas 20 minutos por dia ajudam-me a estudar muitos livros que me interessam. Como de manhã a minha concentração está no auge, é neste momento que estudo.




Depois existem alguns momentos ao longo do dia em que tenho que esperar, nestes momentos aproveito para ler um livro sobre nutrição. Neste momento estou a ler "Coma gordura e emagreça", do Dr. Mark Hyman. Ao ler sobre este assunto, fico motivada a comer de forma mais saudável, além de aprofundar o meu conhecimento.




Quando quero apenas descontrair, normalmente ao fim do dia, leio um livro de ficção. Neste momento estou a ler "No limiar da eternidade", do Ken Follet. Como é o terceiro livro da trilogia O Século e tem 1022 páginas, tenho demorado mais tempo do que é costume para terminar. Aqui deixo-me apenas levar pela história, sem preocupações de aprender. No entanto, se o livro for meu e encontrar uma passagem interessante, não resisto a sublinhar.





Desde que o André era bebé que leio uma história antes de ele dormir. Agora que ele já está mais crescido, o ritual mantém-se mas eu leio uma página e ele outra. O livro que estamos a ler agora é o Harry Potter e a pedra filosofal da J. K. Rowling.



Como avalio o que leio?

 



Durante a minha vida fui fazendo listas dos livros que li e atribuo uma classificação de 1 a 5, conforme o que esse livro me proporcionou.
Tenho essas listas espalhadas pelas minhas agendas e assim não me perco no meio de tantos livros.

Outra coisa que comecei a fazer é registar a minha opinião e o conteúdo do livro, no meu diário. O meu objectivo é ter um pequeno resumo do conteúdo do livro e treinar a escrita sobre a minha opinião. No entanto, é algo que ainda tenho de aperfeiçoar e de me empenhar de forma mais consistente. Neste momento, ainda é um bocado aleatório. Umas vezes registo e outras não.


E vocês, lêem vários livros ou apenas um de cada vez?


sábado, 6 de maio de 2017

Porque continuo a estudar se já não estou na escola?



Este mês ando a praticar o ritual do conhecimento abundante e vou contar-vos o que ando a estudar.
A maioria de nós estudou na escola, tendo como principal motivação os testes e os exames. Depois da escola, muitas vezes deixamos de ter motivação e cabeça para estudar.

Se na escola tive momentos de frustração, com disciplinas verdadeiramente desnecessárias, para dizer o mínimo. Agora que estudo assuntos que me interessam, estudar é uma das coisas que mais gosto de fazer nos meus tempos livres.
É que na verdade, eu sempre gostei de estudar, gosto de abrir um livro e sentir entusiasmo com o que posso aprender, gosto de ter um caderno a estrear e escrever com esferográfica e usar canetas de cores diferentes para os títulos e sub-títulos, enfim, sou uma nerd, eu sei.



O que ando a estudar e como?


Tenho muitos assuntos que me interessam, mas infelizmente não tenho tempo para me dedicar a todos. Assim seleccionei alguns e actualmente os assuntos que estou a estudar são desenvolvimento pessoal, relações sociais, nutrição e inglês. 

Se houve alguma coisa que aprendi em tantos anos de estudo é que cada assunto é único e como tal adequo a minha forma de estudar a cada livro e a cada assunto.

Desenvolvimento pessoal

 



Como vocês sabem ando a colocar em prática os hábitos e rituais do livro O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma. Este livro foi emprestado e não podia sublinhá-lo, como faço com os meus. Assim, o que fiz foi passar as passagens mais importantes para um caderno e assim posso consultar quando quero, mesmo já não tendo o livro comigo.



Relações sociais

 



Estou a reler o livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Como foi emprestado pela minha irmã, também estou a passar as passagens mais importantes para um caderno



Nutrição

 



Já vos tenho falado do meu interesse por este assunto, já li vários livros e neste momento estou a ler Coma gorduras e emagreça do Dr. Mark Hyman. Aqui não estou a tirar apontamentos, apenas a ler o livro.



Inglês

 


Esta é uma disciplina que já estudei na escola, mas como não pratico muito, o meu inglês anda um bocado enferrujado. Compreendo perfeitamente quando ouço e leio, mas falar e escrever já é outra conversa, tenho dificuldade com os verbos e na construção de frases.Vai daí, fui buscar os meus livros de inglês da escola e voltei a estudar com apontamentos, exercícios e tudo.



E pronto é isto que ando a estudar. E vocês, também gostam de estudar?


terça-feira, 2 de maio de 2017

Ritual do conhecimento abundante



"Tudo o que lemos integra-se no nosso consciente. A maior parte dos escritos baseia-se nas observações pessoais de um indivíduo. Podemos recolher, assim, no intervalo de uma tarde, o fruto de trabalhos que exigiram uma vida de observações, de labor, de pesquisas, de sofrimentos, de experiências...
Dominique Loreau, A arte da simplicidade 


O ritual que vou praticar este mês é o Conhecimento Abundante.

Já vos tinha dito que adoro ler, e os livros são, para mim, uma das maiores fontes de aprendizagem. Por esse motivo, este é um ritual que já pratico, mas existem algumas coisas que quero incorporar nos meus dias.

Muitas pessoas estudaram na escola e acham que depois de adultas já não há nada de novo para aprender. Eu já deixei a escola há muitos anos e continuei a estudar assuntos do meu interesse, e a motivação é muito maior do que estudar para um exame, é algo que me dá verdadeiro prazer. Este mês vou mostrar-vos como me tornei auto-didacta e como continuo a estudar.


Conto com a vossa companhia para mais um ritual?



domingo, 30 de abril de 2017

Ritual da alimentação: Conclusão





Este mês andei a praticar o ritual da alimentação saudável, e se bem que não atingi tudo o que me propus, a minha alimentação foi mais saudável como vos contei (semana 1, 2 e 3).



A minha opinião sobre alimentação saudável?


Nos últimos tempos tem-se assistido a um aumento de preocupação com a alimentação, os motivos são vários desde as doenças como a obesidade, diabetes e doenças cardíacas até ao conhecimento de que uma alimentação saudável nos faz sentir bem.
No entanto, existe tanta informação contraditória, que por vezes é difícil saber o que devemos comer. Uns dizem que devemos ser vegetarianos, outros dizem que devemos comer carne e peixe. Uns dizem que não devemos comer gorduras, outros dizem para comermos. E outros ainda dizem que não devemos comer glúten nem beber leite.
Como já vos tinha dito, não sou apologista de dietas nem de modas alimentares. Acho que nos devemos informar e optar por uma alimentação que faça sentido para nós.



Vou continuar a ter uma alimentação saudável?


Esta nem era preciso responder. Vou continuar porque me sinto mesmo bem. Não vou ser extremista e nunca comer alimentos processados e doces, mas vou ter uma alimentação saudável e comer essas coisas de vez em quando. Além de ser importante os alimentos que ingerimos, também é importante a nossa relação com a comida. Se comemos com culpa, perdemos o prazer que devíamos sentir e ainda nos vai fazer pior.
Ainda há coisas que quero melhorar, como beber mais água, mas é tudo um processo que vou pondo em prática sem stress.



E vocês, têm uma alimentação saudável?


sábado, 22 de abril de 2017

Ritual da alimentação: semana #3




Hoje é dia de balanço semanal. E para não variar tive novamente 5 dias + e 2 dias - nos meus quadradinhos. Hummm acho que começa a haver aqui um padrão.



Dias +

Voltei a ter 5 dias de comida saudável, sem alimentos processados nem açúcares adicionados, só os naturalmente presentes na fruta. Fiz 3 refeições vegetarianas, 2 de carne e 2 de peixe.



Dias -

Um dos dias foi no sábado em que estive a trabalhar e almocei fora. Comi batatas fritas e bolo de chocolate de sobremesa.
Tendo em conta que foi Domingo de Páscoa, já estão mesmo a ver qual foi o outro dia da asneira, não é? Comi enchidos, broa de milho, folar, amêndoas e chocolates. Afinal era a Páscoa, certo?



E foi assim a minha semana alimentar. E a vossa como correu? Comeram muitas amêndoas?


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ritual da alimentação: semana #2




Na semana passada, foi a segunda semana do ritual da alimentação saudável, com alguns dias da asneira pelo caminho, vamos lá ao balanço semanal.

À semelhança da 1ª semana, consegui 5 dias + e 2 dias -, nos meus quadradinhos.



Dias +


Durante esses 5 dias consegui uma alimentação saudável, sem alimentos processados e sem açúcares adicionados. Tenho partilhado algumas refeições no Instagram, e na imagem podem ver algumas das refeições que comi ao almoço.
Consegui ter quatro refeições vegetarianas e três de peixe. Esta semana não comi carne.



Dias -


Devo confessar que esta semana queria ter todos os dias +, porque o resto do mês vão haver muitas comemorações e dias da asneira. Mas fui desencaminhada e deixei-me levar.
O primeiro dia da asneira desta semana foi no Domingo, estava eu muito decidida a comer bem, quando passámos num café antes da praia e lá tive eu que comer uma mini bola de berlim, e era mesmo mini (do tamanho de uma almôndega). Pensei "perdido por 100, perdido por 1000", ao almoço bebi vinho e na sobremesa comi chocolate e línguas de gato com o chá. Para terminar bem o dia comi pão branco com manteiga de alho e ostras.

O segundo dia da asneira foi na 4ª feira, fui almoçar a casa dos meus pais e antes de lá chegar já tinha provado a bola de berlim do André, que fartou-se de me tentar. "Não queres provar? É mesmo muita boa", e eu resisti. Passado um tempo "Tens a certeza que não queres provar? Hoje é o dia da asneira", e pronto lá provei eu a bola de berlim, bem boa por acaso. Os sacrifícios  que uma mãe tem que fazer.
Lá pensei novamente "perdido por 100, perdido por 1000" e comi bolinhos com o chá depois do almoço.



E pronto foi a semana alimentar possível. E a vossa semana correu bem, ou cometeram muitos "pecadilhos"? 



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Como faço o meu menu semanal






Uma grande ajuda para conseguir uma alimentação saudável é planear as refeições. Faço o menu semanal há três ou quatro anos, e já não passo sem ele. Durante este tempo, fui adaptando o menu semanal às rotinas cá de casa. Quando levava almoço para o trabalho, fazia mais quantidade de comida ao fim de semana e só esporadicamente é que fazia refeições à noite para levar no dia seguinte.

Neste momento, como tenho a sorte de almoçar em casa, faço o almoço todos os dias. Ao jantar comemos sopa, por isso ou faço uma panela de sopa que dá para a semana toda ou faço várias sopas, durante a semana.
É muito importante que o menu seja flexível, para se adequar a nós e às nossas necessidades e não uma ditadura que nos faz querer desistir ao fim da primeira semana.
Hoje vou falar-vos de como faço o meu menu semanal e das vantagens que encontrei.



Como faço o meu menu semanal


1. Aproveitar as promoções

À sexta-feira vejo os panfletos das promoções em vigor, costumo ir ao Pingo Doce, por isso é esses panfletos que consulto aqui.
À medida que vou folheando os panfletos, vou escrevendo o que me interessa num papel de rascunho e coloco o preço à frente.
Os legumes e a fruta compro numa feira ao pé de casa. Como não há promoções, opto por legumes e fruta da época, mais económicos e nutritivos.
A carne compro num talho em que tenho alguma confiança.



2.  Decidir as refeições

Depois de ver os panfletos em vigor para essa semana, vou à minha agenda e escrevo a lápis as refeições que quero fazer, baseada nas promoções que existem e no que nos anda a apetecer comer. Só no fim de cada dia é que escrevo a caneta, porque às vezes há alterações.
Aqui sigo alguns truques que me ajudam a optimizar os meus dias:
  • Os dias mais livres e em que tenho tempo de cozinhar são a 2ª e 4ª feira, pelo que neste dias costumo planear refeições mais elaboradas ou receitas novas que quero experimentar;
  • Nos dias mais ocupados (3ª e 5ª feira), costumo planear refeições mais simples. Agora que chegou a Primavera, as saladas são as minhas grandes aliadas nestes dias;
  • À 6ª feira, não consigo cozinhar pelo que comemos o que tenha sobrado dos outros dias. Quando planeio as refeições, há sempre um dia em que cozinho em maior quantidade, para haver sobras;
  • Aos fins de semana, normalmente comemos peixe grelhado, quando estamos em casa. Mas também é aos fins de semana que, muitas vezes, almoçamos com a família alargada. Nos dias em que almoçamos fora de casa, não planeio o menu;
  • Antigamente, tentava fazer refeições de peixe e carne alternadamente. Actualmente, tento ter mais refeições vegetarianas e de peixe do que de carne. Passei de três ou quatro refeições semanais de carne, para uma ou duas no máximo;
  • Além das refeições, planeio a(s) sopa(s) e as saladas como acompanhamento



3. Inspiração


Quem cozinha frequentemente sabe que a parte difícil não é o cozinhar, para mim essa até é a parte divertida. O que custa, por vezes, é pensar no que vamos fazer, todos os dias, dia após dia. O menu semanal veio facilitar em muito essa tarefa. Porque além de só pensar nisso uma vez durante a semana, consigo ter uma visão do que vamos comer e variar acompanhamentos e refeições.
Quando não tenho muito tempo livre para fazer o menu, vejo refeições que fiz em semanas anteriores para tirar ideias. Quando tenho mais disponibilidade, vejo livros e sites de receitas para me inspirar.



Vantagens de fazer um menu semanal


1. Poupo dinheiro

Antes do menu semanal, ia ao supermercado e decidia na altura. Gastava dinheiro em coisas que não faziam falta, coisas que acabavam por ficar esquecidas nos armários para além do prazo de validade. Andava a deitar dinheiro ao lixo.


2. Só vou ao supermercado uma vez por semana

Antes de planear era quase certo que me esquecia sempre de qualquer coisa para algumas das refeições, o que fazia com que tivesse de voltar ao supermercado. E, claro, não vinha de lá apenas com o que faltava, trazia sempre mais qualquer coisa, o que também contribuía para um maior gasto.



3. Mente mais liberta

Sabem aquele pensamento "O que é que vou fazer para o almoço/jantar?". Ou a sensação de abrirmos o frigorífico à espera de uma inspiração divina que nos diga o que cozinhar?
Como só penso nisso uma vez por semana, basta-me consultar a minha agenda e sei sempre o que vou cozinhar.


4. Permite refeições mais variadas e saudáveis

Quando planeamos, podemos ter uma noção melhor do que comemos e variar tanto os acompanhamentos, como as próprias refeições. Houve uma altura em que os acompanhamentos cá de casa se resumiam a batatas, arroz e massa. Agora, exploramos todo um mundo de acompanhamentos, tratamos por tu a quinoa, o millet (milho-painço), o trigo sarraceno e os couscous.


5. Permite um planeamento das refeições

Desde que tenho o menu semanal, deixei de ter problemas em fazer refeições mais complexas. Por exemplo, se quiser fazer uma refeição de bacalhau e tenha que o demolhar, consigo planear isso facilmente na agenda, em vez e estar a ocupar a cabeça com estas coisas.
Outro exemplo, esta semana cozi grão e já planeei uma refeição da semana que vem para utilizar o grão cozido.
Este planeamento, evita desperdícios e comida estragada, o que nos leva novamente ao primeiro ponto.



E é assim que faço o meu menu semanal, e vocês costumam planear as vossas refeições?





sábado, 8 de abril de 2017

Ritual da alimentação: semana #1



Tenho de confessar que não escolhi o mês perfeito para praticar o ritual da alimentação saudável, porque tenho três aniversários, a Páscoa e uma festa. Por outro lado é o mês ideal para vos mostrar que a minha alimentação não é perfeita, mas que tem muitos mais dias bons do que dias "maus".

E comecei a semana com dois - nos meus quadradinhos, que correspondem ao aniversário do meu irmão, no fim de semana passado. E agora dizem com toda a legitimidade "Mas um aniversário é suposto ser em apenas um dia e não dois"... Pois, mas como fiz o bolo no sábado, andei a rapar a tigela 🙈 No domingo (dia do aniversário propriamente dito), além de comer o bolo de aniversário que tinha feito, comi pudim, baba de camelo e bolo de iogurte. E comi isto tudo sem culpa, porquê? Porque passei o resto da semana a comer apenas alimentos saudáveis. 
Assim, consegui compensar os 2 dias - com 5 dias +.

Avancei um pouco nos objectivos que me propus, consegui ter três refeições vegetarianas, duas de carne e duas de peixe. Mas ainda não avancei nos restantes objectivos (introduzir receitas novas, beber mais água e organizar as receitas)

No passado, antes da história da alimentação saudável, teria passado a semana toda a comer as sobras dos bolos e doces. Sim, é verdade. No passado teria uma semana com 7 dias -, em vez de apenas 2.


E vocês tiveram uma boa semana alimentar? Já sabem que gosto muito de receber os vossos comentários.





quinta-feira, 6 de abril de 2017

Como ter uma alimentação saudável




Como a minha opinião é de que cada um deve ter uma alimentação que faça sentido para si e com a qual se sinta bem, seria um pouco hipócrita da minha parte, vir para aqui dizer o que devem ou não comer. Em vez disso vou falar-vos de alguns locais onde retirei informação para melhorar a minha alimentação e da minha família. 
Costumo observar o mundo à minha volta, e no que diz respeito à alimentação estou sempre muito atenta. Observo o que a maioria das pessoas leva nos carrinhos de supermercado, fico triste quando cada vez mais crianças têm problemas de excesso de peso e acho que como pais devemos fazer o que nos compete para darmos uma vida melhor aos nossos filhos, o que também passa por uma alimentação saudável e por uma relação saudável com a comida. Para isso nada melhor do que estarmos bem informados.



Vídeos


Começo por vos deixar esta reportagem que considero um bom ponto de partida.
 



Sites



Sigo este site desde que li o livro Enxaqueca - finalmente uma saída, do mesmo autor. Tem muita informação útil sobre alimentação e não só, explicado de forma simples e aprofundada. Deixo-vos o link para alguns artigos que achei interessantes:
1. Sobre a Frutose 
2. Sobre Gorduras 
3. Sobre a Margarina 




Desde que aprendi a importância de comer as frutas e legumes na época própria, que utilizo este site para me guiar. Além de poder ver os meses em que se devem comer, tem informação sobre cada alimento. 




Para quem me segue não é novidade nenhuma que sou fã assumida deste blog. Ajudou-me bastante a introduzir refeições vegetarianas e deliciosas cá em casa. Além de receitas, podem encontrar vários artigos úteis sobre alimentação.
Gostei particularmente dos artigos que falam sobre os rótulos dos alimentos que está dividido em:




É um blog que fala de alimentação paleolítica na primeira pessoa, com uma linguagem descomplicada e divertida. 



Livros



  • Viva melhor, com saúde e longevidade - Selecções do Reader's Digest


Foi um dos primeiros livros que li sobre este tema, mesmo antes de modificar a minha alimentação. É um excelente livro para quem quer iniciar uma vida mais saudável. 



  • Enxaqueca - Finalmente uma saída - Dr. Alexandre Feldman


Já vos tinha falado sobre este livro aqui. E não podia deixar de o mencionar outra vez, visto que foi o livro que serviu de arranque à alteração da minha alimentação. Além de falar sobre alimentação saudável, ensina a cozinhar de forma mais saudável e tem algumas receitas.



  • A vida secreta dos intestinos - Giulia Enders


Este não é um livro que fale sobre alimentação propriamente dita, mas fala sobre a influência da alimentação nos nossos intestinos, tudo numa linguagem simples e divertida.



  • Coma gordura e emagreça - Dr. Mark Hyman


Este é o livro que estou a ler actualmente, não porque quero emagrecer, mas porque fiquei curiosa com o facto de que desde que diminuímos o consumo de gorduras, temos mais problemas de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Está a ser muito interessante.



E vocês, têm informação sobre alimentação que queiram partilhar?


sábado, 1 de abril de 2017

Ritual da alimentação



"Uma dieta empobrecida tem um efeito acentuado na tua vida. Consome-te energia mental e física. Afecta os teus estados de espírito e turva a clareza da tua mente.
Robin Sharma, O monge que vendeu o seu Ferrari


Depois do ritual da solidão e do ritual da fisicalidade, o hábito que vou praticar este mês, é o ritual da alimentação.
No livro sugerem a alimentação vegetariana, mas também dizem que devemos viver uma vida sem extremismos. Se não quisermos tornarmo-nos vegetarianos rigorosos, podemos reduzir o consumo de carne e acompanhar as refeições de salada e fruta, o que por si só já faz muita diferença.

Eu já vos tinha falado como modifiquei a minha alimentação. No entanto, sinto que já estive nos dois extremos, passei de comer bolos e doces todos os dias, para o não comer dia nenhum, e se tivesse uma festa de aniversário, por exemplo, ou não comia ou sentia-me culpada depois de comer uma fatia de bolo.
Desde que me apercebi que não estava a ter uma relação nada saudável com a comida, reajustei a minha alimentação. É que a comida sempre foi para mim um prazer, além de gostar de cozinhar, gosto de desfrutar dos sabores, sentir as texturas, os cheiros. Se comer algum alimento "proibido" com culpa, além de não sentir prazer nenhum, acho que isso não é muito saudável.

Vai daí, arranjei um meio termo onde me sinto confortável e feliz, uma espécie de equilíbrio alimentar. Durante a semana sigo a alimentação que já vos tinha dito e ao fim de semana, se me apetecer, quebro as regras. Pode ser comer um bolo, uma sobremesa, alimentos processados... sem culpa. E tenho conseguido atingir um equilíbrio alimentar mais saudável e que faz mais sentido para mim.
Não sou apologista de extremismos, acho que devemos seguir uma alimentação saudável, que faça sentido para nós e que nos faça sentir bem. E não ir atrás das dietas da moda, porque toda a gente o faz.


Como vou praticar o ritual da alimentação?


Se eu já atingi um equilíbrio alimentar, o que fazer mais? Acho que podemos sempre melhorar e evoluir e não ficarmos estagnados.

Assim, para praticar o ritual da alimentação, além do que já faço:
  • Vou introduzir mais refeições vegetarianas durante a semana;
  • Vou experimentar receitas novas;
  • Vou beber mais água;
  • Vou finalmente organizar as receitas cá de casa.


Conto com a vossa companhia numa alimentação melhor?



sexta-feira, 31 de março de 2017

Ritual da fisicalidade: conclusão



"O equilíbrio é fundamental em tudo o que fazemos. Por isso, dancem toda a noite e pratiquem yoga no dia seguinte. Bebam vinho, mas não se esqueçam do vosso sumo verde. Comam chocolate quando o vosso coração pede e salada quando o vosso corpo precisa. Usem saltos altos no sábado e andem descalças no domingo. Façam compras no centro comercial e depois sentem-se no vosso quarto e meditem. Vivam depressa e devagar. Movam-se e parem. Aceitem todas as partes do vosso ser e vivam a vossa verdade autêntica! Sejam corajosos e ousados, espontâneos e extrovertidos, e deixem que isso complemente a vossa capacidade para encontrar silêncio e paciência, modéstia e paz. Procurem o equilíbrio.
Rachel Brathen, Yoga Girl


Este mês andei a praticar o ritual da fisicalidade. Como já fazia exercício físico regularmente, iniciei-me no yoga e contei-vos a minha aventura nesta aprendizagem (semana 1, 2 e 3).

Lembro-me perfeitamente, do dia em que surgiu esta vontade de praticar yoga. Foi há 4 anos, no dia dos meus anos, fui passar o dia na praia e estava na esplanada a observar a praia quase deserta, quando surgiu um grupo de dois rapazes, uma rapariga e um cão. Quando pousaram as poucas coisas que traziam, a rapariga começou a praticar algumas posturas e depois os rapazes juntaram-se a ela. E lembro-me de pensar que era o exercício perfeito para fazer ali, como uma espécie de celebração da natureza e de comunhão com o corpo.
No entanto, andei a arrastar os pés durante estes 4 anos, e nunca cheguei a começar a praticar. Dei várias desculpas a mim própria "Não tenho tempo", "Já pratico Pilates"... Mas, para dizer a verdade, o motivo porque demorei a iniciar a prática, foi medo.
Pode parecer estranho, mas sentia sempre o yoga quase como uma coisa sagrada, muito acima de mim. Além de não perceber nada de posturas, nomes esquisitos como Vinyasa e outras que tais.

Só quando li o livro Yoga Girl, da Rachel Brathen é que desmistifiquei esta coisa do yoga na minha cabeça. Aliás uma das passagens que me fez comprar o livro foi a que está em cima.



A minha opinião sobre o yoga depois de praticar


Como já vos tinha dito, pratico Pilates há alguns anos e sempre foi uma modalidade que gostei, faço os exercícios, concentro-me no corpo e pronto. 
No yoga é diferente, é como se conjugasse o corpo, a mente e a alma. Não é muito fácil de explicar, mas há qualquer coisa de muito profundo quando praticamos as posturas em sintonia com a respiração. Nesta 4ª semana, andei a praticar posturas de expansão do coração e senti literalmente essa expansão durante os meus dias. Também tenho consciência que apenas estou a arranhar a superfície dessa profundidade, sinto que vou continuar a ter boas surpresas com o yoga.

 

Vou continuar a praticar?


Claro que sim, agora ninguém me pára. Vou continuar a praticar os exercícios do livro, e estou curiosa para experimentar aulas com um professor, mas isso ainda não pode ser para já. Entretanto, vou aperfeiçoando o que estou a fazer e a aprender mais com alguns vídeos.



E vocês, têm "ginasticado"?



quarta-feira, 29 de março de 2017

10 razões porque vais querer fazer exercício


"Eu não acredito em idade. Eu acredito em energia. Não deixes que a idade dite o que podes ou não fazer.
 Tao Porchon-Lynch, professora de yoga com 98 anos


Pois, eu sei que muitas vezes andamos a arranjar desculpas para não fazer exercício, porque não temos tempo, porque estamos velhos, porque temos de cuidar dos filhos, marido/marida, pais, cão, gato e periquito. Acreditem que eu também já estive aí, a arranjar desculpas para me convencer a mim própria, até ao dia em que tomei a decisão de fazer exercício e já lá vão 8 anos de exercício contínuo.

No outro dia li sobre um estudo muito interessante que fizeram em 1966, em Dallas. Cinco homens saudáveis de 20 anos ficaram confinados à cama durante três semanas. Ao fim de três semanas de inactividade total, até usavam cadeira de rodas para ir à casa de banho, os músculos tinham-se deteriorado de tal forma que mal conseguiam manter-se em pé. Os investigadores do estudo comentaram que "aquelas três semanas na cama tiveram uma influência maior na perda de capacidade aeróbica do que 30 anos de envelhecimento."
Depois, os mesmos cinco homens fizeram oito semanas de treino intensivo, incluindo exercícios na passadeira e corrida de longa distância. O resultado foi inverterem completamente os danos provocados pelo repouso na cama, provando o poder do exercício físico.

Não é preciso irem já amanhã correr a meia-maratona. Aliás quem não faz exercício há algum tempo, convém começar gradualmente. Mesmo quem tem dificuldades em andar pode muito bem fazer exercícios localizados, sentado numa cadeira. É só querer, que o que não falta é exercícios por essa internet fora. 
Se mesmo assim, ainda precisam de uma motivação extra, vejam só o que o exercício moderado pode fazer por nós.



10 razões para fazer exercício físico

 

1. Melhora a memória e a capacidade cognitiva


Ao fazermos exercício estimulamos numerosas áreas do nosso cérebro e do nosso sistema nervoso central, além de estimularmos a libertação de variadas substâncias químicas, como é o caso da hormona de crescimento humano. 
E até parece que já estou a ouvir alguém a dizer "Ah, mas eu já cresci tudo, não preciso de crescer mais". Na realidade esta hormona, além de nos ajudar a crescer na idade própria, tem vários benefícios rejuvenescedores e ajuda o nosso cérebro a desenvolver novas conexões, o que aumenta a nossa capacidade de aprendizagem e de memória. Se ainda não vos convence, saibam que aquela hormona também ajuda a controlar o apetite e reduz o risco de obesidade.


2. Menor risco de doença de Alzheimer


Um estudo a longo prazo que abrangeu 1500 pessoas durante uma média de 21 anos mostrou que apenas duas sessões de actividade física nos tempos livres por semana reduziam para metade o seu risco de Alzheimer.


3. Menos afrontamentos


Se alguém por aí, estiver perto da menopausa, tem mais uma razão para fazer exercício. Um estudo realizado na Universidade de Granada revelou que 3 horas de exercício por semana podiam reduzir significativamente os afrontamentos intensos e outros sintomas da menopausa, aumentando a qualidade de vida global da mulher.


4. Aumento da auto-estima


Se nos sentirmos bem connosco próprios temos mais probabilidade de levar um estilo de vida saudável.
Um estudo analisou as alterações na auto-estima em mulheres com idades entre 60 e 75 anos com peso excessivo que participaram num programa de exercício de alongamentos-e-tonificação ou num regime de caminhada rápida, durante seis meses. Ambos os programas provocaram melhorias na auto-estima.


5. Melhor gestão do stress


O stress acumulado desencadeia um fluxo de substâncias químicas concebidas para nos preparar para fugir. O nosso coração bate mais depressa e com mais força, os nossos pulmões aspiram mais oxigénio, o nosso fígado liberta glicose para fornecer energia aos músculos e o sistema imunitário prepara-se para eventuais ferimentos.
Se nos deixarmos ficar sentados, toda esta energia não tem para onde ir, o que vai danificando o nosso organismo com o passar do tempo, porque debilita o sistema imunitário, contribui para a perda da massa óssea, fraqueza muscular e para a aterosclerose, aumenta os níveis de insulina que conduzem a níveis mais elevados da perigosa gordura abdominal.
Apenas 20 minutos de corrida ou a subir escadas fazem mais para acalmar a ansiedade induzida pelo stress do que ficarmos sentados imóveis numa divisão tranquila durante os mesmos 20 minutos.


6. Sistema imunitário mais forte


Sempre que praticamos exercício moderado de um modo consistente, todo o nosso organismo é sujeito a tensão, o que estimula a libertação de hormonas e substâncias químicas ligadas ao sistema imunitário.
Existem estudos que revelam uma correlação entre a actividade física e menores riscos de infecções das vias respiratórias.


7. Melhor vida sexual


Apenas 30 minutos por dia de exercício vigoroso são suficientes para reduzir entre 37 e 58% os riscos de disfunção eréctil, no homem.
Além disso, quanto mais em forma estivermos, maior a frequência e satisfação sexuais, mesmo em pessoas idosas.


8. Menos gordura abdominal


O exercício é fundamental para reduzir o tamanho das células de gordura que se acumulam à volta do abdómen. Esta gordura, que se acumula nos órgãos abdominais e no fígado, é a mais preocupante visto que contribui para inflamações, resistência à insulina e diabetes.


9. Alívio da depressão


Segundo um estudo realizado em pessoas com depressão grave, o exercício físico não só contribuiu para melhorar a depressão, como se verificou uma taxa de recorrência muito menor relativamente a pessoas que apenas tomam medicação e não fazem exercício.


10. Mais força muscular


E por último, o mais óbvio mas, que por vezes esquecemos. Ao fazermos exercício estamos a fortalecer o nosso corpo e a aumentar a nossa massa muscular. Ao sermos mais fortes, vamos desempenhar as nossas tarefas diárias com maior facilidade.
Por outro lado, existem alterações moleculares na produção de hormonas pelo nosso organismo e quanto maior a massa muscular, melhor as células fazem uso da insulina para absorver a glicose. Estes dois factores têm um papel fundamental para prevenir a inflamação, obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes.


Fontes:
 
Harrar S, Gordon D (2011) Viva melhor, com saúde e longevidade. Selecções do Reader's Digest, Porto Salvo. 398 pp.









sexta-feira, 24 de março de 2017

A minha aventura no yoga: semana #3



Esta semana continuei a praticar a saudação ao sol (no início) e a posição de cadáver (no fim). Pelo meio andei a praticar posições para fortalecer os abdominais, para melhorar o equilíbrio e trabalhar os ombros.

No que diz respeito aos abdominais, posso-vos garantir que ficaram a arder. Existe uma postura que ainda não consigo fazer bem, mas não foi por isso que desisti, continuei a fazer como podia.

As posturas para melhorar o equilíbrio foram um verdadeiro desafio. Eu já sabia que não sou muito coordenada e que o meu equilíbrio é quase inexistente, mas encarar isso e tentar fazer alguma coisa de jeito foi um desafio. Por exemplo, a postura da imagem em cima parece muito simples, não é? Pois foi onde tive mais dificuldade. No livro aconselham o uso de fitas de yoga para conseguir levantar a perna e manter, como não tenho fitas de yoga utilizei um cinto de tecido grosso que tenho, e mesmo assim foi difícil. Sim, porque segurar o pé com a mão ainda está no reino da ficção.

As posturas para trabalhar os ombros fizeram-me dobrar de formas que não julgava possíveis e, ainda assim, em vez de chegar a um ângulo recto, fico-me por um agudo. Tal é a minha aguda falta de elasticidade.

E pronto, apesar de todas as dificuldades, de um dia para o outro vou notando pequenas melhorias.

Na semana que vem, vou praticar posturas de Vinyasa (fluxo) e expansão do coração. Logo vos conto como correu.

E para manter a tradição deixo-vos um vídeo de uma sessão completa para principiantes que experimentei e gostei.