terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Enfrentar os medos: Conclusão


 


Este mês andei a enfrentar os meus medos. Não foi fácil, aliás acho que foi o hábito mais difícil que pratiquei desde que comecei o blog. Houve dias em que queria era estar sossegadinha na minha zona de conforto e fazer as coisas como costumo fazer, mas esforcei-me para treinar a minha coragem. Contei-vos as minhas aventuras todas as semanas (1, 2, 3 e 4).



A minha opinião sobre enfrentar os medos


Desde que admiti o meu medo de conduzir em voz alta, para mim própria e para os outros, que esse monstro foi perdendo força. O medo existe apenas na nossa cabeça e como já tenho dito, ele é bastante saudável para nos proteger. No entanto, quando esse medo atinge proporções tais que passamos a estar limitados, isso é que já não é nada saudável. Seja medo das alturas, de falar em público, de conduzir, de nos expormos... Todos os medos podem ser ultrapassados e a única forma é fazermos as coisas que tememos, e quando conseguimos sentimos tanta liberdade.

Quando era mais pequena, apanhei um susto num rio e quase que me afogava, a mim e à minha irmã. Durante anos e anos nunca ia para fora de pé. Para perder o medo andei na natação, mas nem aí perdi o medo, limitava-me a nadar de uma ponta à outra e agarrar-me com unhas e dentes à borda da piscina. Só mais tarde é que, com a ajuda do Rodrigo, consegui enfrentar isto. Ele treinou-me para estar no meio da piscina fora de pé. E quando finalmente consegui, tinha uma piscina inteira só para mim, em vez de me restringir a metade da piscina na zona das crianças.

O que penso é que durante a vida vamos ter sempre alguns medos, temos de escolher se os ultrapassamos ou os deixamos tomar conta da nossa vida.



Vou continuar a enfrentar os meus medos?


Era muito mais fácil deixar-me estar quietinha. Mas vou continuar a treinar a minha coragem. 
Tenho como objectivo conduzir com prazer, seja para onde for, sem medo, e para isso vou continuar a dar pequenos passos até conseguir. 
Vou continuar a estar atenta e a sair da minha zona de conforto sempre que achar que estou a ficar limitada a um modo de pensar, a um modo de agir.
Neste mês reparei que o meu medo de falhar vem muito da minha mania de ter tudo controlado, tenho de dar o meu melhor e desligar-me do resultado.



E vocês, têm enfrentado alguns medos?



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ritual da Solidão



"Pode ser que a minha casa seja pequena, mas consigo lá dormir e sentar-me. Vivendo sozinha, isso basta-me. Conheço o mundo e não me misturo. Aproveito apenas a minha tranquilidade. O meu prazer supremo é fazer a sesta e contemplar as estações. O mundo inteiro só é a consciência que dele temos. Se o coração está em paz, mesmo os tesouros mais caros não valem nada. Gosto da minha pequena casa. Estou desolado por todos esses escravos do mundo material. Só podemos apreciar a solidão quando a vivemos.
Kamo no Chomei, Notas da minha cabana


Nos próximos meses vou praticar uma série de rituais que têm por base o kaizen. Os rituais são coisas que fazemos que nos proporcionam prazer, bem-estar e crescimento interior, quase como um momento sagrado.

O primeiro ritual desta série é o Ritual da Solidão, um ritual que já pratico há muitos anos e que fui aperfeiçoando até me servir como uma luva. Desengane-se quem pensa que é necessário fazer um retiro espiritual num qualquer país exótico, apesar disso não ser nada mal pensado. É perfeitamente possível termos uma família, trabalharmos fora de casa e tirarmos um tempo para nós, para estarmos sozinhos em silêncio.

Na nossa sociedade onde existe tanto barulho de máquinas, carros, electrodomésticos e por aí fora. Onde é exigida a nossa atenção, constantemente. Termos um momento para estar sozinhos em silêncio, é um verdadeiro bálsamo para a alma.

Assim, no próximo mês vou contar-vos como pratico o meu ritual de solidão todos os dias e o que isso tem feito por mim.

Prontos para desfrutarem da vossa própria companhia?



sábado, 28 de janeiro de 2017

Semana #4: Enfrentar os medos


"Uma cabeça cheia de medos, não tem espaço para os sonhos"

Esta semana a enfrentar os medos já correu melhor.

  • Conduzir

Esta semana consegui conduzir dois dias. No Domingo, levei a família de carro até Mafra, mais ou menos 40 Km. Não vou mentir e dizer que foi canja, fui um bocado tensa, mas consegui. Claro que só vi estrada, nem olhei para a paisagem. O outro dia foi na 5ª feira, que levei o André aos treinos, mesmo com dor de cabeça, peguei no carro e lá fomos nós. Nestas voltinhas já me sinto mais à vontade, no entanto, na 3ª feira podia ter trazido o carro para casa mas caí no velho hábito mental de me preocupar com o estacionamento quando chegasse e desisti.


  • Sair da minha zona de conforto

Bem, levar o carro até Mafra foi sair mesmo da minha zona de conforto. É que a minha zona de conforto é ir no lugar do lado a apreciar a paisagem e a cantarolar as músicas que estão a passar no rádio. Ir a conduzir, concentrada na estrada e nos caminhos, é muito fora da minha zona de conforto.

Esta semana fui caminhar por caminhos diferentes, o que fez com que estivesse presente a desfrutar. Além disso, reparei que reagimos de uma determinada maneira em certas situações e eu fiz uma ginástica mental para não cair em velhos hábitos (prejudiciais).


  • Medo de falhar

Continuo a enfrentar este medo nas explicações que estou a dar. Quando as coisas dependem apenas de mim, eu empenho-me até conseguir atingir o que quero. Mas quando dependem de outros, já é outra conversa. E é isso que tenho de aprender, a não forçar, a não controlar o que não depende de mim. Tenho de dar o meu melhor e relaxar, independentemente do resultado.





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Inspiração: A cura para o medo


Já há muito tempo que não colocava nenhuma inspiração aqui. Esta tem-me ajudado a enfrentar os meus dragões, espero que também vos ajude. Já sabem a minha "fantástica" tradução está em baixo.


"Olá, sou o Robin Sharma (...)

Esta sessão é sobre um tópico extremamente importante e que é tão fascinante para tantas pessoas: A Cura para o Medo. Se és humano, vais enfrentar o medo, como os líderes o fazem, mas eles desenvolveram uma resiliência, ou uma dureza face ao medo.

Eis uma história que li num livro de Osho:
Um homem que escalava montanhas, uma vez atingiu o pico de uma montanha, mas calculou mal o tempo, e começou a escurecer. Ele começou a descer a montanha à medida que o sol se punha, mas chegou a um lugar em que já estava tão escuro que não conseguiu mover-se. Ele pensou que estava à beira de um precipício e ficou paralisado de medo. Ele percebeu que se se movesse apenas alguns centímetros para a frente, cairia milhares de metros e morreria. Foi a noite mais aterradora da sua vida. Ele nem conseguia mover-se para a frente porque pensava que ia cair, pelo que se deixou ficar ali ao frio, por horas e horas. Depois, com os primeiros raios de sol, começou a rir!

A razão porque ele começou a rir, foi porque percebeu que mesmo abaixo do precipício, estava uma imensa plataforma de rocha. Não havia qualquer perigo, Foi apenas a sua percepção do medo que o fez sentir aterrorizado. Eu penso que é uma ideia poderosa para nós. As coisas que mais nos assustam, quando realmente temos a coragem de as fazer, dissolvem-se. Pensa apenas nisto: quantas vezes houve coisas que tiveste medo de fazer... Talvez durante anos tenhas evitado fazê-las e um dia decidiste confrontá-las, e quando correste de encontro ao medo, o medo dissolveu-se. Nesta sessão vou oferecer-te algumas ideias para te ajudar realmente a curar o medo.


1. Pratica o treino da coragem

Se queres ser um grande futebolista ou um grande chef tens de tirar tempo para praticar. Ou se queres ser um grande empreendedor, tens de ter horas de rigor e disciplina, para construíres o teu negócio. Ou mesmo se quiseres ser um grande campeão de xadrez, eles são obcecados com a prática.
No entanto, no que respeita ao medo, não vivemos numa sociedade que valorize o treino da coragem. Realmente não ouves as pessoas a dizer "Vai e usa este dia para praticar tornares-te destemido".

Todos conhecemos a regra dos 10 anos, descoberta por Anders Ericsson, na Universidade da Florida, o investigador proeminente na área da performance excepcional, e essa regra dos 10 anos foi agora popularizada por muitos autores. O que ele descobriu foi isto: Se olhares para qualquer grande executor, eles têm uma coisa em comum: Eles passam o equivalente a 10 anos ou 10 mil horas a praticar a sua habilidade, antes que os primeiros sinais de génio apareçam. Assim, para tornares-te destemido, porque não encontrares algum tempo todos os dias para praticares tornar-te destemido?
Porque não utilizares seja o que for que te irrita, ou que te frustra, ou que te assusta durante o teu dia, como treino para a coragem?

Vamos supor que o teu supervisor chega e diz: "Amanhã, gostava que fizesses uma apresentação daquele projecto que desempenhaste brilhantemente." Começa a prestar atenção, vais reparar que começas a sentir-te assustado. Desenvolve um estado mental em que dizes: "Ok, eu vou dizer que sim", porque é um treino de coragem.

Vamos supor que vais para casa, e queres falar ou dizer algo ao teu parceiro. Talvez queiras pedir mais amor. Talvez queiras pedir que uma certa necessidade seja preenchida. Depois pensas: "E se ele me julga? E se goza comigo? E se pensa que eu sou estranho(a)?" Desenvolve um estado mental onde reconheces que tudo o que te assusta é um treino de coragem, ok? O que estou a sugerir é realmente praticares ser mais destemido e vais tornar-te um ser humano destemido.



2. Liberta-te do resultado

Agora dizes: "Robin, do que é que estás a falar?" Uma das razões reais porque não fazemos o que nos assusta é porque temos medo de sermos julgados. Temos medo de falhar. Temos medo do sucesso. Temos medo de tropeçar. O que estou a sugerir-te é, que uma das razões porque não entramos na nossa natureza heróica enquanto seres humanos é porque estamos apegados ao resultado. Assim, só desenvolvendo a filosofia em que vives o momento, em que fazes as coisas que te assustam, e realmente não te preocupas com o que acontece, isso vai desenvolver uma sensação de coragem e um sentimento de bravura.



3. Convive com os teus heróis

Se me tens seguido em outras sessões, ou talvez no facebook, ou no instagram, ou se leste os meus livros, sabes que eu acredito que te tornas as tuas conversas. Ouvir um audiobook ou ler um livro não é nada mais do que teres uma conversa com o autor. E tu tornas-te nas pessoas de que te rodeias. Estou a encorajar-te a ler os livros de pessoas que transcenderam a adversidade. Pode ser Nelson Mandela, ou Elon Musk. Pode ser Martin Luther King Jr., ou alguém da tua vizinhança que tenha ultrapassado a adversidade, e tu decidas tomar um café e conversar com ele.

Muitas vezes os "média" perguntaram-me: "Bem Robin, os teus livros funcionam com pessoas que tiveram grandes passados, pessoas que têm muito dinheiro, pessoas que têm sorte..." Isso não é simplesmente verdade. Se observares as pessoas que se tornaram icónicas nos seus negócios, seja qual for a área, a maioria das vezes são pessoas que realmente vieram do nada, ou que tiveram montes de adversidades, mas a adversidade permitiu-lhes ser melhores pensadores, e realmente utilizam o fracasso para desenvolver grandes níveis de liberdade. Uma das melhores formas de fazer isso é ler os livros, ouvir os audiobooks, ou passar tempo com pessoas que ultrapassaram a adversidade, que estiveram assustadas, e que se transcenderam para altos níveis de confiança e bravura.



4. Abraça a confusão

Se queres ser destemido, lembra-te que as coisas que agora achas fáceis, foram inicialmente difíceis. Se queres tornar-te destemido, lembra-te que todo o mestre já foi um principiante. Se queres tornar-te destemido, lembra-te que toda a mudança foi difícil no início, confusa no meio e bela no final. À medida que vais de onde estás agora para onde queres ir, em termos de confiança e coragem, és bem-vindo à confusão. O progresso é confuso.

Estares perante o fogo do próximo nível do teu potencial, é aterrador. Mas, tens uma escolha. Podes passar as melhores horas dos teus melhores dias como uma alma tímida, fechada dentro do teu pensamento actual, fechada dentro da tua vida emocional actual, e isso é uma receita para a estagnação, é apenas uma receita para uma vida cheia de arrependimento. A segunda escolha que podes fazer é abraçar a confusão. Faz as coisas que te assustam. Pergunta a ti próprio: "Que coisas me estão a bloquear e a limitar no meu potencial, na minha vida, no meu rendimento, na minha criatividade, na minha felicidade?"

Pega num pedaço de papel e começa a registar as coisas que te assusta fazer, porque cada pequena coisa que tens medo de fazer, carrega um pequeno pedaço do teu poder, ou muito do teu poder. No momento em que realmente fazes a coisa que tens medo de fazer, retomas o teu poder que tinhas dado àquela condição e tornas-te uma pessoa mais poderosa. Se usares cada dia como uma plataforma para maiores níveis de bravura, então o resto da tua vida é apenas um exercício em que te tornas líder.


Vai e sê destemido."



sábado, 21 de janeiro de 2017

Semana #3: Enfrentar os medos



"Uma cabeça cheia de medos, não tem espaço para os sonhos"

Vamos lá ao balanço semanal. Esta semana a enfrentar os meus medos, foi uma semana mais ou menos.

  • Conduzir

Esta semana, à semelhança da semana passada, também conduzi só um dia. Eu sei que não é o ideal e que tinha planeado conduzir pelo menos dois dias por semana, mas continuo a ter uma pegada ecológica muito reduzida visto que continuo a levar o André aos treinos... a pé.
O dia que conduzi foi no Domingo, e foram as voltinhas para ir ao supermercado. Agarrei na chave e lá fui eu, levar a família ao supermercado para fazer as compras da semana. Como no primeiro supermercado não havia tudo o que precisava, ainda fomos a outro. Notei que estive mais calma a conduzir e mesmo antes não senti aquele nervosismo.
Também tenho que confessar que hoje podia ter conduzido, mas deu-me a preguiça e vim a dormir no carro 🙈



  • Sair da minha zona de conforto

Não sei se repararam, mas esta semana esteve um frio do caraças. E eu podia ter ficado em casa muito quentinha debaixo do edredão e com o ar condicionado numa confortável temperatura de 27ºC... Mas não, continuei a levantar-me cedo (e quando digo cedo é antes das 6 da manhã), continuei a fazer a minha caminhada sempre que pude, continuei a fazer o meu voluntariado e continuei a ir buscar o G. à escola para o ajudar a estudar. Era mais fácil ficar debaixo do edredão, pois era.

Como tive cancro de mama há dois anos, tenho de fazer exames de controlo regulares. Apesar de na minha cabeça me visualizar saudável e "limpa", quando estou na ecografia há sempre aquele momento em que sustenho a respiração até me dizerem que está tudo bem. Esta semana lá fui eu fazer os exames médicos de controlo e depois de um susto que durou 10 minutos, lá vim para casa descansada por estar tudo bem, por estar "limpa" e saudável.



  • Medo de falhar

Tenho enfrentado este medo nas explicações que tenho dado ao G. Não tenho a certeza se ele vai conseguir melhorar as notas nos testes, mas decidi dar o meu melhor para o ajudar. Pelo menos noto que tem mais auto-confiança, e isso já é bem bom. É claro que não posso fazer os testes por ele, tem de ser ele a esforçar-se, da minha parte só posso mesmo ajudar da melhor forma que puder, até andei a estudar a matéria da formação de Portugal e a 1ª dinastia, para lhe conseguir explicar melhor.


E foi assim a minha semana a enfrentar medos. E a vossa, como correu?


sábado, 14 de janeiro de 2017

Semana #2: Enfrentar os medos



"Uma cabeça cheia de medos, não tem espaço para os sonhos"
 
 
Hoje é dia de balanço semanal! E esta semana já correu melhor que a anterior.
Continuo a enfrentar os medos de conduzir, sair da minha zona de conforto e o medo de falhar.
 
 
  • Conduzir

 
Esta semana já conduzi um dia, não foram dois como planeado porque continuo com falta de recursos, neste caso o carro. 
Então, nesse dia lá fui eu levar e trazer o André (e o pai) aos treinos. Antes deste mês nunca dizia para levar eu o carro, era como se sentisse que estava a desafiar o Universo e deixava-me ir sossegada no lugar do lado. Nesse dia lá fui eu enfrentar o medo e "desafiar o universo". 
É que este medo começa algum tempo antes da condução em si, antes da hora já estou eu com um nervoso miudinho na barriga. O que faço agora é perceber o que estou a sentir e focar-me que vai correr tudo bem, ao contrário de antes que começava a sentir-me nervosa, começava a pensar no trajecto e em todas as dificuldades e quando chegava ao carro, já estava uma pilha carregada de medo e ansiedade, com o coração a bater mais rápido, com a respiração acelerada e a transpirar. Essa parte consegui ultrapassar. 
A condução propriamente dita, correu muito bem, embora tenha que praticar algumas coisas, como meter as mudanças na altura certa. Mas também sei que ainda não consigo conduzir totalmente descontraída, vou focada em levar o carro do ponto A ao ponto B, não consigo desfrutar da música, da paisagem e da condução em si. É outro objectivo a atingir.
Quando cheguei a casa lá agradeci a todos os santinhos por estar viva e ter corrido tudo bem.


  • Sair da minha zona de conforto

 
Além de desafiar o universo como disse em cima, esta semana fui a um jantar onde não conhecia quase ninguém. Normalmente quando me convidam para este género de coisas, digo logo que não. Porque começo a pensar na logística, como onde deixar o André, e desisto antes de ir. Desta vez disse logo que sim, e até fiquei surpreendida comigo própria. Tratei da logística depois e lá fui eu ao jantar sozinha e adorei. Conheci pessoas novas, tive boas conversas e até houve cantoria no final e tudo. E claro, comi coisas que não devo comer, mas também faz parte de sair da zona de conforto, saborear sem culpas.

Ainda nesta categoria, esta semana também me ofereci para ajudar um menino que está a ter dificuldades na escola. Estava a falar com a mãe, que me estava a contar que as notas não eram grande coisa e que ele tem um problema na fala, e quando dei por mim, já estava a oferecer-me para ajudar e a combinar quantas vezes por semana.
 
 
  • Medo de falhar

     

Esta semana superei o medo de falhar, quando aceitei ir ao jantar e quando me ofereci para ajudar o tal menino, sem saber se consigo ou não.





E foi assim a minha semana. E a vossa, como correu?

sábado, 7 de janeiro de 2017

Semana #1: Enfrentar os medos



"Uma cabeça cheia de medos, não tem espaço para os sonhos"


Hoje é dia de balanço semanal! E confesso que, desde que iniciei o blog, nunca tive resultados tão fraquinhos como os desta semana. Mas é o que é, e não vou mentir.

Se bem se recordam os medos que ando a enfrentar são o medo de conduzir, sair da minha zona de conforto e o medo de falhar.


  • Conduzir

Pois o meu plano era conduzir, no mínimo, duas vezes por semana. Tinha planeado levar o André aos treinos, visto ser um percurso relativamente fácil, para ganhar alguma prática e coragem. No entanto, esta semana não tive carro para o levar, fui com ele sim, mas a pé. Até me podia gabar da minha reduzida pegada ecológica, mas o objectivo é perder o medo e se não treinar, ele vai andar sempre aqui a crescer. Por outro lado, eu não controlo tudo e tenho de aceitar isso, quando não tenho carro não posso conduzir, é simples. Não posso é encostar-me a isso como desculpa para não praticar. Sempre que tiver a oportunidade, pratico.


  • Sair da minha zona de conforto

Esta semana voltei à minha rotina pós-festas e alterei pequenas coisas do meu dia-a-dia. Por exemplo, já há algum tempo que comemos as refeições todas na sala, esta semana comemos na cozinha. Não é nada de especial e no entanto faz-nos sentir as coisas de outra forma. Quando fazemos sempre as mesmas coisas da mesma maneira, deixamos de sentir, é sempre o mesmo e o nosso cérebro entra em piloto automático. Quando alteramos pequenas coisas, o nosso cérebro tem de pensar e nós voltamos a sentir e a apreciar tudo de modo diferente. É um bom exercício para estarmos mais presentes no nosso dia-a-dia.


  • Medo de falhar

Tenho um objectivo que quero concretizar no Verão, é um daqueles grandes, que me mete algum medo. O que fiz foi desconstruir este objectivo em pequenas acções. Esta semana comecei a realizar essas acções para conseguir atingir o objectivo maior. E para superar esse medo de não conseguir, mentalizei-me que se não atingir não é nenhuma tragédia e tracei um plano B. Assim, aconteça o que acontecer, não estou a falhar mas sim a lidar com resultados e a manter-me flexível para o desconhecido.



E foi assim a minha semana. E a vossa, como correu?